A instalação desta floresta de alimentos

Armação do terreno em valas (Swales)
Foi feita uma armação do terreno em arco de cerca 35 metros de comprimento cada vala.
Um total de 20 valas com cômoro de cerca 40 cm de fundo e 60/80 largo. 
Logo após as primeiras chuvas espalhei a mistura de sementes de trevo, ao longo das valas (chamemos swales).
Entretanto e gradualmente tenho vindo a plantar vários tipos de árvores e arbustos, seguindo a perspectiva de dois grupos de plantas com duas funções distintas.
Numa base inicial e que ainda será mais incrementada, a plantação de árvores e arbustos de leguminosas para o fornecimento do nitrogénio para o solo:

Até ao momento foram plantadas estes arbustos:
  • Pascoinhas (Medicago sativa); 
  • Piorno (Retama shareocarpoa) ; 
  • Giesta (Citysus scoparius)
  • Tremoção (Astragalus lusitanicus
Acácia do Japão
Como árvores leguminosas e até ao momento plantei 
  • 10 acácias do Japão (Sóphora japónica),
  • 6 alfarrobeiras (como experiência pois não é suposto resistiram aos frios desta zona, no entanto e numa quinta aqui perto existem várias com um ar bastante saudável, por isso experimenta-se, bem colocada e adaptada, creio que será determinante para resultar. Plantadas também 2 Robinias.
  • Como frutíferas silvestres (alem de gradualmente conduzir e aproveitar os silvados, para amora), plantei para já 25 Medronheiros, e 8 Sabugueiros.
O descrito anteriormente foi efectuado entre Novembro e Dezembro. desde Janeiro e até agora, meio de Fevereiro, também plantei: 
  • 4 Nogueiras, 
  • 2 Nespereiras, 
  • 25 Pereiras bravas para enxertar
  • 20 Romãzeiras e 
  • 20 Amendoeiras, 
  • 20 Figueiras  (aproveitadas de rebentos com raiz e outras recolhidas) 
  • 6 Zambujeiros.
  • 12 Pistacia therebinthus para servir de porta enxertos para Pistacia vera
  • 10 Aveleiras
  • 5 Nogueiras
  • 10 Castanheiros
  • 6 kiwis
  • 2 Tangerineiras
  • 8 Cerejeiras
  • 2 Alperces
  • 3 Anoneiras
  • 5 Abacates
Viveiro
Em pequeno viveiro que construí  estou a reproduzir alguns Carvalhos, Nogueiras, Alperces, Laranjeiras, Bambus, Lichias e Aveleiras.

Por fim e como se tem revelado difícil obtenção (sem, ser a custos altíssimos  estou a efectuar esforços para conseguir Feijoa, Maracujá, Acerola, Goiaba, Tamarilho e mais kiwis.

Por fim e  pelo meio do terreno, plantei alguns Chuchus, Inhame, espalhei várias sementes de horticolas perenes (Funcho, alcachofra, acelga e couves)


9 comentários:

wiseupblog disse...

Uou! :)

Espero que corra tudo bem!

Filipe Brandão disse...

Boa tarde,

A acácia japonesa não é invasora?

Tito disse...

Boa noite Filipe. Esta acácia Japonesa pode ter comportamento invasor em zonas húmidas do Litoral. Nestas regiões do interior, mais secas e quentes, será até necessário mimar um bocado para que sobreviva nos primeiros anos, dai que a probabilidade de reprodução é muito baixa e só em condições ultra benéficas, para no contexto das características daqui.
de qualquer modo e mesmo no litoral não é propriamente invasora, germinar e reproduz-se mas de modo nenhum, nem próximo do modo como faz a acácia longifolia, a melanoxylon e a delbata.
Esta é uma que pode naturalizar-se mas não tem carácter invasor. mas volta a salientar, não no interior seco do país.

Faroleco disse...

Viva,
Em relação aos maracujás digo-lhe, por experiência própria, que se aproveitar as sementes que se encontram dentro do fruto conseguirá obter plantas. Em relação à quantidade e qualidade dos maracujás produzidos por essas plantas é que ainda não lhe sei dizer muito, pois a experiência é recente!

Um abraço,
http://faroleco.blogspot.pt/

Achigas disse...

Caro Tito,

As Robinias estão actualmente incluidas na lista de espécies invasoras, não teme os possiveis efeitos nefastos da sua plantação?

Ainda no tema de árvores fixadoras de nitrogénio, já experimentou o Amieiro de Nápoles (Alnus Cordata), apesar de não ser uma leguminosa também possui a capacidade de fixar nitrogénio e é uma espécie muito mais tolerante à seca que as demais espécies de amieiros.

Tito disse...

Alo. Reparo oportuno, no entanto a robinia tem carácter infestante nas zonas do litoral onde há mais humidade. Nesta região só conseguem sobreviver em zonas humidas e não é espontânea, só dá rebentos de raiz, portanto, facilmente controlável.
Também neste contexto da floresta de alimentos a Robinia está a ser usada como pioneira e produtora de nitrogeneo para o solo, o que significa que será amiúde podada e mais tarde, possivelmente removida (por muito que isso me custe). Mas basicamente, aqui não é problema, assim como várias outras espécies invasoras na zona litoral (as acácias por exemplo, aqui também são fáceis de controlar).
Gosto dessa dica sobre o Alnus, muito interessante. Sabes por acaso onde conseguir alguns?
Fica bem...

Achigas disse...

Oi Tito,

Já experimentei comprar sementes mas ainda não tive sucesso na germinação, deve necessitar de estratificação a frio.
Passe a publicidade, consegui encontrar em www.planfor.pt, as árvores são carotas mas as sementes saem relativamente em conta.

Tito disse...

Ok, obrigado, entretanto um amigo meu de França já me enviou sementes e vou experimentar a germinação. Depois digo do resultado. Abraço

André Filipe Fontelonga de Lemos disse...

Olá Tito,

chamo-me André e sou um permacultor adoptado pelo Alentejo. Podes dar-me o teu contacto de e-mail para conversarmos?
Um abraço