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Conceito de Soberania alimentar

Tradução e adaptação de excerto do livro: "O que são os Transgénicos- Jorge Riechmann ; 2011."


A globalização neoliberal, na trajetória de privatização de todos os modos de vida, incluindo mesmo a agricultura e os bens naturais,  vem submetendo à fome e  pobreza uma enorme percentagem da população mundial. 
Calcula-se hoje que no mundo há 925 milhões de pessoas em situação de fome, por dados da FAO, quando, paradoxalmente, se produz mais alimentos do que nunca,  na História da humanidade.
Como indica a organização internacional GRAIN, a produção de comida multiplicou-se por três desde os anos 60, enquanto a população mundial foi apenas duplicada desde então, mas os mecanismos de produção, distribuição e consumo, ao serviço dos interesses privados, impedem aos mais pobres a obtenção necessária de alimentos.
O acesso, por parte do pequeno agricultor, à terra, água, sementes, está condicionado a interesses económicos. Os consumidores não sabem de onde vem aquilo que comem, não podendo escolher e consumir produtos livres de transgênicos. A cadeia agro-alimentar alargou-se  progressivamente, afastando cada vez mais a produção e consumo; favorecendo a apropriação, nas diferentes etapas da cadeia, por grandes empresas agro-industriais, com a consequente perda de autonomia de agricultores e consumidores.
Frente a este modelo dominante do agro-negócio, onde a busca do benefício econômico se antepõe às necessidades alimentares das pessoas e ao respeito pelo meio ambiente, surge o paradigma alternativo da soberania alimentar. Uma proposta que reivindica o direito de cada povo de definir as suas políticas agrícolas e alimentares, de controlar o seu mercado interno, de impedir a entrada de produtos excedentes através de mecanismos de “dumping”, de promover uma agricultura local, diversificada, camponesa e sustentável, que respeita o território, compreendendo o comércio internacional como um complemento à produção local. A soberania alimentar implica restituir o controlo dos bens naturais (como a terra, a água e as sementes) às comunidades e lutar contra a privatização da vida.
Para além da segurança alimentar
Trata-se de um conceito que vai para além da proposta de segurança alimentar, defendida pela FAO a partir dos anos 70 com o objetivo de garantir o direito e o acesso à alimentação a toda a população. A segurança alimentar não representa um paradigma alternativo ao não questionar o atual modelo de produção, distribuição e consumo, e tem sido, frequentemente, privada de seu significado original. A soberania alimentar, por sua vez, inclui esta proposta: garantir que todos possam comer, ao mesmo tempo em que se opõe ao sistema agro-industrial dominante e às políticas das instituições internacionais que lhe dão apoio.
Atingir este objetivo requer uma estratégia de ruptura com as políticas agrícolas neoliberais impostas pela Organização Mundial do Comércio, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, que corroeu a soberania alimentar dos povos a partir dos seus ditames de livre comércio, dos planos de ajuste estrutural, endividamento externo, etc. Frente a estas políticas, é necessário produzir mecanismos de intervenção e de regulamento que permitam estabilizar os preços, controlar as importações, estabelecer cotas, proibir o “dumping” e, em momentos de super-produção, criar reservas específicas para quando estes alimentos faltarem. Em nível nacional, os países devem ser soberanos no momento de decidir o seu grau de auto-suficiência produtiva e priorizar a produção de comida para o consumo doméstico, sem intervencionismo externo.
Afirmar a soberania alimentar não implica um regresso romântico ao passado, mas trata-se de recuperar o conhecimento e as práticas tradicionais, combinando-as com as novas tecnologias e os novos conhecimentos. Não deve consistir, tampouco, numa abordagem localizada, nem em uma “mistificação do pequeno”, mas em repensar o sistema alimentar mundial para favorecer formas democráticas de produção e distribuição de alimentos.
A Via Campesina
O conceito de soberania alimentar foi proposto pelo movimento internacional da Via Campesina, no ano 1996, coincidindo com a Cúpula Mundial sobre a Alimentação da FAO, em Roma. A Via Campesina agrupa 150 organizações camponesas de 56 países. Foi constituída em 1993, no início do movimento antiglobalização, e, progressivamente, se converteria em uma das organizações de referência na crítica à globalização neoliberal. Seu ascenso é a expressão da resistência camponesa ao colapso do mundo rural, provocado pelas políticas neoliberais e sua intensificação com a criação da Organização Mundial do Comércio.
A composição de membros da Via é bastante heterogênea, em termos de procedência ideológica e de setores representados (sem terra, pequenos camponeses…); mas todos coincidem em pertencer às parcelas camponesas mais golpeadas devido ao avanço da globalização neoliberal. Uma das suas conquistas foi a de superar, de maneira bastante satisfatória, a lacuna entre os camponeses do Norte e do Sul, articulando uma resistência conjunta ao atual modelo de liberalização econômica.
Desde a sua criação, a Via criou uma identidade “camponesa” politizada, ligação à terra e à produção de alimentos, construída em oposição ao atual modelo do agronegócio e com base na defesa da soberania alimentar. A Via encarna um novo tipo de “internacionalismo camponês” que podemos conceitualizar como “o componente camponês” do novo internacionalismo das resistências, representado pelo movimento altermundialista.
Uma opção viável
Um dos argumentos que utilizam os detratores da soberania alimentar é que a agricultura ecológica é incapaz de alimentar o mundo. Mas, contrariamente a este discurso, vários estudos demonstram que tal afirmação é falsa. Isso foi constatado pelos resultados de uma exaustiva consulta internacional promovida pelo Banco Mundial, em parceria com a FAO, o PNUD, a UNESCO, representantes de governos, instituições privadas, cientistas sociais, etc., concebida como um modelo de consultoria híbrida, com o nome de IAASTD, que envolveu mais de 400 cientistas e peritos em alimentação e desenvolvimento rural durante quatro anos.
É interessante observar, embora o relatório tivesse por trás de si estas instituições, que a conclusão é de que a produção agroecológica garante uma renda alimentar e monetária aos mais pobres , ao mesmo tempo que produz excedentes para o mercado, sendo uma melhor garantia para a segurança alimentar do que a produção transgênica. O relatório do IAASTD, publicado no início de 2009, apostava na produção local, camponesa e familiar, e na redistribuição de terras para as mãos das comunidades rurais. O relatório foi rejeitado pelo agronegócio e foi arquivado pelo Banco Mundial, embora 61 governos o tenham aprovado discretamente, com exceção dos Estados Unidos, do Canadá e da Austrália, entre outros
Vários estudos demonstram como a produção camponesa em pequena escala pode ter um elevado rendimento, ao mesmo tempo em que usa menos combustíveis fósseis, especialmente se os alimentos forem comercializados local ou regionalmente. Por conseguinte, investir na produção camponesa familiar é a melhor opção para lutar contra a mudança climática e acabar com a pobreza e a fome, garantindo o acesso aos bens naturais, ainda mais quando ¾ das pessoas mais pobres do mundo são pequenos camponeses.
No âmbito da comercialização, tem-se mostrado fundamental para quebrar com o monopólio da grande distribuição, apostar nos circuitos curtos de comercialização (mercados locais, venda direta, grupos e cooperativas de consumo agroecológico…), evitando intermediários e estabelecendo relações próximas entre produtor e consumidor, baseadas na confiança e no conhecimento mútuo, que conduzam a uma crescente solidariedade entre o campo e a cidade.
Neste sentido, é necessário que as políticas públicas se façam eco das demandas destes movimentos sociais e apóiem um modelo agrícola local, camponês, diversificado, orgânico e que se proíba os transgênicos, se promova bancos de terras, uma lei de produção artesanal, um mundo rural vivo… Finalmente, uma prática política a serviço dos povos e do ecossistema.
*Artigo publicado como epílogo do livro “Qué son los transgénicos” (O que são os Transgênicos) de Jorge Riechmann (RBA Libros, 2011).

Projecto Respigadores na Cidade e no Campo


Esta é uma iniciativa que através da organização de grupos e proporcionar mão de obra 

a uns e alimento de qualidade, com actividade saudável a outros.

Num contexto pretende-se eliminar o desperdício que acontece em casos de terrenos abandonados, com árvores de fruto em produção, ou colheitas que não se fazem por alto custo da mão de obra


Modelo- Sistema de mobilização e coordenação segundo conceito Permablitz (também explicado em outro artigo deste blogue)
Descrição
Sistema de facilitação em transição e Permacultura que visa fazer a ponte e dinamização entre dois tipos de situações
De um lado:
1. Produtores agrícolas com carência de mão-de-obra ou recursos para assegurarem as suas colheitas.
2. A grande quantidade de materiais já não necessários ou descartados por famílias ou empresas

Do outro:
1. Famílias ou grupos de pessoas com vontade de participar na vida da terra e com igual vontade de ter em casa produtos alimentares de quantidade sem ser a custos exorbitantes num processo de trocas
2. Artesão, designers, artífices e curiosos amadores que vêm nas habilidades manuais, formas de converter e assegurar o conceito de que “Lixo não existe, apenas matéria prima para a qual não sabemos aproveitar ou transformar”

Por conseguinte aquilo que se procura de momento é:

1. Pessoas ou grupos interessados em fazer colheitas, ou ajudar em trabalhos agrícolas ou de Permacultura 
2. Terrenos, quintas, quintais, árvores de fruto, onde existam culturas a precisar de mão de obra, ou abandonados por falta de meios para os aproveitar.



O que é o Movimento de Transição e Permacultura: Inicie o seu no bairro de residência


O movimento de transição surgiu na Irlanda e foi criado por Louise Rooney sendo popularizado por Rob Hopkins na Inglaterra. Depressa se difundiu por todo o mundo, encontrando-se neste momento numa fase de enorme expansão.

Este movimento tem como base o facto de nos aproximarmos do fim da era do petróleo barato e tem como finalidade sensibilizar e dotar as comunidades de capacidades para enfrentar esta situação e as alterações climáticas.

Surgem por todo o mundo, em muitas cidades, associações/ONGs dedicadas à realização das mais diversas acções que têm sempre como objectivo a sensibilização e preparação das pessoas para as duas questões mencionadas.

Resumidamente, é um movimento que tem como objectivo transformar as cidades em modelos sustentáveis, menos dependentes do petróleo, mais ligadas à natureza e mais resistentes a crises externas, tanto económicas como ecológicas.


De forma a orientar as iniciativas interessadas em aderir ao movimento, o Rob Hopkins criou os “12 passos para a transição” que se encontram no seu livro “The transition Hand Book” (O livro de bolso da transição).

Esses 12 passos são os seguintes:

1.Formar grupos na sociedade para procurar possíveis medidas para a diminuição do consumo de energia na comunidade. Questões como a importação de alimentos, energia, educação, moeda local, urbanismos e transportes. É muito importante que o sucesso colectivo seja colocado acima dos interesses pessoais. Deve haver um representante para cada grupo.
2.Identificar possíveis alianças e construir redes de trabalho. Preparar a sociedade em geral para falar sobre as consequências do pico do petróleo e sobre o aquecimento global e alterações climáticas. Normalmente realizam-se palestras com especialistas e mostras de filmes relacionados com o tema.
3.Incorporar ideias de outras organizações e iniciativas já existentes.
4.Organizar o lançamento do movimento que pode ocorrer entre seis meses e um ano após o passo número um.
5.Formar subgrupos que vão olhar para as suas regiões específicas e imaginar como a sociedade pode torna-se resiliente, ou seja, ser auto-suficiente e capaz de suportar choques externos, como a falta do petróleo.
6. Fazer eventos em espaços abertos. É importante que a sociedade perceba o movimento e queira fazer parte dele.
7.Realizar actividades que requerem acção, como por exemplo, plantar árvores de fruto autóctones.
8.  Recuperar hábitos perdidos como fazer concertos públicos, cozinhar, fazer jardinagem, cultivar hortas e andar de bicicleta.
9.   Construir bom relacionamento com o governo local.
10.Escutar os mais velhos. As pessoas que viveram entre 1930 e 1960, época em que o petróleo ainda não era tão importante, podem ter muito para ensinar.
11. Não manipular o processo de transição para essa ou aquela tendência. O papel do movimento não é levar todas as respostas, mas deixar que a população encontre meios para a transição. O movimento deve ser um catalisador de ideias.
12.Criar um plano de acção para reduzir o consumo de energia da cidade.


O filme sobre o movimento Das Cidades em Transição


Links que podem ajudar no processo de criação de um núcleo de transição no seu Bairro:








A Frutaria Bio Bem-me-quer

O Movimento "Cultivar Biodiversidade"

Resulta da junção de esforços de vários elementos com o objectivo de promover a sensibilidade, o conhecimento e a acção para uma atitude mais sustentável, ecológica e mais humana e no tecido da dinâmica urbana, em que surgem várias para fomentar a biodiversidade, a qualidade de vida, o respeito pelo ambiente e pessoas e a criatividade rumo a um futuro melhor, para nós e para a nossa descendência, porque para com eles temos essa responsabilidade.

A Frutaria Bem-me-quer

È por isto e neste contexto que vai surgir ainda em Janeiro de 2010 a loja Bem-me-quer resultado de uma parceria entre o restaurante Bem-me-quer e o projecto "Cultivar Biodiversidade". E chamamos loja porque se pretende ter vários ramos de apresentação. Nesta primeira fase será uma frutaria de produtos da melhor proveniência e qualidade onde serão dominantes os produtos frescos, Fruta, vegetais e legumes biológicos e ecológicos

1. O biológico certificado: que sendo actualmente o meio seguro de consumir biológico, resulta num produto final um pouco mais caro, em grande parte resultante dos custos acrescidos do processo de certificação.

2. O consumo de proximidade: Em que determinados produtores não produzindo menos biológico não têm capacidade para assumir os referidos custos de certificação. Neste contexto a confiança não é numa etiqueta, mas sim na pessoa que produz. Para isso teremos na loja informações e também iniciativas que colocam o consumidor em estreita relação com o produtor, para criar essa base de confiança, para um consumo de qualidade a um preço mais acessível.


3. Os cabazes, de 5 ou 10 quilos por 14 ou 25 euros, respectivamente. Uns serviços de entrega ao domicílio, de produtos agrícolas frescos, que se pretende sejam variados de semana para semana, à distância de um email. A>ssuminmos o compromisso de contrariar a crise e vir a reduzir os preços. Num raio de 2 km da loja, os cabazes serão entregues a pé ou em transportes públicos. Um compromisso nosso para com todos e com o nosso planeta.




Onde

Em Lisboa, na Almirante Reis (junto a saída do metro norte da estação de Arroios) o restaurante Bem-me-Quer é um espaço de alimentação, mas cada vez mais uma atitude para além de um simples restaurante. Aqui faz-se porque se acredita, intervêm-se porque existe convicção, forma-se porque assim se faz cidadania e educa os hábitos e os sentidos. Também por isso, querer ser mais que um restaurante, vai converter-se em biológico.




As extensões

Na mesma filosofia e em complementaridade, brevemente será também lançada a loja social, a loja das agricultura urbana e um programa diverso de workshops no âmbito da auto-suficiencia e bem estar pessoal



Agrotóxicos na Natureza e na Saúde Humana

Os efeitos ambientais dos agro-tóxicos

A utilização de pesticidas levanta uma série de preocupações ambientais. Mais de 98% dos insecticidas pulverizados e 95% de herbicidas chegam a espécies/vitimas diferentes daquelas às quais inicialmente se destinam e pretende, incluindo espécies não-alvo, como a água, ar e solo.
A dispersão de pesticidas ocorre quando os pesticidas em suspensão no ar como partículas, são levadas pelo vento para outras áreas, podendo contaminá-las. Os pesticidas são uma das causas da poluição da água, e alguns pesticidas, são poluentes orgânicos persistentes e contribuem em muito para a contaminação do solo .

Além disso, o uso de pesticidas reduz a biodiversidade e a fixação de nitrogénio, contribui para o declínio dos polinizadores , destrói o habitat  e recursos alimentares (principalmente de aves), e contribui para o declínio de espécies ameaçadas de extinção.

Por outro lado as pragas podem desenvolver uma resistência ao pesticida, necessitando de um novo pesticida e assim continuamente. Por vezes e em alternativa utiliza-se uma maior dose do pesticida para neutralizar a resistência, embora isso irá causar um agravamento de toda a cadeia de consequências no problema da poluição ambiental.

Por fim a exploração em monocultura (objectivo principal no uso e filosofia pelos herbicidas), resultam em profundos desiquilibrios e maior incidência de pragas, que levam a utilização de mais pesticidas e assim por ai fora.

Assumamos e não exista qualquer duvida disso, toda a nossa alimentação, que não está classificada e assumida como  biológica ou ecológica, provem de explorações agrícolas onde estes produtos são geralmente usados, o que equivale a dizer que toda a alimentação que consumimos está contaminada, em maior ou menor escala.
Incluindo os alimentos transformados, pois estes provêm de matérias primas agrícolas que sofrem dos efeitos de uso dessas práticas.



Em termos industriais, acresce ainda um facto (que embora possa ter menos consequências directas para o ambiente, tem maiores e mais nefastas sobre a nossa saúde) que os produtos alimentares industriais resultam da adição de inúmeros ingredientes químicos e de síntese, que por vezes chegam a ser bastante mais perigosos que os próprios pesticidas.



Efeitos sobre a saúde de pesticidas e intoxicações por agro-tóxicos
Um sinal de alerta sobre o potencial de exposição a pesticidas.

Os pesticidas podem causar efeitos agudos na saúde naqueles que a eles estão expostos. Essa exposição pode causar uma variedade de efeitos adversos à saúde e que podem variar desde uma simples irritação da pele e olhos, até aos problemas mais graves como aqueles que afectam o sistema nervoso, mimetizando as hormonas que causam problemas reprodutivos, e inclusive provocam o cancro.

Em 2007 a revisão sistemática concluiú que "a maioria dos estudos sobre a linfoma e leucemia apresentaram associações positivas com a exposição a pesticidas "e, portanto, concluíram que o uso de pesticidas e cosméticos deve ser diminuído.  Há também muitos indícios de outros resultados negativos na exposição a estas toxinas usadas na produção agrícola, incluindo neurológicas, defeitos congénitos, morte fetal e no transtorno do desenvolvimento neurológico.

A Associação Médica Americana "Recomenda limitar a exposição a pesticidas e a adopção e utilização de alternativas mais seguras:  Muitas incertezas particulares existem a respeito dos efeitos a longo prazo na já referida exposição e consumo que deve ser ao máximo, mantida em baixa dose e vigilância actual. Os actuais dados e sistemas são insuficientes para caracterizar o risco potencial de problemas relacionados ao uso de pesticidas e na relação das doenças relacionados com agro-tóxicos .
Considerando essas lacunas de dados, é prudente tomar medidas e informar para limitar a exposição de pesticidas e usar o mínimo de produtos químicos tóxicos assim como aditivos alimentares de síntese. "

A Organização Mundial da Saúde e do Programa Ambiental da ONU estimam que "Em cada ano, no mundo, 3 milhões de trabalhadores na agricultura dos países em desenvolvimento e desenvolvidos, sofrem graves intoxicações por pesticidas , dos quais cerca de 18.000 deles morrem. Segundo um estudo, anualmente, cerca de 25 milhões de trabalhadores dos países em desenvolvimento podem sofrer intoxicação leve por agro-tóxicos  .


Um outro estudo descobriu que os pesticidas, usados como recurso para o auto-envenenamento, foi o método eleito num terço dos suicídios realizados no mundo, e recomendou, entre outras coisas, mais restrições sobre os tipos de pesticidas e sua venda livre, relativamente aos que são mais prejudiciais para os seres humanos.

Acidentes com pesticidas 

O desastre no Bhopal ocorreu quando uma fábrica de pesticidas lançou 40 toneladas de metil isocianato (MIC) de gás, um produto químico intermediário na síntese de alguns insecticidas. O desastre matou quase imediatamente 2.259 pessoas e causou posteriormente pelo menos 15.000 mortes. Claro que nestas estatísticas só estão contabilizados humanos, pois se alargarmos o espectro de análise para seres vivos, provavelmente estaremos a falar de centenas de milhares de milhões.

Isto alastra a análise dos efeitos ambientais dos pesticidas, não unicamente para a sua utilização na agricultura, mas também e de modo nenhum menos grave ou com menos impacto, para o processo de produção, que de modo hipócrita geralmente empurrado para países de terceiro mundo, numa tentativa de maximizar lucros a custo de não cumprimento de normas e claro, a custo de vidas humanas, e tremendos impactos sobre ao ambiente e vida Natural.

Falamos portanto de homens que são criminosos, assassinos mandatários, que usam gravata e estão nas listas dos bem-vistos pelos governos e economias ocidentais e ditos países desenvolvidos (que não raramente são inclusive membros de governos).



Alternativas

Alternativas aos pesticidas estão disponíveis e incluem métodos de cultivo, uso de controles biológicos de pragas (como feromonas e insecticidas microbianos), engenharia genética e métodos de interferir com a reprodução do insecto. Estes métodos estão se tornando cada vez mais populares e muitas vezes são mais seguros que os pesticidas químicos tradicionais. Além disso, a EPA está registrando redução de risco de pesticidas convencionais em número crescente.

As práticas de cultivo incluem a policultura (cultivo de vários tipos de plantas), rotação de culturas, o plantio de culturas em áreas onde as pragas que danificam as culturas sejam em numero reduzido, de acordo com a época de plantio, quando as pragas sejam menos problemáticas, e uso de culturas armadilhas ou isco, que atraem as pragas para longe a cultura real.

O lançamento de outros organismos que combatem a praga é outro exemplo de uma alternativa à utilização de pesticidas.

Estes organismos podem incluir predadores naturais ou parasitas das pragas, Os pesticidas biológicos baseados em fungos entomopatogênicos, bactérias e vírus que causam doenças em espécies de pragas, também podem ser usados, como por exemplo o Bacilus thurigensis, para uma série de pragas das nossas culturas. 

Na Índia, os métodos tradicionais de controle de pragas incluem o uso do Panchakavya , a "mistura de cinco produtos." O método recentemente experimentou um ressurgimento na popularidade devido em parte ao uso pela agricultura orgânica comunitária em vários pontos.

Produtos químicos agrícolas

Um crescente corpo de dados epidemiológicos estão ligados exposição a pesticidas absorvido no período pré-natal (em que os químicos atravessam a placenta durante o desenvolvimento fetal), bem como a exposição no primeiros anos de vida de uma criança.

A convencional pulverização agrícola com químicos é responsável por uma variedade de problemas de saúde, incluindo baixo peso ao nascer, defeitos de nascimento, desenvolvimento neurológico anormal e problemas reprodutivos.
Dos nove mais populares alimentos indicados e benéficos para nutrição infantil de frutas e vegetais, maçãs, pêras, pêssegos, nectarinas, morangos, cerejas, aipo, espinafre, broculo e  cenoura, todos contêm altos níveis de resíduos de pesticidas diversos, salvo se forem cultivados orgânicamente.

E quando pensam que o senhor que tem a horta e vende na praça, que diz que não usa nada.
Por vezes é ainda pior, porque quando utilizam (por ignorância e má explicação de quem lhos vende) utilizam não raro, doses muito superiores às recomendadas para "resolver o problema de vez", como eu infelizmente conheço e me deparei já com muitas situações  e ainda mais estórias do género.

Comer alimentos orgânicos e biológicos podem ajudar a promover uma melhor saúde celular, uma vez que sobre vários agro-químicos utilizados no cultivo químico de alimentos, tem sido demonstrado resultar num efeito negativo sobre a função mitocondrial.

Diversos produtos químicos, incluindo o paraquat, paratiom, dinosebe e 2-4-D, foram encontrados em actividade de aumentar a permeabilidade da membrana celular das mitocondrias que por sua vez vão expor os radicais livres, inibindo um processo conhecido como engate, que é parte integrante da produção eficiente de triphospate de adenosina (ATP) . O ATP é um importante produto químico que as ligações celulares nos terminais nervosos usam para a comunicação neural normal. Os baixos níveis de ATP celular, nos terminais nervosos podem levar à perda de sinapses e função sináptica, e pode finalmente levar ao declínio cognitivo.
O desenvolvimento do sistema nervoso de uma criança é mais vulnerável do que um adulto.

Apenas um gafanhoto?

Somos parte de um ecossistema e absorvemos o que nele existe. Um estudo realizado pelos Centros de Controle de Doenças e Prevenção nos EUA, conclui que o cidadão médio Americano, tinha 13 pesticidas diferentes no seu corpo. Os dados mostraram que as crianças e mulheres em idade fértil, acumulam a mais pesada "carga" de pesticidas. A média de idade 6-11 anos apresenta quatro vezes o nível "aceitável" de organofosforados.

Os pesticidas organo-fosforados interferem com a transmissão dos sinais nervosos no cérebro e sistema nervoso, tornando-os potentes neuro toxinas.  Eles são considerados um dos mais perigosos produtos químicos utilizados na agricultura e têm sido associados a uma série de doenças, incluindo cancro, diminuindo a fertilidade masculina, anormalidades fetais, síndrome da fadiga cronica em crianças, e a doença de Parkinson.


Assustado o suficiente?

Se sim, comece a alterar hábitos de consumo e cidadania.
Se não, dê-se pelo menos ao trabalho de pesquisar algo mais e confirmar estes dados...

Mas não tapem os olhos e finjam que não existe o problema


"Quanto mais branco o pão, mais cedo irá morrer!" (antigo ditado).

"Quanto mais branco o pão, mais cedo irá morrer!"  (antigo ditado).


O pão feito de farinha branca refinada seguramente não é bom para a saúde. Há um fato pouco conhecido que numerosos estudos científicos  provaram inúmeras vezes, de que há determinados itens alimentares comummente consumidos em dietas que são prejudiciais à nossa saúde, no nosso moderno e rápido  modo de vida, . Um deles é o pão branco, uma elemento presente e principal da dieta da maioria das pessoas. Acredite ou não, comer pão branco é prejudicial!

Isso pode ser algo que não irá fazer felizes muitas pessoas por o saber, mas se quiserem melhorar a saúde, perder peso e evitar a possibilidade de acabar com diabetes tipo II, o pão branco terão que eliminar da alimentação diária.

Por que se deve excluir Pão branco da alimentação?
O pão branco é feito de farinha branca refinada, contendo vários componentes deficientes e muito pouco interessantes em termos de nutrientes e fibras, essenciais para um sistema digestivo saudável e um metabolismo estável.
E esta é a razão:
A farinha branca refinada é produzida a partir do grão de trigo que é submetido ao processo de refinamento em que se removem todos os traços da casca ou farelo e junto com estes, todos os elementos alimentares válidos e contidos no grão. A farinha é então branqueada com agentes químicos com base em cloro e seca em fornos de alta temperatura para matar todos os demais constituintes benéficos.

Este insípido pó, sem sabor, em seguida é-lhe adicionado glúten (que é um produto a que um número crescente de pessoas se estão a tornar alérgicas), que ajuda a produzir um pão de forma mais uniforme, e com mais capacidade de ficar grande e macio. A muitos tipos de pão embalado, também é adicionado açúcar para permitir que o fermento de padeiro aumente de volume a massa.  O sal também é adicionado para controlar a acção do fermento e evitar que o pão cresça demasiado.

Comer massa produzida para pão branco pode ser comparado a comer um pouco de papelão, tal a sua suavidade e ausência de qualquer benefício útil numa dieta qualquer. Pão da pequenas padarias e pães feitos em casa, normalmente têm o gosto um pouco melhor, mas porque a farinha branca refinada é usado na sua produção, ainda não há um benefício de saúde.

Aspectos negativos para a saúde pelo consumode pão branco
 
Para começar, tal como com a massa branca e outros produtos feitos com farinha branca refinada (massa , esparguete, bolos, etc, etc, etc), o pão branco contém uma grande proporção de alto IG (índice glicémico)e  hidratos de carbono.  Estes provocam uma libertação mais rápida dos açucares para a corrente sanguínea o que provoca um rápido aumento nos níveis de açúcar no sangue, que por sua vez desencadeia da mesma forma, uma libertação rápida de insulina no próprio corpo, regulando o açúcar. Esse elemento é libertado pelo pâncreas e é responsável por regular os níveis de açúcar no sangue.

A insulina é o que as pessoas que sofrem com diabetes tipo 1 têm que injectar para regular os seus níveis de açúcar no sangue, porque o corpo não produz naturalmente o suficiente . O diabetes tipo II é uma doença que se espalha rapidamente, provocada por desequilíbrios demasiado frequentes dos níveis de açúcar no sangue, causando a produção de insulina para tornar-se sobre-carregados, o que eventualmente leva ao problema e todos os aspectos negativos para a saúde associados a ele.

Outros aspectos negativos da saúde vêm na forma do aumento dos níveis de mau colesterol no sangue.  Isso pode levar a problemas como doenças cardíacas relacionadas ao estreitamento das artérias. Quando os níveis de colesterol LDL se tornam demasiado elevados, as artérias engrossam as paredes e os bloqueios podem ocorrer, levando à trombose (coágulos de sangue), bem como à pressão arterial elevada.

Outro efeito negativo do consumo de pão branco é sobre o metabolismo do corpo. Este é retardado provocando redução da eficiência na digestão e maior armazenamento de gordura. Na verdade, esta é uma das principais razões pelas quais a perda de peso é tão difícil para as pessoas que continuam a comer pão branco.

A falta de fibras na dieta é um grande problema para o trato digestível, especialmente para os intestinos conseguirem terminar o processo e permitir que os resíduos possam deixar o corpo. Quando há pouca ou nenhuma fibra alimentar presente na alimentação, o intestino irá sofrer e ser incapaz de efectivamente eliminar todos os resíduos do corpo. Isto leva a doenças como a de Crohn, Síndrome do Intestino Irritável (SII) e pode levar ao cancro do cólon.

A alternativa ao pão branco

Mas não temos que desistir do pão na alimentação, só apenas do pão branco. A alternativa viável é de pão castanho claro, também conhecido como pão integral ou feito de cereais integrais. Este é produzido a partir de farinha integral, que não é refinada, da mesma forma como a farinha branca. A farinha integral mantém a casca do trigo, o farelo, que é onde todos os nutrientes e fibras dietéticas existem.  Não há qualquer branqueamento e os níveis de glúten são geralmente mais baixos do que no pão branco, mas deve sempre ser verificado o rótulo para essa primeira informação.

A farinha integral possui níveis muito mais baixos de Hidratos de carbono com IG, do que a farinha branca.  Também tem níveis mais elevados de hidratos de carbono de baixo índice glicêmico, que funcionam de maneira oposta aos carbohidratos com alto IG, o que irá resultar numa libertação lenta de açúcares na corrente sanguínea. O resultado é a insulina ser libertada lentamente e em quantidades muito menores. O metabolismo é estimulado, em vez de inibir, o que significa que o seu sistema digestivo recebe um impulso em termos de eficiência e menos gordura fica armazenada. Esta é uma boa notícia para pessoas preocupadas com o excesso de peso.

Os produtos de farinha integral, como pão integral, contêm altos níveis de fibra dietética. Isto é essencial para o funcionamento do cólon e da digestão completa de alimentos e eliminação de resíduos. Eles também contêm níveis mais baixos de LDL-colesterol ruim e com níveis mais elevados de HDL, o colesterol bom. Isto significa que as artérias ficam mais saudáveis e uma pressão sanguínea normalizada melhora.
Para rematar, o pão integral é muito mais saboroso e sem sensação de enjoativo, com textura pastosa. Fazer uma troca para pão integral é um processo de acostumação com o sabor e textura. Em pouco tempo irá preferir o sabor muito mais rico e superior, juntamente com todos os benefícios de saúde, como parte de uma dieta saudável e saborosa.

Cereais: Propriedades nutritivas e terapêuticas




TRIGO (Triticum aestivum)

FAMÍLIA: Poaceae
GÉNERO: Triticum
ORIGEM: Médio Oriente.
PROPRIEDADES: Tem muitas vitaminas do grupo B e E, que diminui a concentração de açúcar no sangue e na urina, por isso é também anti-anémico. É rico em ácido fólico que é um poderoso antioxidante. Deve ser incluído na alimentação infantil, pois fortalece o sistema imunitário, protegendo da doença. Aumenta o processo de renovação celular.







AVEIA (Avena sativa)

FAMÍLIA: Poaceae
GÉNERO: Avena
ORIGEM: Ásia.
PROPRIEDADES: é um cereal muito nutritivo, que possui cálcio, ferro, proteínas, além de vitaminas, carboidratos e fibras. Pela fibra solúvel é benéfico para o bom funcionamento intestinal, controle do açúcar no sangue, manutenção e diminuição do colesterol, controle da pressão arterial e regulador do funcionamento do intestino.








CENTEIO (Secale cereale)

FAMÍLIA: Poaceae
GÉNERO: Secale
ORIGEM: Médio Oriente.
PROPRIEDADES: O centeio é menos nutritivo do que os outros cereais mas é o cereal mais rico no aminoácido essencial lisina. Além de depurativo do sangue, oferece a grande qualidade de facilitar a circulação sanguínea, o que útil na prevenção e no tratamento das doenças cardiovasculares e da arteriosclerose. Não contém glúten.








MILHO (Zea maiz)

FAMÍLIA: Poaceae
GÉNERO: Zea
ORIGEM: América do Norte e Central.
PROPRIEDADES: È rico em fibras, fundamental para a eliminação das toxinas do organismo humano. Rico em hidratos de carbono, proteínas e vitaminas do complexo B, que combate a degeneração muscular, actua no crescimento e protege o sistema reprodutor. É boa fonte de energia, por ter grandes quantidades de açúcares e gorduras. O milho contém vários sais minerais como (ferro, fósforo, potássio e zinco). Não tem glúten.







ESPELTA (Triticum spelta)

FAMÍLIA: Poaceae
GÉNERO: Triticum
ORIGEM: Europa
PROPRIEDADES:  A Espelta contém cerca de 57,9 por cento de hidratos de carbono (9,2 por cento excluindo fibra ), 17% de proteínas e 3,0 por cento de gordura , bem como minerais e vitaminas dietéticos  . (7). Como contém uma quantidade moderada de glúten , é apropriado para alguns fermentos. Na Alemanha, os grãos verdes são escritas secas e comidas como grãos verdes. Não é adequado para pessoas com doença celíaca.



KAMUT (Triticum turgidum)

FAMÍLIA: Poaceae
GÉNERO: Triticum
ORIGEM: Médio oriente
PROPRIEDADES: Em comparação com o trigo mole, é maior em oito dos nove minerais, contém até 65% mais aminoácidos, e possui maior quantidade de lipídos e ácidos gordos. O Kamut tem um nível de proteína até 40% superior à média normal de trigo. Também tem maior percentagem de lipídios, que produzem mais energia que os hidratos de carbono.





ARROZ (Oryza sativa)

FAMÍLIA: Poaceae
GÉNERO: Oryza
ORIGEM: Japão
PROPRIEDADES: O arroz é composto por 85% da energia em hidratos de carbono, 7% de gordura, e 8% de proteína. O arroz também tem uma quantidade considerável de proteínas, com um excelente espectro de aminoácidos . A qualidade da proteína de arroz (66%) é maior do que o trigo integral (53%) e milho (49%). Da pequena quantidade de gordura no arroz integral, é sobretudo poli-insaturada, sendo muito usado em dietas.

 


GIRASSOL (Helianthus annus)

FAMÍLIA: Asteraceae
GÉNERO: Helianthus
ORIGEM: América do Sul
PROPRIEDADES: As flores e folhas são eficazes em acelerar a cicatrização de feridas e contusões, e também pode auxiliar o tratamento de problemas da garganta e pulmões.
As sementes são ricas em ómega-6 que é útil na prevenção de problemas cardíacos e no tratamento de esclerose múltipla.




 

Frutos e suas propriedades nutritivas e medicinais



CITRINOS (Citrus spp.)

Os Citrinos são árvores folhosas, de folha persistente.

FAMÍLIA: Rutaceae
GÉNERO: Citrus
ORIGEM: Ásia
PROPRIEDADES: Por ter muita vitamina C, os citrinos tornam o organismo mais resistente às infecções e dão saúde às gengivas. Possui propriedades cicatrizantes, auxilia o organismo a absorver o ferro de outros alimentos, a combater stress e alergias, a diminuir as taxas de colesterol e o risco de alguns tipos de cancro.





PESSEGUEIRO (Prunus pérsica)

Os Pessegueiros são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Prunus
ORIGEM: China
PROPRIEDADES: Contem grande quantidade de vitamina A, que nos frutos, é útil para a protecção da vista, pele e auxiliar no crescimento. Rico em niacina, que é uma vitamina que actua na digestão, além de estimular o apetite.


AMEIXEIRAS (Prunus dulcis)

As Ameixeiras são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Prunus
ORIGEM: Ásia menor.
PROPRIEDADES: As ameixas têm muito potássio e fósforo. Podem ser usadas em todas as dietas de doenças do aparelho circulatório, rins e fígado, na gota e no reumatismo.







NESPEREIRA (Eriobotrya japónica)

As Nespereiras são árvores folhosas, de folha persistente.

FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Eriobotrya
ORIGEM: China
PROPRIEDADES: A Nêspera tem alto teor de açúcar, acidez e pectina. Em calda, são usados na medicina tradicional chinesa como expectorante para a garganta. São úteis na limpeza dos rins e problemas no intestino. Auxiliam na cura de inflamações internas do organismo.






DIOSPIREIRO (Diospyrus kaki)

Os Diospireiros são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Ebenaceae
GÉNERO: Diospyrus
ORIGEM: China.
PROPRIEDADES: Tem poucas calorias e possui vitaminas A, B1, B2 e E, além de cálcio, ferro e proteínas. O Dióspiro auxilia no funcionamento intestinal devido ao tipo de fibras. É rico em betacaroteno, com acção sobre os dentes, pele, olhos, unhas, cabelos e na defesa do organismo.






FIGUEIRA (Ficus carica)

As Figueiras são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Moraceae
GÉNERO: Ficus
ORIGEM: Região Mediterrânica
PROPRIEDADES: O figo é útil na protecção e rejuvenescimento do organismo, para prisões de ventre, limpeza dos rins e na digestão. Também é indicado para pessoas com problemas dos brônquios, gripes e constipações. Na medicina caseira é usado para expulsar parasitas dos intestinos em crianças.






AVELEIRA (Corylus avellana)

As Aveleiras são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Betulaceae
GÉNERO: Corylus
ORIGEM: Europa, Ásia Menor e América do Norte.
PROPRIEDADES: As avelãs têm muita vitamina E. Útil como antioxidante, prevenção de doenças cardíacas e cancro nas veias e artérias, e também para reduzir o colesterol. As avelãs podem equilibrar a pressão sanguínea e são boas para o desenvolvimento dos ossos.







ABACATE (Persea americana)

Os Abacateiros são árvores folhosas, de folha persistente.

FAMÍLIA: Laureaceas
GÉNERO: Persea
ORIGEM: América do Sul.
PROPRIEDADES: Com varias características para a aplicação cosmética. É rica em açúcares e vitaminas, sendo das frutas que tem mais proteínas. É muito apreciado em saladas ou para confecção de molhos.







OLIVEIRA (Olea europaea)

As Oliveiras são árvores folhosas, de folha persistente.

FAMÍLIA: Oleaceae
GÉNERO: Olea
ORIGEM: Região mediterrânica.
PROPRIEDADES: O óleo era usado como para hidratação do corpo e cabelo, combustível e alimentação. A azeitona possui um óleo que é rico em ácidos gordos saudáveis, excelente para aumentar o bom colesterol. Também possui vitaminas: A, C, B1 e B2 e também sais minerais: fósforo, potássio, sódio e silício.






PEREIRAS (Pyrus communis)

As Pereiras são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Rosacea
GÉNERO: Pyrus
ORIGEM: Sul da Europa e médio Oriente.
PROPRIEDADES: A pêra tem grandes quantidades de vitaminas B1, B2 e B3, que regulam o sistema nervoso, o aparelho digestivo e fortifica o coração. É ideal para dietas, devido ao baixo valor calórico. Também útil em tratamentos do coração e na formação dos ossos, dentes e sangue. Ajudam no equilíbrio interno e vigor do sistema nervoso.





ROMÃZEIRA (Púnica granatum)

As Romãzeiras são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Lythraceae
GÉNERO: Punica
ORIGEM: Oriente central.
PROPRIEDADES: A romã tem uma alta concentração de anti-oxidantes, sendo uma das frutas mais nutritivas. Contém cálcio, potássio e ferro, que ajudam a proteger o corpo contra doenças cardíacas, diabetes, artrite reumatóide e cancro. A romã também retarda o processo de envelhecimento e ajuda a eliminar as gorduras na digestão.






AMENDOEIRA (Prunus dulcis)

As Amendoeiras são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Prunus
ORIGEM: Originária do médio Oriente.
PROPRIEDADES: É muito utilizada na indústria de cosméticos. É benéfica contra a acidez ou úlcera do estômago. Também indicada na diarreia das crianças, na bronquite, na pneumonia, nas inflamações das vias urinárias, nos cálculos renais e da vesícula.





MACIEIRAS (Malus domestica)

As Macieiras são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Rosacea
GÉNERO: Malus
ORIGEM: Europa e Médio Oriente.
PROPRIEDADES: O consumo regular de maçã é excelente para se prevenir e manter a taxa de colesterol em níveis aceitáveis, recomendada de uma por dia. Esse efeito é devido ao alto teor de pectina, encontrada na casca.







ALFARROBEIRA (Ceratonia siliqua)

As Alfarrobeiras são árvores folhosas, de folha persistente.

FAMÍLIA: Fabaceae
GÉNERO: Ceratonia
ORIGEM: Região mediterrânica.
PROPRIEDADES: Do fruto da alfarrobeira tudo pode ser aproveitado, Da semente extrai-se a goma, para aditivo alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética. A vagem é utilizada em varias preparações culinárias e também na alimentação animal pelo seu muito agradável sabor, semelhante ao cacau, além das altas qualidades nutritivas





NOGUEIRA (Juglans regia)

As Nogueiras são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Fagales
GÉNERO: Juglans
ORIGEM: Europa e Ásia.
PROPRIEDADES: Muito tónicos, rico em taninos e altamente ricos em nutrientes, os frutos são especialmente apreciados e úteis quer pelo valor medicinal quer como alimento. A casca verde pode ser utilizada para tingir tecidos e os cabelos.







MARMELEIRO (Cydonia oblonga)

Os Marmeleiros são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Cydonia
ORIGEM: Ásia.
PROPRIEDADES: É uma árvore melífera. Muito apreciada para utilização no preparo de doces e compotas pelas grandes quantidades de pectina. Ácido e adstringente, é muito eficaz no tratamento de afecções dos intestinos e estômago.







CEREJEIRAS (Prunus avium)

As Cerejeiras são árvores folhosas, de folha caduca.

FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Prunus
ORIGEM: Ásia.
PROPRIEDADES: As cerejas contem proteína, cálcio e ferro e vitaminas A, B e C. Ao natural, tem propriedades refrescantes, para limpeza dos rins e prisão de ventre. Deve ser evitado o consumo em excesso. O cultivo deve ser em regiões frias, pois necessitam de exposição ao frio para que possam produzir.