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As cultura das "3 irmãs" no festival BOOM


Ilustração de Luisa Nunes
“Guilding” em Permacultura, significa colocar plantas especificas a crescer em conjunto para que se possam interajudar a complementar nas necessidades, criando um ecossistema agrícola mais saudável e diversificado, reduzindo o trabalho para o agricultor!
Um exemplo clássico, representado aqui, é o tradicional “Três irmãs” (milho-feijão-abóbora).[ Plantadas juntas, o milho fornece a haste para os feijões escalarem; os feijões fornecem o nitrogênio ao solo para nutrir o milho; e a abóbora sai da terra para fora, impedindo a competição da vegetação não desejada e protege as raízes rasas do milho
Quase todos os americanos nativos incluem alguma história de sua cultura, referente as "Três Irmãs": Milho, feijão, e abóbora
Dependendo da região por vezes são plantadas cabaças e as noutras são adicionados girassóis. Esta tradição americana nativa é baseada no "círculo da vida," ou da idéia que todas as coisas vivas se interagem para a sobrevivência.
As nações consideram o feijão, o milho e a abóbora como os três presentes sagrados do Criador.
Numa história, estas plantas foram dadas aos povos quando germinaram milagrosamente do corpo da filha da Mulher do Céu, proporcionando a agricultura aos humanos.
O milho, os feijões e a abóbora são conhecidos por terem espíritos individuais e serem sustentadores da vida. As mulheres eram responsáveis por estas colheitas no campo porque são igualmente generosas e sustentadoras da vida. Participar dessana colheita é uma honra na tribo.

Recuperação de charco


Charcos são massas de água parada ou de corrente muito reduzida, de carácter permanente ou temporário. Muitas plantas e animais evoluíram para se adaptarem às condições particulares, sendo actualmente dependentes deste tipo de habitat para a sua sobrevivência.
São ecossistemas frágeis e instáveis, pois devido às reduzidas dimensões e volume de água, pequenas alterações ou diminuição de chuvas podem originar mudanças ecológicas. Normalmente apresentam níveis de biodiversidade muito superiores comparados com lagos e lagoas.
Este pequeno lago Sofreu de um trauma e o trabalho de restauração executado foi feito em função de beneficios da vida selvagem local

Rela (Hyla raborea)
São activas principalmente à noite. As relas-macho formam coros ruidosos, e são os machos os primeiros a chegar a esses locais.  Alimenta-se de invertebrados, aranhas, formigas, moscas, centopeias, percevejos e pequenos escaravelhos

Sapo corredor (Epidalea calamita)
Na reprodução, utiliza pequenos charcos temporários. Tem hábitos nocturnos com a particularidade de se deslocar por pequenas corridas. Os sapos-corredores voltam ao mesmo charco ano após ano para se reproduzirem.

Salamandra (Salamandra salamandra)
animal nocturno, só sai do seu esconderijo durante o dia depois de uma forte chuva. com uma locomoção lenta. alimenta-se essencialmente de escaravelhos, formigas, caracóis lesmas, minhocas, centopeias, aranhas

Cobra de agua (Natrix Maura)
Não é venenosa mas quando ameaçada sibila, incha e bate com o focinho.Ágil e veloz de movimentos, tem compoftamento agressivo. Se se sente muito ameaçada simula-se morta ou expele o conteúdo da cloaca. 

 Râ verde (Rana perezi)
Ocupando praticamente todos os tipos de habitats aquáticos de água doce. Tem actividade de dia como à noite. Alimenta-se de invertebrados e pequenos peixes e anfíbios, incluindo exemplares da sua própria espécie.

Tritão marmoreado (Triturus marmoratus)
Fora de água refugia-se em locais húmidos, debaixo de pedras ou troncos apodrecidos. ágeis dentro de água, mas lento e desajeitado em terra. A alimentação é constituída por invertebrados e larvas de anfíbios.

Cagado mediterranico(Mauremis leprosa)
Pode hibernar nas zonas frias, podendo encontrar-se activa  durante todo o Inverno nas zonas mais quentes. Tem uma elevada componente vegetal e de invertebrados na sua dieta

Rato de àgua arvícola saapidus-
Alimenta-se principalmente de plantas aquáticas e vegetação ripicola. e pequenos animais aquáticos. Prefere locais com vegetação densa nas margens, onde constrói tocas cujo acesso faz-se abaixo do nível da água.

Guarda rios
São bastante territoriais e extremamente agressivo para com intrusos, mesmo de outras espécies de aves ou até mamíferos. Empoleira-se nos ramos por cima da água e Mergulha de cabeça para capturar pequenos peixes
Graça cinzenta (Ardea cinerea)
Ave de grande dimensão, caminha lentamente nas margens e quando vê o alvo, permanece imóvel, até desferir o golpe fatal. Alimentação de pequenos peixes insectos, crustáceos, répteis e pequenos mamíferos.

Lontra (Lutra Lutra)
 Nas Tocas cria um sistema de galerias com várias entradas subaquáticas e outras ao nível do solo. Quando mergulha, os ouvidos e as fossas nasais são fechados hermeticamente. Animal de grande inteligencia e complexa actividade social.

Campo de trabalho/formação voluntário para iniciação de hortas ecológicas e floresta de alimentos

Idanha-a-nova: Quinta dos Salgueiros

Entre 24 Setembro e 28 Setembro

Num espaço de 4 hectares, em regime de acampamento, os participantes terão oportunidade de participar e aprender o processo prático de iniciação de:

-Hortas de produção de hortícolas em camas elevadas
-Produção de cogumelos
-Gestão e recuperação de áreas naturais ardidas
-Instalação de floresta de produção de alimentos
-Identificação de fauna
-Gestão de águas e solos
-Noções teóricas básicas de Ecologia e Permacultura 

Regime de acampamento
Refeições partilhadas
Convívio salutar
Espírito de equipa
Partilhas intensas de experiências

Oficina prática de construção de hortas ecológicas em camas elevadas

Lisboa

Este curso tem como principal objectivo dar aptidão para os formandos poderem desenhar e executar uma horta ecológica que simultaneamente cumpra com produção de alimentos, estéticas, e também abrigo de fauna e incentivo á biodiversidade.

• Os diferentes tipos de hortas e jardins, consoante a preferência estética de cada um
• Noções básicas Permacultura e ecologia
• As características e condicionantes de clima e solos onde se pretendam instalar.
• Sistemas de rega e plantas possíveis de utilizar nas diferentes opções que se considerem.
• As épocas de plantação adequadas e técnicas para diferentes espécies de plantas
• Fauna selvagem das cidades
• Plantas aromáticas, medicinais e hortícolas

Componente prática

Cultivo, sementeira e plantação espécies
Construção de canteiros e camas
Abrigos para fauna

No final recebem um manual PDF de agricultura biológica e vários documentos sobre agricultura e Permacultura

Formador: Tito Lopes

cultivar.biodiversidade@gmail.com
966237047

Preço: 35


Duração 10.00- 18.00, com uma hora para almoço (não incluido)

Centro de Formação Ambiental, LPN, Lisboa
Mapa:
http://www.lpn.pt/Homepage/A-LPN/Contactos/List.aspx?tabid=2382&code=pt&ItemID=137#mapa

Oficina de hortas ecológicas num plano Permacultura



Oficina de hortas de Permacultura em Quintais



Sábado, 24 de Março de 2012
10.00 - 18.00 horas

1. A concepção e design
2.Noção de ecossistemas e habitas naturais
3.Noções de Permacultura
4. A preparação dos solos
5. A criação do composto
6. As plantações e sementeiras
7. A manutenção
8. A instalação do sistema de rega
9. A protecção e fitossanidade
10.Construção de camas elevadas

No final os participantes recebem um manual em pdf de agricultura biológica, uma tabela de consociações de culturas e uma tabela de tratamentos e controle de pragas e doenças assim como outros documentos utilitários

Custo ético: 35 euros

Inscrições ou informações

cultivar.biodiversidade@gmail.com
966237047



localização da oficina:


https://ecn.t3.tiles.virtualearth.net/tiles/r033110210113?g=886&mkt=pt-PT&lbl=l1&stl=fb&shading=hill&n=z&key=AkF0mEyG789RQA6CcLimWZMzrDNF6MNSwRJOmNWb9gK_JGiwOBeMoQUoY1MFqksg



Permablitz- Intervenção comunitária intensa em Permacultura


  1. Plantar ou tratar hortas de produção alimentar em que alguém vive
  2. Execução e partilha de habilidades de acções relacionadas com permacultura e vida sustentável
  3. Construir redes comunitárias
  4. Intervir em reabilitação de um espaço Natural ou humano
Permablitzs são eventos gratuitos, abertos ao público, com oficinas gratuitas, comida partilhada, onde se pode fazer algum exercício e ter um tempo maravilhosamente bem passado em comunidade. Para ser definido como um permablitz cada evento também deve ser precedido por um projeto de permacultura por um designer em Permacultura. A rede funciona em reciprocidade , e, a fim de se qualificar para um permablitz você geralmente precisa chegar a algum lado, embora possa haver exceções neste caso. Nós iremos explicar mais sobre todas essas idéias abaixo.

Quem vem para um permablitz?

O que acontece num dia de permablitz?

Como participar

Antes e depois: Etapas para um permablitz

Cada permablitz faz parte de um processo mais longo, incluindo uma pré visita de projecto ou visitas de designers de permacultura,  fazer a organização prévia dos materiais necessários , e após o blitz,  fazem-se algumas visitas de acompanhamento para ver como as pessoas vão com os seus novos pomares, hortas, florestas ou estruturas.

O Projecto de Permacultura

Para manter fiel ao conceito, cada permablitz deve ter a entrada de alguém com  muita experiência de campo, e conhecimentos de design em Permacultura.
O que é permacultura? Permacultura é um sistema de design que ajuda a integrar as pessoas (e suas necessidades, hábitos, habilidades, desejos, dinheiro e tempo) e local (as limitações físicas e potencialidades de um site, como um quintal) em sistemas ecologicamente harmoniosas que fornecem uma boa parte das necessidades das pessoas que ali vivem (com coisas como água, vegetais, frutas e ovos). Sistemas de Permacultura trabalham mais acerca de sistemas naturais como as florestas do que a agricultura industrial, sem necessidade de tratamentos ou aditivos artificiais e não produzindo resíduos indesejáveis, tóxicos ou contaminantes.

Quem coordena as redes permablitz?

Funciona de modo totalmente voluntário e informal. e  alem da organização destas intervenções, propôe-se entre outras coisas:
  • Produzir guias para designers, facilitadores, hosts e novas redes,
  • Facilitar articulando potenciais hospedeiros com potenciais designers e facilitadores,
  • Promover permablitzes específicos e o conceito permablitz em geral,
  • Escrever newsletters,
  • Coordenar a documentação de blitzes e compartilhamento de lições aprendidas,
  • Organizar encontros de designers para a educação mútua


Cultivar.biodiversidade@gmail.com

Projecto Respigadores na Cidade e no Campo


Esta é uma iniciativa que através da organização de grupos e proporcionar mão de obra 

a uns e alimento de qualidade, com actividade saudável a outros.

Num contexto pretende-se eliminar o desperdício que acontece em casos de terrenos abandonados, com árvores de fruto em produção, ou colheitas que não se fazem por alto custo da mão de obra


Modelo- Sistema de mobilização e coordenação segundo conceito Permablitz (também explicado em outro artigo deste blogue)
Descrição
Sistema de facilitação em transição e Permacultura que visa fazer a ponte e dinamização entre dois tipos de situações
De um lado:
1. Produtores agrícolas com carência de mão-de-obra ou recursos para assegurarem as suas colheitas.
2. A grande quantidade de materiais já não necessários ou descartados por famílias ou empresas

Do outro:
1. Famílias ou grupos de pessoas com vontade de participar na vida da terra e com igual vontade de ter em casa produtos alimentares de quantidade sem ser a custos exorbitantes num processo de trocas
2. Artesão, designers, artífices e curiosos amadores que vêm nas habilidades manuais, formas de converter e assegurar o conceito de que “Lixo não existe, apenas matéria prima para a qual não sabemos aproveitar ou transformar”

Por conseguinte aquilo que se procura de momento é:

1. Pessoas ou grupos interessados em fazer colheitas, ou ajudar em trabalhos agrícolas ou de Permacultura 
2. Terrenos, quintas, quintais, árvores de fruto, onde existam culturas a precisar de mão de obra, ou abandonados por falta de meios para os aproveitar.



OFICINA DE PLANTAS AROMÁTICAS

Produção, Conservação e Aplicação

10 de Março das 14h00 ás 18h30

Fonte de alimento e cura ou pelo sabor que conferem aos cozinhados, as plantas aromáticas são sempre muito apreciadas e procuradas.
Aprender como tratar e conservar as suas próprias plantas e a ser autónomo na seu fornecimento para a cozinha ou confeção de chás.

• Tipos de plantas e suas propriedades.
• Forma e épocas de cultivo.
• Exigências ecológicas.
• Tratamentos e fertilização de solos.
• Tipo de estruturas para cultivo doméstico.
• Consociações vegetais.
• Colheita de plantas selvagens.
• Secagem e conservação.
• Formas de preparação.
• Cuidados e dosagens.



Construção de espiral de aromáticas

Os participantes receberão um manual em pdf de agricultura biológica, e tabelas de consociações de culturas e tratamento e controlo de pragas e doenças.

Valor da Inscrição: 20€
Inscrições pelo telefone 962254487
ou pelo email info@a-love-supreme.pt

Espiral de aromáticas na Horta do Monte

http://hortadomonte.blogspot.com/


+Espiral de Aromáticas actividade colectiva 
orientada por Tito Lopes
Sexta 
11 de Fevereiro 11h-13h
Espiral de aromáticas com potes de barro de forma a manter a humidade na terra.

Porquê uma espiral?... Encontramos esta forma na natureza, um caracol, uma galáxia... é um padrão, uma força que concentra e expande energia. Símbolo de transformação, vitalidade, movimento... da água.

Podemos colocar todas as plantas aromáticas e medicinais que quisermos, colocadas de acordo com a direcção do sol. Algumas plantas precisam mais sombra e humidade como as Mentas por exemplo. A Salva, o Tomilho e o Alecrim podem ficar na parte superior da espiral do lado mais exposto ao sol.

Transtorno da falta de contato com a natureza

Transtorno da falta de contacto com a Natureza (Nature Deficit Disorder), é um termo criado pelo escritor e jornalista norte-americano Richard Louv no seu livro de 2005, Last Child in the Woods (Tradução: A Última Criança nas Florestas). Refere-se à alegada tendência das crianças terem cada vez menos contacto com a natureza, resultando numa ampla gama de problemas de comportamento. Esta doença não é ainda reconhecida em qualquer um dos manuais de medicina de transtornos mentais, como o CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) ou o DSM-IV (Manual de Diagnósticos e Estatísticas de Transtornos Mentais) nem é parte da proposta de revisão deste manual.
Louv alega que as causas para o fenómeno incluem o medo dos pais, acesso restrito às áreas naturais, e da atracão pela TV ou computador. A pesquisa recente tem gerado um contraste maior entre a diminuição do número de visitas aos Parques Nacionais nos Estados Unidos e aumento do consumo de meios eletrónicos por crianças.
Richard Louv passou 10 anos a viajar pelos EUA entrevistando e conversando com pais e filhos, tanto em áreas rurais e urbanas, sobre as suas experiências na natureza. Ele argumenta que a cobertura dos média sensacionalistas e os pais paranóicos têm assustado as crianças em frequentar áreas naturais (matas, campos…), enquanto promove uma litigiosa cultura do medo que favorece a prática de desportos seguros com regras ao invés de brincadeiras criativas.
Ao reconhecer estas tendências, algumas pessoas argumentam que os seres humanos têm um gosto instintivo para a natureza, a hipótese da biofilia, e adoptam certas medidas para passar mais tempo ao ar livre, por exemplo, em educação ao ar livre, ou através do envio de crianças a jardins da infância  ou escolas na floresta, que são escolas especiais criadas nos Estados Unidos e países da Europa, onde as crianças ou estudantes brincam e aprendem do meio de uma mata preservada ou bosque utilizando os elementos que encontram nestes ambientes. Talvez seja uma coincidência que os adeptos do movimento Slow Parenting (pais sem pressa)* enviam as suas crianças para educação em ambientes naturais, ao invés de mantê-los dentro de casa, como parte de um estilo livre de educar os filhos
*O movimento Slow Parenting (pais sem pressa) defende que “menos é mais”: menos coisas, menos actividades, menos pressa, menos pressão, menos expectativas. Mais tempo para crescer fará as crianças mais felizes, mais criativas, mais capazes de lidar com as mudanças. É um estilo de educação dos pais em que poucas actividades são organizadas para as crianças. Em vez disso, elas são autorizadas a explorar o mundo ao seu próprio ritmo. O movimento Slow Parenting tem o objectivo de permitir que as crianças sejam felizes e fiquem satisfeitas com suas próprias realizações, mesmo que isto não possa torná-las mais ricas ou mais famosas. Os pais das crianças de hoje são frequentemente encorajados a repassar o melhor possível de suas experiências de infância, para garantir a estas crianças o sucesso e felicidade na vida adulta.
A natureza não é apenas para ser encontrado em parques nacionais. O capítulo “Jardim do Éden num terreno baldio”, de Robert M. Pyle (página 305) enfatiza a possibilidade de exploração e fascínio em pequenas áreas que podem ser lotes desocupados de terrenos com vegetação nativa, e alegra-se com os 30.000 lotes sem construção em Detroit, que surgem devido à decadência no centro da cidade.


Causas
• Os pais estão mantendo as crianças dentro de casa, a fim de mantê-los a salvo de perigo. Richard Louv acredita que podemos estar a proteger exageradamente as crianças de tal forma que se tornou um problema e prejudica a capacidade da criança de manter contacto com a natureza. O crescente temor dos pais de “perigo desconhecido”, que é fortemente alimentada pelos meios de comunicação mantém as crianças dentro de casa e no computador ao invés de explorar ao ar livre. Louv acredita que esta pode ser a causa principal de transtorno da falta de contacto com a natureza, uma vez que os pais têm um forte controle e influência sobre a vida de seus filhos.
• Perda de paisagem natural no bairro ou cidade de uma criança. Muitos parques e reservas naturais têm acesso restrito e placas de advertência “não ande fora do trilho”. Ambientalistas e educadores ainda adicionam a restrição ao dizerem às crianças “olhe, mas não toque”. Enquanto eles estão protegendo o ambiente natural, Louv questiona o custo dessa protecção na relação as nossas crianças com a natureza
• Aumento de atractivos para passar mais tempo dentro de casa. Com a chegada do computador, Jogos e televisão, as crianças têm cada vez mais motivos para ficar dentro de casa, “A criança norte-americana gasta em média 44 horas por semana com aparelhos electrónicos” e provavelmente a Portuguesa também.
Efeitos
• As crianças têm limitado respeito ao ambiente natural mais próximo. Louv diz que os efeitos do transtorno da falta de contacto com a natureza para os nossos filhos será um problema ainda maior no futuro. “Um ritmo crescente nas últimas três décadas, aproximadamente, de uma rápida perda de contacto das crianças com a natureza tem profundas implicações, não só para a saúde das gerações futuras, mas para a saúde da própria Terra.” Os efeitos do transtorno da falta de contacto com a natureza poderiam levar a primeira geração em risco de ter uma expectativa de vida menor do que seus pais.
• Podem desenvolver-se transtornos da atenção e depressão. “É um problema porque as crianças que não tiveram um contacto com a natureza parecem mais propensas à depressão, ansiedade e problemas da falta de atenção”. Louv sugere que ter actividade ao ar livre em contacto com a natureza e ficar na calma e tranquilidade pode ajudar muito. De acordo com um estudo da Universidade de Illinois, a integração com a natureza tem provado reduzir os sintomas dos transtornos da atenção e depressão em crianças. Segundo a pesquisa, “No geral, nossos resultados indicam que a exposição a ambientes naturais nas actividades comuns após as aulas ou finais de semana pode ser muito eficaz na redução dos sintomas de deficit de atenção em crianças.” A teoria da restauração da atenção desenvolve esta ideia , tanto na recuperação a curto prazo de suas habilidades, como na de longo prazo para lidar com o stress e adversidades.
• Seguindo o desenvolvimento dos transtornos da atenção e depressão e transtornos de humor, notas mais baixas na escola também parecem estar relacionados com o transtorno da falta de contacto com a natureza. Louv afirma que estudos realizados na Califórnia e na maior parte dos Estados Unidos mostram que os estudantes das escolas que utilizam as salas de aula ao ar livre e outras formas de educação utilizando experiências com a natureza apresentaram significativamente melhor desempenho em estudos sociais, ciências, artes, linguagem e matemática. 
• Têm-se verificado progressos no tratamento de transtorno da falta de contacto com a natureza: “Tudo a partir de um efeito positivo sobre a atenção estendendo para redução do stress a criatividade, o desenvolvimento cognitivo e seu sentimento de admiração e de conexão com a Terra. “
• A obesidade infantil tem se tornado um problema crescente. Cerca de 9 milhões de crianças (6-11 anos) estão com sobrepeso ou obesos. O Instituto de Medicina afirma que nos últimos 30 anos, a obesidade infantil mais do que duplicou para os adolescentes e mais do que triplicou para crianças de 6-11 anos. Fonte: National Environmental Education FoundationA ONG No Child Left Inside Coalition (Coalizão “Não deixe as crianças dentro de casa”) trabalha para levar as crianças para actividades ao ar livre e de aprendizagem activa. A ONG espera resolver o problema do transtorno da falta de contacto com a natureza. Eles agora estão trabalhando para aprovar uma lei nos Estados Unidos que aumentaria a educação ambiental nas escolas. A ONG defende que o problema do transtorno da falta de contato com a natureza poderia ser amenizado por “despertando o interesse do estudante para atividades ao ar livre” e estimulando-os a explorar o mundo natural por conta própria.