Plantação de alimentos de Inverno para aves


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Um benefício adicional para um jardim ao ser concebido ou reestruturado, acontece ao ser considerado e encarado como um sistema orgânico no contexto do método de planeamento da Permacultura, e neste sentido será tido em conta sempre a produção de alimentos e outros recursos, quer seja para nós, humanos ou para muitas outras espécies animais da fauna selvagem autóctone (nativa). E esse será o principio e o modelo mais eficaz para se conseguir alcançar o objectivo de ter um habitat de vida selvagem onde prospera a biodiversidade. 

Aves, répteis, anfíbios, insectos e nalguns casos também mamíferos, existentes contribuem para manter o equilíbrio de pragas / predadores numa relação de ecossistema harmonioso. 

Para incentivar e chamar estes animais para o jardim podem-se recorrer a várias técnicas. no caso especifico das aves, uma das melhores opções será a plantação de uma  sebe mista com espécies maioritariamente autóctones( nativas, incluindo na sua composição espécies como Pilriteiro (crataegus monogyna), azevinho (ilex aquifolium), Folhado (Viburnum tinus), Roseira brava (Rosa canina), Medronheiro (Arbutus unedo) madressilva Lonicera spp) e Hera (Hedera helix), entre outras possibilidades menos comuns como Azereiro (Philirea Latifolia) Sanguinho (Rhamnus alaternus) etc. 

Goldfinches are rarely seen unless we put up niger feeders and then they appear within the hourNo entanto também poderão ser usadas algumas espécies mais exóticas mas que no entanto são bem adaptadas e em nada nefastas para o ecossistema do jardim, como sejam as Cotoneaster, Pyracantha e Berberis que são produtoras de alimentos (bagas) especialmente boas para uma grande variedade de pássaros.A Pyracantha produz um belo efeito estético com grande quantidade de bagas vermelhas. Nas plantas importantes como recurso de alimentos para as aves no inverno  de modo óbvio estão incluídas também a maioria das frutíferas preferidas para os humanos dai que se cria um nível de competição pelos deliciosos e apetecíveis frutos como nêsperas, cerejas, maçãs, uvas e muitas outras.  
Por outro lado, a existência das anteriormente referidas espécies selvagens de arbustos e árvores autóctones, vão desviar em boa parte as aves dos frutos que nos interessam a nós. A colheita que nós compartilhamos com os animais selvagens, que muitas vezes chegam lá antes de nós, pode ser encarada como uma forma simpática de retribuir o precioso serviço que nos fazem por também comerem de igual modo, os insectos e pragas que iriam infestar as mesmas árvores de fruto, por vezes levando a que não consigamos consumir um único fruto são!
Ainda e acrescido, a sebe de espécies de arbustos/árvores nativas, é de igual modo muito importante por proporcionar abrigo para as aves que frequentem o nosso jardim. 
Um dos nossos grandes prazeres que podemos ter é alimentar adicionalmente os pássaros no inverno com  sementes como, amendoim, cereais muito diversos e até restos de pão já velho.
Este tipo de prática através da instalação de comedouros para aves, estratégicamente colocados em pontos escolhidos do jardim, podem de igual modo proporcionar o prazer de conseguir excelentes momentos de observação ornitológica, óptimas fotos e momentos de partilha saudável e harmoniosa com a Natureza.



Se viver já nos limites da cidade e em maior proximidade de zonas de campo ou matas de maior extensão, então terá o privilégio de receber muitos mais visitantes, tanto em quantidade como em diversidade. O inverno é um bom momento para bagas de plantas e árvores que muito embelezam o jardim e proporcionam o brilho de satisfação em saber   que estamos ajudando estes animais nos tempos mais duros e de maior escassez de alimento na natureza.

Biodiverse habitat has attracted ants which attracts green woodpeckersAlimentar aves num e através de um jardim é uma actividade agradável e muito útil na manutenção da biodiversidade em meios humanizados e que por vezes até pode resultar na satisfação de algumas dessas aves apreciarem tanto as ofertas, que escolham o nosso jardim para ai nidificar e criar  a sua descendência. 

Esse será o melhor dos elogios, o prémio pelo esforço. 

Por vezes este mesmo incremento de alimento que proporcionamos,  pode inclusive resultar numa postura adicional de ovos no verão, tão vital para algumas das nossas espécies de aves, ameaçadas de extinção, pois como é compreensivel, ao perceberem a maior disponibilidade de alimentos, as aves, que têm a capacidade de regular a intensidade e numero das posturas, irão sentir claramente que podem ter mais crias, pois o alimento é suficiente para garantir a subsistencia de todos. 

A Importância das Árvores nas ruas da cidade

Assim como o fornecimento de energia eléctrica com qualidade contribui decisivamente para o desenvolvimento social e económico, a arborização urbana constitui elemento de suma 
importância para a obtenção de níveis satisfatórios de qualidade de vida.

Dentre os vários aspectos positivos da arborização urbana, destacam-se a importância das árvores como filtro ambiental, reduzindo os níveis de poluição do ar através da fotossíntese; a mitigação da poluição sonora pelos obstáculos que oferece à propagação das ondas sonoras; o equilíbrio da temperatura ambiente graças à sombra e evapo-transpiração que realiza; a redução da velocidade dos ventos; a redução do impacto das chuvas; a atracção para a avifauna e, sobretudo, a harmonia paisagística e ambiental do espaço urbano.

No entanto, a relação entre a arborização e os demais elementos do espaço urbano vem, em boa parte dos casos, sendo processada de modo extremamente conflituoso, no qual cada um 
dos indivíduos passa a representar obstáculo à presença do outro.

Isto porque a arborização urbana, implantada de forma mal planejada ou mal conduzida, pode acarretar, dentre outros, os seguintes problemas: interrupções no fornecimento de energia; perda da eficiência da iluminação pública; entupimento de calhas e esgotos; danos aos muros e telhados e dificuldades para a passagem de veículos ou pedestres. Tais aspectos fazem com que a actividade de poda passe a constituir-se em exercício indispensável à manutenção de razoáveis padrões urbanísticos.

Entretanto, esta medida vai, pouco a pouco, apresentando resultados menos eficientes. Isto porque tais podas, realizadas de forma aleatória e sem o emprego de ferramentas e técnicas adequadas, acabam por induzir ao crescimento desordenado e acelerado das espécies vegetais.

Portanto, a moderna abordagem da questão da arborização urbana não mais está restrita a função meramente acessória dentre os elementos que compõem o espaço urbano; sua importância, de carácter estrutural, deve estar presente no planeamento integrado da cidade e o modelo adoptado, com seus prós e contras, uma opção definida pela sociedade.

Conhecendo então as vantagens oferecidas por uma boa gestão na arborização, se faz necessário lembrar que a participação da população é vital. Portanto, cuidemos bem de nossas árvores e plantemos outras mais, em pró de nossa própria qualidade de vida.

Este tema em si levanta uma outra questão que tem a ver com a quase inexistência de espaços verdes em Lisboa (já declarada como uma das cidades mais impermeabilizadas da Europa) pois de cada vez que surge um baldio em que poderia ser instalado um espaço verde de lazer para a comunidade (obrigada a refugiar-se em casa, centros comerciais e cafés) logo este será inevitavelmente ocupado por mais edifício obsoleto e inútil (considerando o já actual excesso de oferta de casas em Lisboa e todo o pais) ou um parque de estacionamento privado.
Portanto, hoje e sempre, a decisão publica sempre rendida aos interesse e pressões do lobbies económicos e da especulação imobiliária.

Mas este assunto dá para um n ovo artigo com atenção especial,
.

Curiosidades sobre plantas

Extraido de Naturlink
http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=13&cid=3018&bl=1
Coordenação de M.C. Reis e A.M


1. Na Austrália a diversidade de espécies vegetais é muito grande o que levou a que os primeiros exploradores a designarem por "Botany Bay" (Baía Botânica) um local onde encontraram mais de 1000 espécies diferentes de plantas.

2. Na Austrália há cerca de 600 espécies diferentes de eucaliptos (Eucalyptus spp.).
3. Os larícios (Larix spp.) são coníferas, tal como o pinheiro, mas têm a particularidade de mudarem de cor no Outono e perderem as folhas.
4. As árvores funcionam como bombas de água, pois através do seu sistema de vasos (ou vascular ou de transporte de seiva) podem elevar, da raíz até às folhas, uma quantidade extraordinária de água.
5. Uma árvore nova e com pouco mais de um metro pode elevar para as folhas até 45 litros de água por dia. Um carvalho de tamanho médio pode elevar mais de meia tonelada de água para prover as suas necessidades.
6. A largura dos aneis das árvores varia na razão directa da quantidade de madeira formada num ano.
7. As árvores mais velhas que existem à superfície do globo terrestre 
são o Pinus aristata, existindo alguns exemplares com mais de 8000 anos nas Montanhas Brancas dos Estados Unidos da América, a cerca de 2700 m de altitude.
8. Há sequóias (Sequoia sempervirens (Lamb.) Endl e Sequoia giganteum (Lindley) Buchholz) com mais de 3 000 anos. Por terem tantos anos, possuem uma casca muito espessa e praticamente invulnerável ao fogo, às doenças e aos insectos.
9. As sequóias são as árvores mais altas do mundo, estando referenciadas seis com mais de 100 m de altura, todas no estado da Califórnia. Em Portugal existe uma sequóia de dimensão apreciável em Vidago.
10. A árvore mais alta de Portugal é um eucalipto - Eucaliptus diversicolor - situado na Mata de Vale de Canas, com cerca de 70 m de altura
11. O Louro inamoim é uma espécie arbórea que vive na Amazónia, da qual se pode extrair até 20 litros de seiva, que é utilizada como combustível pois é muito semelhante à gasolina.
12. A Gingko biloga é uma árvore comum no Japão. Diz-se que é muito resistente, pois foi a única espécie vegetal que sobreviveu ao bombardeamento atómico de Hiroshima.
13. Algumas espécies de bambus chegam a crescer mais de 90 cm num único dia.
14. A maior semente do mundo é produzida por uma espécie muito alta de palmeira, que vive nas ilhas Seychelles. É o "côco do mar", que pode chegar a pesar mais de 20 kg.
15. Uma única planta tem a capacidade de purificar o ar de uma sala de 9 m2.
16. Existe na Amazónia uma flor com mais de 2 metros de diâmetro.
17. O nome urtiga vem do latim "urere" que significa arder. É o nome genérico dado a plantas que apresentam um mecanismo de defesa que consiste em produzir determinadas substâncias (por exemplo a histamina, a acetilcolina e o ácido fórmico), que ao entrarem em contacto com a pele, provocam uma dilatação dos vasos sanguíneos e um inflamação localizada. Estas substâncias são armazenas em minúsculos pêlos do caule e folhas das plantas, possuidores de uma extremidade muito frágil que se rompe ao mais ligeiro toque.
18. O micélio é a parte principal e subterrânea de um fungo que realiza todas as funções das raízes, caules e folhas de outras plantas. É constituído por uma massa de fios muito finos designados por hifas.
19. O micélio de um fungo frutifica sob a forma de cogumelo em condições de humidade elevada. Este cogumelo varia muito de dimensão, forma, côr e grau de toxicidade. Alguns são muito venenosos, mas outros são comestíveis.
20. Um líquene é formado por um fungo e por uma alga unicelular. A alga produz substâncias orgânicas através da fotossíntese que alimenta o fungo. Por sua vez, o fungo, com as suas hifas, protege a alga. Esta associação é tão íntima, que vivem ambos como um organismo único. Os líquenes encontram-se em qualquer tipo de superfície livre, desde rochas a troncos de árvore. Crescem muito lentamente e podem viver centenas de anos. Muitas espécies só se desenvolvem em locais onde o ar não está poluído, pelo que são muitas vezes utilizados como indicadores da qualidade do ar.
21. As micorrizas formam-se quando um fungo invade as raízes de uma planta. O fungo retira nutrientes da planta, mas esta também beneficia, porque o fungo ajuda-a a absorver os sais minerais do solo. Tal como os líquenes, as micorrizas também são um exemplo de mutualismo, uma associação de duas espécies, da qual ambas colhem benefícios. É um tipo de associação que se encontra em muitas plantas. Algumas plantas, como por exemplo certas espécies de orquídeas, só se desenvolvem com a colaboração dos fungos.
22. As plantas carnívoras apresentam diversas adaptações para capturarem os animais com que complementam a sua alimentação. Um exemplo de estratégias de captura de insectos é o da Sarracenia purpurea, espécie nativa da América do Norte. Ela possui folhas transformadas em jarros, muito coloridos, que funcionam como armadilhas. Para além da cor que actua como elemento atractivo para os insectos, estas folhas emitem ainda um odor, que os atrai para a margem dos jarros. Quando um insecto pousa, ele escorrega para o interior da armadilha, pois esta encontra-se humedecida por uma substância viscosa. Já dentro do jarro, os tecidos do insecto são digeridos por substâncias químicas que a estrutura vegetal secreta, transformando-se em nitritos e nitratos que são, em seguida, absorvidos pelo vegetal. O insecto é impedido de subir as paredes internas do jarro, pois estas encontram-se cobertas por pêlos viscosos, que garantem o insucesso da fuga.

Cursos de Jardins ecológicos e em Permacultura





Na Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Rua da Estefânia, 175
Lisboa

Este curso tem como principal objectivo dar aptidão para os formandos poderem desenhar e executar um jardim ecológico que simultaneamente cumpra com funções estéticas, recreativas e também abrigo de fauna e    incentivo á biodiversidade. 


• Os diferentes tipos de jardins, consoante a preferência estética de cada um
• As características e condicionantes de clima e solos onde se pretendam instalar. 
• Sistemas de rega e plantas possíveis de utilizar nas diferentes opções que se considerem.
• Os diferentes ecossistemas e habitats que se podem criar utilizando determinadas plantas e sua conjugação com outros elementos físicos    decorativos.
• As épocas de plantação adequadas e técnicas para diferentes espécies de plantas
• Tipos de habitats naturais em Portugal
• Fauna selvagem das cidades, identificação e biologia
• Jardim de plantas aromáticas medicinais e hortícolas

Formador: Tito Lopes



Preço: 35 euros


Duração 10.00- 18.00, com uma hora para almoço (não incluido)
Existe a Espiral ali mesmo ao lado e muitos outros restaurante onde se come bem e barato


Contactos para informações e inscrições

966237047
cultivar.biodiversidade@gmail.com

Biodiversidade e a cidade


Definição

Biodiversidade é definida como a variabilidade de organismos vivos em todos os ecossistemas terrestres, marinhos e aquáticos, bem como os complexos ecológicos; que inclui a diversidade dentro de cada espécie, entre espécies e dos ecossistemas.
Biodiversidade, um valor global
Biodiversidade é importante por muitas razões de ordem ambiental, económicas, culturais, emocionais e éticas. Ela oferece um conjunto de serviços úteis e funções que incluem o fornecimento de alimentos, combustíveis, solo fértil, ar puro, água fresca e matérias-primas. Também contribui para a saúde física e bem-estar emocional dos seres humanos e faz parte do património natural e cultural de cada território. Portanto, a humanidade tem o dever moral de preservar seus bens e benefícios para que as gerações presentes e futuras possam desfrutar delas.
Biodiversidade A cidade é uma parte do património natural mundial



A perda de uma espécie em um determinado território é o dano coletivo que empobrece a diversidade biológica do planeta. A flora ea fauna nativas de cada local, portanto, constitui um recurso único que deve ser valorizada e protegida, bem como os habitats e ambientes ocupados por várias espécies.



O que faz o projecto Cultivar Biodiversidade e Permacultura neste contexto
  • Acções com escolas para promover a biodiversidade, respeito e afectividade pela natureza.
  • Jardins e hortas urbanas em vertente de Permacultura afim de enriquecer as zonas de cordão e corredor ecológico na cidade, que possibilitam a mais espécies selvagens  encontrar abrigo e alimento, alem de poderem deslocar-se mais no meio urbano.
  • Oficinas de formação em várias temáticas, jardinagem ecológica, Hortas em Permacultura, compostagem, arboricultura urbana, podas e enxertais em arvores de fruto e ornamentais; reprodução e cultivo de plantas medicinais; identificação e utilização de plantas selvagens úteis (alimentação e outros usos) observação e identificação de fauna selvagem e ainda outros dentro desta linha que vão surgindo por iniciativa própria ou solicitação
  • Promoção de outros cursos e eventos para promoção e divulgação dos conceitos e práticas de Permacultura, Transição, agricultura biológica,  conservação da Natureza e sustentabilidade.Apoio e consultoria em todo o tipo de iniciativas em  Permacultura, Transição, agricultura biológica,  conservação da Natureza e sustentabilidade

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL : TAPADA DA AJUDA – UMA FLORESTA A DESCOBRIR


Programa de educação ambiental :
tapada da ajuda – uma floresta a descobrir


No âmbito do ano internacional das florestas em 2011, o Centro de Ecologia Aplicada do Instituto Superior de Agronomia, o projecto Cultivar biodiversidade, promovem visitas lúdico-pedagógicas destinadas a escolas do Ensino Básico e pré-escolar na Tapada da Ajuda.
Estas visitas são um convite para experiências e explorações sensoriais e integrais que estabelecem a ligação íntima e dependente que o ser humano tem com as florestas. A partir desta conexão entre a floresta e os participantes abordamos a importância das florestas no desenvolvimento sustentável, meta imprescindível para a nossa e para as futuras gerações.

A sabedoria das árvores / primeiro ciclo


Num passeio pela Tapada da Ajuda os participantes vão descobrir a estreita ligação entre homens e árvores desde que habitamos o planeta. Das histórias e mitos, às utilizações práticas que tornam as árvores os melhores amigos do homem.
O grupo vai conhecer algumas espécies e curiosidades sobre elas, vai entrar na casca de uma árvore e criar uma ligação de seiva e coração.



Objectivos gerais:




          Facilitar uma aproximação lúdica e afectiva à floresta
          Conhecer algumas espécies de árvores representadas 
          Conhecer as árvores, como são, como vivem 
          Sensibilizar para a ligação cultural, económica e ecológica entre homens e árvores
          Conhecer alguns exemplos de interdependências entre árvores e outras espécies
          Estabelecer uma relação positiva pelas vivências directas com a floresta e com a natureza
          Sensibilizar para a importância da biodiversidade das florestas para um futuro sustentável

O poder dos consumidores na sustentabilidade (vídeos)

Apresento aqui a sequência esta excelente série de filmes em educação ambiental e cidadania para a sustentabilidade. Como consumidores temos um papel muito mais importante do que pensamos. Tanto na protecção do ambiente como da ordem do mundo. seja consciente nas suas opções e faça parte da mudança.

E como conclusão destas mensagens? Não devemos ter mais nada destas coisas?
Podemos obviamente, mas como em tudo, que o façamos em consciência e noção do impacto que estamos a contribuir. O usual dilema de fazer parte do problema ou da solução?

Uma coisa é certa, regra geral somos compelidos a consumir muito mais que o que necessitamos, fomentando a riqueza dos que nos ludibriam e manipulam nesse preciso objectivo, enriquecer. E não raras vezes degradando as nossas próprias possibilidades financeira e de igual modo, qualidade e sentido de vida, por nos cobrirmos de coisas que na maior parte das vezes são meras ilusões criadas pelos sistemas da sociedade de consumo.

Ou seja estamos a trabalhar, esforçar e fazer sacrifícios para melhorar a nossa vida ou para enriquecer um pequeno grupo (já deveras rico) degradando o meio ambiente de um modo irreversível para nós e sobretudo as gerações seguintes?
paradigma difícil que cabe a cada um decidir e optar em consciência... 

Aqui está a informação de forma muito clara e acessívellúdica até...

O dilema de consumo-Ecologia e Sustentabilidade ambiental



O processo de produção e consumo dos cosméticos



O processo do comércio e consumo da água



O processo ambiental do consumo de equipamento electrónico




O actual estado do Mundo: Crise ou oportunidade?

A tão chamada crise económica no presente é quanto a mim e de forma muito clara uma oportunidade para uma reorientação ecológica da economia e  da orientação sócio-cultural da população dos países industrializados. Encare-se nem que seja na perspectiva de uma abordagem positiva e construtiva de que, "o copo não está meio vazio, mas sim meio cheio". 

Conseguir aplicar uma nova abordagem da sustentabilidade tanto na dimensão cultural, do imaginário colectivo e da subjectividade, quanto na dimensão social, nas formas de produção da subsistência humana e alimentação conseguindo inclusive dar novos contornos e substância ao conceito. Ter como base a Permacultura para uma nova visão do mundo incrementando a prática da ecologia individual, social e para o planeta como ferramenta num processo de transformação interna e externa.


O conceito de sustentabilidade tem vindo a ser construído e reconstruído, de vários prismas e formas de abordagem, desde os anos 70, resultado de muitas convulsões sócio-ambiental e nas dinâmicas sociais e ambientais. A falência ou esgotamento de muitos dos modelos tidos até recentemente como ideais e como tal, em posição dominante, criou o imperativo de rever o conceito de sustentabilidade Nas suas várias abordagem possíveis de uma forma multidisciplinar e transversal, devendo propor-se a conseguir facultar uma nova visão e abordagem do mundo e seus mais prementes problemas actuais a que comummente se convencionou chamar de "crise". O planeamento em Permacultura no contexto mais rural e os movimentos de transição, no contexto mais urbano, estão muito próximos de ter o sucesso onde todos os outros falharam


Este excerto de um documento do movimento "Cidades em transição", ilustra bem este pressuposto:
“Cidades em Transição”, como são conhecidas, são a soma de movimentos localizados que tem como alvo a mitigação dos efeitos das futuras crises criadas pelo aumento do preço do petróleo e da mudança climática. São cidades – e cidadãos – que decidiram fazer uma profunda mudança de paradigma para que seja alcançado um modelo mais sustentável que possa ser marcado pela auto-suficiência (reduzindo os impactos ecológicos) dar suporte à energias alternativas, construir cidades mais habitáveis e contribuir para um consumo local e responsável. 

Essas cidades desejam aprender com as suas histórias para construir um futuro melhor. No passado, os produtos eram feitos nas cidades ou em seu entorno e os habitantes desses centros urbanos aprenderam a obter maior eficiência do uso de recursos locais. Isso permitia que as cidades estivessem melhor preparadas para momentos de crise. 


A mudança de paradigmas afecta todos os aspectos das cidades: o meio ambiente (reduzir os impactos ecológicos, recuperar, reciclar, promover energias renováveis, etc.), o modelo de crescimento da cidade (promover a cidade compacta), a qualidade de vida das pessoas (com cidades construídas por pessoas para pessoas, pensando nas futuras gerações), e inovações urbanas (cidades mais inteligentes e eficientes). "

Este filme de seguida apresentado é mais uma excelente achega para ilustrar de modo bastante clara aquilo que pretendo transmitir:



Oficina prática de Hortas em Permacultura


Num curso em que os participantes ficarão a saber efectivamente como iniciar e fazer uma horta ecológica num quintal, pois irão participar de todo o processo de instalação de uma horta in loco:

1. A concepção e design
2. A preparação dos solos
3. Camas elevadas
4. A criação do composto
5. As plantações e sementeiras
6. A manutenção
7. A instalação do sistema de rega
8. A protecção e fitossanidade


No final os participantes recebem um manual em pdf de agricultura biológica, uma tabela de consociações de culturas e uma tabela de tratamentos e controle de pragas e doenças
Preço: 42 Euros (inclui almoço vegetariano bio)



Inscrições : info@a-love-supreme.pt

Oficina Hortas ecológicas em família

Dia 28 (Domingo) entre as 10.30 e as 13.00




No processo semear ou plantar hortas, Pais, mães e os seus filhos podem partilhar entre si o processo fantástico da dos princípios base da natureza e do cultivo de alimentos, estreitando relações, num mundo em constante mudança de formas e estratégias de sobrevivência.
1.  Preparar a terra
2.  Observar e desenhar a horta
3.  Conhecer os factores naturais condicionantes
4.  Semear e plantar
5.  A compostagem e os solos
6.  A colheita e conservação de sementes

Valor 10 euros para 1 adulto e uma criança e
 3 euros para mais um adulto ou criança