Porquê consumir alimentos biológicos?

Com uma  abundante e completa oferta  de produtos não-biológicos a preços acessíveis, que apesar de estarem em continuo aumento nos últimos tempos, ainda são inferiores à maioria dos biológicos e que existem em todos os nossos super mercados, por que nos preocuparmos em consumir a maioria ou tudo biológico?

No final a decisão cabe a cada um, mas entretanto apresentamos aqui algumas considerações que se tenta serem pragmáticas e imparciais sobre ideias instaladas, para ajudar na opção de cada um. E mesmo aquele que comece a consumir um único produto biológico por semana, estará a fazer alguma diferença?

Em primeiro apresentamos as normais e mais veiculadas dez razões para consumir biológico, depois então , entraremos em algumas reflexões sobre factos actuais do consumo de alimentos biológicos ou não.
  1. É saudável. Em média, os alimentos biológicos contêm teores mais elevados de vitamina C e minerais essenciais como cálcio, magnésio, ferro e cromo, bem como os anti-oxidantes que combatem o cancro.
  2. Sem aditivos desagradáveis. Os alimentos biológicos não contêm aditivos alimentares, que podem causar problemas de saúde tais como doenças cardíacas, osteoporose, enxaqueca e hiperactividade. Dentre os aditivos proibidos pela Soil Association são gordura hidrogenada (adoçante artificial) aspartame e glutamato monossódico.
  3. Evita pesticidas. Mais de 350 pesticidas químicos são rotineiramente usados na agricultura convencional e os resíduos estão frequentemente presentes em alimentos não-orgânicos. Foram recentemente encontrados altos níveis de resíduos de pesticidas nos alimentos para bebés, espinafre, frutos secos, pão, maçã, aipo e batatas fritas.
  4. Livre de OGM .Organismos geneticamente modificados (OGM) e seus ingredientes não são permitidos sob os padrões de produto biológico.
  5. Risco de dependência de drogas removido. Há uma crescente preocupação com o uso elevado de antibióticos em animais de Quintas e os possíveis efeitos na saúde humana. Tais não são permitidos na pecuária biológica.
  6. Eliminação de custos ocultos. Como contribuintes que pagamos 120 milhões anualmente para remover os produtos químicos a partir de nossa água potável, perda de solos e vários outros prejuízos indirectos da agricultura convencional, principalmente agro tóxicos usados na agricultura intensiva. E não estão contabilizados económica os efeitos do mesmo factor na saúde humana, e respectivo custo publico nos investimentos públicos em saúde. 
  7. Altos padrões. Todas as explorações biológicas e empresas de alimentos são inspeccionadas pelo menos uma vez por ano. As normas para alimentos biológicos são estabelecidas na legislação europeia.
  8. Cuidados e respeito para com os animais. Os benefícios da agricultura biológica são reconhecidos por organizações de bem-estar animal, e neste caso mesmo para quem consome carne e produtos animais, existe uma garantia que estes foram tratados com respeito e dignidade, mesmo sendo em final destinados a alimentação humana.
  9. Benéfica para a vida selvagem e meio ambiente. A agricultura biológica é melhor para a vida selvagem (o que é apoiado por todas as organizações ambientais do mundo), por gerir de forma mais equilibrada os recursos naturais e habitats naturais, assim como sistemas de culturas. Produz menos dióxido de carbono, bem como menos resíduos perigosos em geral.
  10. Sublima o paladar. Muitas pessoas preferem alimentos biológicos porque afirmam que tem um paladar superior. Não é por acaso que os grandes chefs, como Raymond Blanc, Hugh Fearnley-Wittingstall, Grigson Sophie, Jamie Oliver e Anthony Thompson Worral, escolheram todos eles os ingredientes biológicos para as suas receitas.
Os pesticidas artificiais têm sido associados a muitos problemas de saúde. Embora os governos e os fabricantes continuam a insistir em que o seu uso é seguro, só têm testado os produtos químicos individuais. Não houve nenhuma investigação sobre os efeitos a longo prazo de vários compostos. A investigação tem demonstrado que existem riscos para a nossa saúde, tanto pela alimentação como pela proximidade de campos quando são pulverizados.

Em alguns estudos, as crianças foram consideradas especialmente susceptíveis aos efeitos nocivos dos pesticidas.
Inclusive e numa análise mais drástica, uma série de estudos têm encontrado instâncias superiores do cérebro de leucemia, cancro e defeitos congénitos em crianças com exposição precoce a pesticidas.

Naturalmente, nós recomendamos que cada um pesquise e leia a sobre o assunto, para formar a sua própria atitude.

No entanto existem alguns elementos m,ais polémicos e que podem ser um obstáculo ao consumo frequente de produtos biológicos, dos quais comentamos principalmente:
  1. O preço mais elevado. De facto, o preço em geral é mais elevado em vários produtos biológicos, sobretudo nos transformados o que se justifica pelo elevado nível de exigência e diferentes tecnologias, assim como critérios de selecção de ingredientes nos processos de transformação. Quanto aos alimentos frescos, os preços mais elevados podem justificar-se por um lado por acontecer alguma menor produtividade que se tenta compensar no preço. Por outro lado por acontecer um processo altamente injusto no sistema económico agrícola, ou seja para produzir biológico é exigida a certificação para segurança do consumidor, o que por sua vez tem custos considerávelmente elevados, e também uma série de acréscimos em termos de processos burocráticos e fiscais, que tornam tudo menos rentável. Por outro lado uma exploração agrícola que se dedique a uma intensa contaminação do ambiente e da saúde dos consumidores, não tem nenhum destes custos. Questão polémica e que exige alguma reflexão.
  2. Por fim e ainda neste contexto, há um elemento muito importante que tem a ver com os hábitos de consumo. Quando compramos tomate, courgete, pimento etc em época de máxima produção dos mesmos, já temos analisado e verificado que por vezes os produtos biológicos chegam a estar a preços inferiores ao convencional (e referimo-nos a estabelecimentos de grandes superfícies). Portanto e se soubermos comprar os produtos de época, esses preços não são proporcionalmente tão elevados, . Durante o verão passado em que fizemos esta análise de comparação, deparámos com pêssegos, tomate, maçã, pêra, banana, couves várias, alface, batata, pimento e tomate (entre muitos outros), provenientes de grandes superfícies, a preços iguais ou mais elevados, e que como sabemos, estes espaços normalmente praticam os preços mais baratos do mercado. Portanto existem várias formas de abordar o factor preço.
  3. Por outro lado ainda existe em Portugal uma produção biológica insuficiente para o crescente consumo, pelo que muitas coisas acabam por nos chegar por importação o que por vezes também encarece o produto final. O consumo de proximidade não certificado, mas que se baseia sobretudo numa relação directa com as explorações e produtores (assim como comércio) pode ser também uma solução para o elevado preço, criando um mercado paralelo e alternativo, baseado no factor confiança. Algo mais complicado de conseguir, ou nem tanto, pois se compramos alimentos que seguramente nos contaminam, sem necessitar de referências especiais, porque não confiar num produto que nos chega ao mesmo preço e que nos asseguram ser biológico? O que perdemos por confiar, sobretudo se a exploração tem as portas abertas para que conheçamos quem nos alimenta e de que forma o faz?
  4. Cremos ser ainda de ter em conta num a análise do ponto de vista de gestão doméstica dois factores importantes e que do nosso ponto de vista aumentam a valorização dos produtos biológicos. Em primeiro estes têm mais sabor, mais propriedade nutritiva e mais densidade, pelo crescimento mais lento e moléculas mais concentradas. Isso leva a que aumente a satisfação alimentar, ou seja, o mesmo alimento com menos quantidade, o que não é de desprezar, num momento em que a todo o momento se fala que actualmente comemos demais com todos os consequentes recursos a dietas e afins. Por outro lado os produtos biológicos têm tendência a conservarem-se mais facilmente e aguentar mais até iniciar processo de decomposição, isto aliado a uma correcta gestão doméstica pode representar menos desperdício.
Assuntos de reflexão, nesta nossa sociedade de consumo e que ficam  ao critério de cada um as atitudes e opções a fazer.



O que é o "Cultivar Biodiversidade"?


O "Cultivar Biodiversidade" é uma rede de trabalho que vai aglutinando e absorvendo, vários indivíduos ou estruturas que pelas suas práticas, conhecimentos e áreas profissionais, têm a convicção, vontade e determinação para iniciar acções de dinamização da sociedade para a consciencialização e consequente prática de atitudes, com vista à sustentabilidade ambiental, protecção da Natureza e consciência cívica pela afectividade, conhecimento e pela criatividade.

Considerando este primeiro elemento transversal, vem o segundo factor determinante. Estamos inseridos num contexto social, predominantemente urbano da região de Lisboa e envolvente.

Actualmente o "Cultivar Biodiversidade" já engloba técnicos de longo percurso e experiência (e a maioria numa perspectiva holística, o que de certa forma relativiza a expressão "técnicos"), na área de engenharia do Ambiente, Floresta, Agricultura biológica, Biologia, Eco-construção, Land Art, Permacultura e também em áreas do desenvolvimento pessoal e qualidade de vida como sejam a Nutrição, e várias Terapias naturais)

Como referido, queremos intervir para que a população, mais do que na partilha de informação, absorva, interiorize e a aplique no quotidiano como parte dos dos seus hábitos e conceitos de vida. Neste contexto não acreditamos na forma comercial simples de prestação de serviços e por isso em algumas actividades nossas, ao invés de vender o peixe, tentamos ensinar a pescar, e sobretudo a "gostar de pescar".

O ser humano não faz de ideias e atitudes hábitos, só porque acha ou compreende que seja necessário, não reciclamos o lixo, usamos menos o carro, saímos da cidade para o campo, ou participamos em actividades de intervenção sócio ambiental porque é correcto ou necessário fazê-lo. Isso não muda nada e de um modo ou outro acaba por ser efémero e circunstancial.

Para fazer dessa atitude parte intrínseca de nós, temos de realmente acreditar, para ser um impulso. Melhor ainda, temos de realmente gostar de o fazer, mesmo que não seja pelo acto em si, mas pelos resultados que irá ter na ordem das coisas, e sobretudo, em cada um de nós no seu processo de desenvolvimento pessoal.

Ser empenhado, ser envolvido, querer, actuar, são esses os principais indicadores do grau de desenvolvimento social de um pais. Ter uma população informada, interessada, empenhada, participativa e sobretudo, positiva e construtiva.

Essa é a nossa principal motivação e energia motriz, acreditamos e gostamos de facto de fazer isto, não concebemos a vida sem estes factores.

Então e feita esta apresentação, as nossas principais linhas de acção são as seguintes :

1. Agricultura biológica Que engloba iniciativas que vão desde a produção (temos vários produtores parceiros), divulgação, formação (workshops diversos) e inclusive a comercialização e alimentação (Restaurante e Eco-loja Bem-me-quer).
2. A permacultura: Na mesma linha promovemos a divulgação, prática, formação (acção permacultura para crianças), e prestação de serviços (Jardins ecológicos).
3. A sustentabilidade doméstica: Na promoção de saberes e práticas no contexto "do faça você mesmo" (várias oficinas de ecologia e a sustentabilidade doméstica).
4. A educação ambiental: Muito direccionada para crianças (e famílias) na perspectiva da sensibilização, afectividade e sabedoria para com a Natureza, o Humanismo e Cidadania sustentável)
5. A qualidade de vida: que envolve iniciativas desde as terapias naturais de várias vertentes, até a promoção de actividades na natureza.

Muito importante salvaguardar que embora prestemos serviços em muitas destas áreas, o "Cultivar Biodiversidade" não é um projecto comercial. A sociedade em que vivemos assenta no capital para as suas dinâmicas de trabalho e a isso não podemos escapar, no entanto queremos dar escapar a uma atitude mercantil e a provar isso temos vários tipos de práticas como por exemplo:

• Podemos instalar um jardim ecológico, ou de Land Art, mas não nos limitamos a fazê-lo e receber o dinheiro, damos no processo, formação ao "cliente" para que possa ser ele a continuar o trabalho e manutenção ou melhoramento do espaço.
• Podemos prestar serviços mas ao invés de dinheiro, aceitar trocas de outros serviços, se fizer um serviço para um mecânico e o meu carro estiver com um problema, porque pedir dinheiro se ele me puder arranjar o carro em troca? Faz sentido? Para nós faz todo.
• Comercialização de produtos e produção agrícola: Temos a Eco-loja com frutas e produtos hortícolas ecológicos, mas se o cliente quiser ir comprar directamente ao produtor, nós até facilitamos essa relação e se invés de pagamento ao produtor, o consumidor preferir dar uns dias de trabalho salutar na Natureza, porque não?

Esta é a nossa postura perante as coisas. Vivemos destas actividades mas não só pelo suporte profissional que nos dão. Vivemos delas porque estas práticas nos dão principalmente, imenso prazer, entusiasmo e são indispensáveis para a nossa realização e auto-estima pessoal.

É também isso que queremos partilhar com a população. Estamos ao vosso dispor, porque dar é a mais gratificante forma de receber e o planeta necessita da nossa ajudar para nos conseguir continuar a manter.



"Cultivar Biodiversidade"

Abastecimento de Água para a Vida Selvagem, em jardins urbanos

Os animais selvagens precisam de fontes de água limpa para muitos propósitos, incluindo beber, tomar banho, e reprodução. As fontes de água podem incluir recursos naturais, como lagoas, lagos, rios, ribeiros, oceanos e zonas húmidas, ou elementos de criação humana, como tanques, recipientes, áreas de empoçamento, lagos instalados ou jardins de chuva.


Construir uma lagoa no quintal
Esta é uma forma fácil de criar recursos hídricos e adicionar diversidade ao seu quintal urbano, proporcionando longas horas de entretenimento e oportunidades educacionais para a família, pois atraem a fauna benéfica logo após serem criadas. Além disso, as lagoas do quintal equilibradas, raramente atraem um número incomum de mosquitos. Uma variedade de plantas e animais irão trabalhar juntos para a manter como um ecossistema saudável.

Se possível, use material flexível para a impermeabilização para ser possível melhor gerir a forma, contornos e profundidades, ou nas margens fazer uso de pedras ou troncos empilhados.  Essa mudança gradual na profundidade permite aos animais entrar e sair facilmente, dando a pássaros e borboletas um local para mergulhar nas águas rasas. As margens de águas rasas  também ajudam a criar espaços para crescerem plantas aquáticas.

Existem animais diferentes que irão ocupar o pequeno lago, dependendo da quantidade de luz solar que recebe. Posicione a lagoa onde receba algum sol directo, mas não em pleno sol em todos os momentos do dia por razões de sobreaquecimento da água e perda rápida de qualidade, o que implica em maior intervenção e manutenção.

A lagoa de quintal saudável, assemelha-se a uma lagoa natural, com abundância de plantas aquáticas (sem excesso no entanto), alguns restos de folhas sobre o fundo, e até um tronco ou galho a flutuar à superfície como pouso para Libélulas e outros insectos.

O uso de bombas para pequenas cascatas ou repuxos criam um ambiente interessante para a vida selvagem. As aves são atraídas por água em movimento. Providencie um lugar para eles em terra, e as aves serão os visitantes mais frequentes. Manter a água em circulação também ajuda prevenir a eclosão de larvas do mosquito.

Deve-se adicionar um balde de água de uma lagoa natural nas proximidades, pois vai introduzir milhões de organismos para ajudar a manter o sistema em funcionamento.

Se tiver crianças pequenas ou animais que brinquem perto pode construir um muro em pedra ou uma barreira densa de vegetação para efeitos de segurança.



Como atrair sapos, rãs e outros anfíbios

Sapos, rãs e salamandras são todos anfíbios. Os anfíbios normalmente eclodem de ovos postos na água ou perto dela e começam a vida como larvas aquáticas com brânquias, chamados girinos. Durante a idade adulta, os anfíbios vivem principalmente em terra, muitas vezes,só voltam à água para se reproduzir hibernar.

Historicamente, rãs e outros anfíbios são sobreviventes. Eles sobreviveram aos dois últimos episódios de extinção, incluindo o fim dos dinossauros.

Recentemente, os cientistas têm vindo a constatar o declínio dos anfíbios e em riscos de desaparecer em todo o planeta.

Além do declínio generalizado, tem-se notado uma alta taxa de deformidades. Desde 1995, os casos têm-se tornado cada vez mais frequentes, e vários e cientistas estão envolvidos em pesquisas da possível causa.

O que podemos fazer para ajudar os anfíbios

Proteger os habitats existentes - Ajudar a preservar o habitat de sapos e outros anfíbios na nossa comunidade, educando pessoas sobre a importância de proteger ecossistemas naturais existentes, tais como florestas e zonas húmidas.
Ajudar e participar em manter linhas de água e áreas húmidas saudáveis. e incentivar os vizinhos a fazerem o mesmo. Em conjunto as nossas acções e as acções dos outros podem fazer a diferença na saúde de uma bacia hidrográfica.


Criar uma lagoa no jardim ou quinta é um modo fácil, proporcionando  local de reprodução, abrigo e alimento para os anfíbios.

Pode ainda incentivar mais anfíbios no jardim ao instalar uma pequena casa para sapos. Basta para isso colocar um vaso de cerâmica de cabeça para baixo e abrir-lhe uma abertura para passagem, ou simplesmente colocar uma pedra elevando uma das faces para que o sapo possa entrar e sair. Coloque num ponto escondido perto de uma fonte de água, como um pequeno lago ou tanque.

Atrair Libélulas para o quintal

A maioria dos membros deste grupo contam com água durante todo o ciclo de vida. Os jovens, ou ninfas, vivem debaixo de água durante meses e às vezes anos, antes de emergir como adultos. Estes por sua vez tendem em caçar insectos sobre a água e colocam os seus ovos na água ou na vegetação adjacente. Com as condições certas, mesmo uma pequena lagoa vai atrair alguns desses acrobatas aéreos para o quintal.

Se gostar de observar pássaros, provavelmente vai adorar ver libélulas. A primavera é um bom momento para começar o processo de seduzir estas criaturas para o seu quintal.

Como os pássaros, as libélulas são razoavelmente fáceis de identificar por marcas particulares. E tal como os pássaros, as libélulas do sexo masculino são geralmente territoriais e defendem o seu território de forma agressiva. (Não é por acaso que eram um emblema favorito dos samurais, que os chamaram de "insectos invencíveis.")  Têm por habito reivindicar o território num posto elevado de uma haste de planta aquática, para afastar outros machos ou fazer uma captura em voo de um mosquito.

Durante certas épocas do ano, também poderá observar o comportamento mais curioso e chamativo das libélulas: o acasalamento em pleno ar.


Não é precisa necessariamente uma grande lagoa para atrair libélulas. Um pequeno charco permanente pode ser suficiente para espécies menos exigentes. Seja qual for o tamanho, o local da lagoa, deverá ser instalada onde seja protegido do vento e tenha sol ao meio dia e deve variar em profundidade, ter águas rasas nas extremidades e pelo menos um metro de profundidade no centro.

As águas profundas oferecem ás ninfas um refúgio dos predadores. Profundidades variadas também são importantes para acomodar uma variedade de plantas aquáticas." Não é que as ninfas ou adultos comem as plantas. Pelo contrário, as plantas subaquáticas proporcionam um habitat importante para as ninfas, que precisam de locais para descanso, para caçar o alimento e ter esconderijo para peixes predadores. O crescimento de vegetação de ciperáceas, juncos e outras plantas que ficam acima da superfície das águas fornece lugares de poiso para os adultos.

Essa vegetação também é fundamental para as libélulas, porque as ninfas sobem-nas e ai se fixam afim  de realizarem a transformação da fase aquática para a sua forma adulta. E apesar das libélulas não dependerem de plantas hospedeiras específicas para alimentar a descendência, algumas espécies dependem da existência de plantas aquáticas como viveiros para inserir os seus ovos no caule macio. O que se planta ao redor do lago é quase tão importante como o que se plantar dentro dele.

Não saqueie os habitats selvagens para a recolha das plantas que vá usar. Muitas lojas de jardinagem e fornecedores por catálogo já vendem todos os tipos de plantas para jardins de água. Olhe para as espécies nativas da região. Por fim coloque algumas pedras abrigo perto da margem da lagoa. As Libélulas adoram aquecer ao sol",  para ter populações reprodutoras de libélulas, é melhor não introduzir peixes predadores, porque eles atacam as ninfas e ovos.

Lago de Águas Pluviais

Desviar a água da chuva do telhado para fazer no seu quintal um pequeno pântano.

Uma grande quantidade de água da chuva escorre dos telhados. Numa região como Lisboa um telhado de 80 m2  poderia fornecer no minimo5 mil litros de água por ano. Em vez de afogar o jardim, essa agua pode ser direccionada para um pequeno lago artificial,A água do sistema de desvio dos telhados é simples. A chuva escorre pelo telhado, segue uma caleira e logo flui através de um tubo que se dirige para onde se pretenda.

Atrair aves com água

Existem várias maneiras de atrair pássaros ao seu jardim, desde a plantação de espécies vegetais autóctones para fornecimento (como já descrito noutro post deste blog), até de áreas de pouso seguro para eles poderem comer, beber e nidificar.

Para fornecer água durante todo o ano - Uma simples "banheira" de aves  é um grande começo. A água mais fácil de instalar no jardim é uma "banheira para aves. Certifique-se de trocar a água de 2-3 vezes por semana durante o tempo quente, quando os mosquitos estão em reprodução, de modo que os ovos na água não tenham tempo para eclodir

O recipiente de água deve ser localizado a cerca de dois metros de arbustos densos ou locais favoráveis a esconderijos de predadores como gatos.

Os alimentadores de aves são grandes fontes de alimento suplementar durante períodos de escassez de alimentos e também aumentam as oportunidades de observação de aves.
Os relvados têm pouco valor para as aves ou outros animais selvagens, e exigem mais energia para o corte, regas e fertilização do solo

As alterações climáticas estão a ameaçar as nossas fontes de água limpa, aumentando as temperaturas e reduzindo a precipitação em algumas áreas, fazendo com que condições de seca e lençóis de água fiquem mais baixos. Em outras áreas, aumento da precipitação e eventos climáticos extremos, como tornados e furacões causam inundações e erosão dos ecossistemas naturais e podem poluir as bacias hidrográficas locais. Esses problemas ressaltam a importância de fornecer uma fonte constante de água limpa para as aves, mamíferos, peixes e outros animais selvagens nos seus diferentes habitats.  • Jardim Primavera

A Importância da Biodiversidade

Biodiversidade e Ecossistemas
A biodiversidade de espécies animais e plantas, são fundamentais para a sobrevivência da vida, mas muitos dos factores e elementos de biodiversidade do mundo já estão destruídos ou ameaçadas de extinção.

A Terra é composta de ecossistemas e características ecológicas que são apoiadas pela biodiversidade, mas muitas pessoas não entendem o significado da biodiversidade ou o que o impacto da sua perda significaria. A fim de destacar a importância da biodiversidade, 2010 foi escolhido como o Ano Internacional da Biodiversidade, numa tentativa de educar as pessoas sobre a biodiversidade e de como a mesma sustenta a vida quotidiana.

A definição de biodiversidade

A biodiversidade também é conhecida como a diversidade biológica, em termos gerais, descreve a enorme variedade de espécies (animais ou vegetais) encontrado na Terra e do meio natural em que os ecossistemas e as comunidades são formadas. Com o tempo, os seres humanos têm aumentado o impacto na biodiversidade da Terra por isso é importante compreender de modo a não destruir esses processos frágeis.

A Biodiversidade inclui:
  • Diferentes ecossistemas, como montanhas, lagos, desertos, oceanos, pântanos e florestas
  • Diferenças genéticas dentro da mesma espécie
  • Aproximadamente 1.750 mil espécies identificadas, com uma estimativa entre 3 e 10 milhões de espécies actuais.

Como os  impactos na Biodiversidade afectam a vida  na Terra

A Biodiversidade afecta inevitavelmente e inequivocamente a vida cotidiana na Terra; Exemplos de benefícios da Biodiversidade incluem:
  • Aproximadamente 30 por cento dos medicamentos são desenvolvidos a partir de plantas ou animais
  • Enriquecimento do solo através da decomposição de animais e plantas mortos e repartição de resíduos por organismos tais como insectos e vermes
  • As planta verde na realização de fotossintese e consequente absorção de carbono e produção de oxigénio
  • Cerca de 80 espécies de plantas são credenciados como origem de mais de 90 por cento das fontes de alimento do mundo.

A importância dos ecossistemas

Os Ecossistemas suportam uma rica diversidade de espécies que interagem com os seus ambientes circunvizinhos para produzir uma série de benefícios, que incluem:
  • Purificação do ar e da água e prestação de muitas das necessidades do homem, como comida, combustível e materiais de construção em termos de fornecimento de matéria prima 
  • Estabilização do clima da Terra
  • Desintoxicação de resíduos de produtos prejudiciais, provenientes de actividades humanas
  • Polinização das plantas
  • Controle ambiental através das inundações e incêndios
  • Controlo da erosão
  • Controle da doença
  • Fonte de muitos medicamentos
  • Reciclagem de nutrientes.

O impacto da perda de Biodiversidade

A Biodiversidade e os ecossistemas precisam ser protegidos, a fim de preservar a qualidade de vida na Terra, muitas plantas e animais já foram extintos por meio de acções humanas e que se estima caso a tendência não mude, 34.000 espécies de plantas serão extintos. Reduzindo a Biodiversidade, os ecossistemas são incapazes de operar de forma eficaz, com a perda da eficácia dos ecossistemas, a medicina, alimento, abrigo e outros recursos valiosos são perdidos, muitas vezes de forma irremediável e irreparável.

Acção para a Biodiversidade

A Biodiversidade tem sido afectada pelas alterações climáticas, poluição, exploração da terra e perda de habitat natural por meio de acções humanas, o Ano Internacional da Biodiversidade em 2010 teve como objectivo trazer esses problemas ao mundo é a atenção publica e politica a fim de instigar acções preventivas por parte dos governos e organizações privadas para proteger o mundo para as gerações futuras.
No contexto urbano de uma grande cidade cosmopolita como Lisboa, pode até parecer que é irrelevante a existência de Biodiversidade ou sobretudo acções pela mesma, no entanto e dado razões de rápida e intensa recessão global dos recursos qualquer acção é importante e onde quer que seja.
Por outro lado e por várias razões circunstânciais da actualidade uma grande maioria da opinião publica está nas cidades ou é formada nas mesmas, daí que em termos pedagógico ou de formação de atitude e correntes sociais, torna-se absolutamente justificável a acção para a Biodiversidade no meio urbano, ou por outras palavras a BioDiverCidade

O que é uma floresta autóctone?

É uma floresta de árvores originárias do próprio território. Neste caso, a floresta autóctone portuguesa é toda a floresta formada por árvores originárias do nosso país, como é o caso dos carvalhos, dos medronheiros, dos castanheiros, dos loureiros, da azinheira e do alecrim, etc.

Aqui se encontra uma lista mais completa das plantas autóctones do nosso país:

http://criarbosques.wordpress.com/especies/

Porque devemos dar tanta importância às florestas autóctones?

As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições do solo e do clima do território, por isso são mais resistentes a pragas, doenças, longos períodos de seca ou de chuva intensa, em comparação com espécies introduzidas; Ajudam a manter a fertilidade do espaço rural, o equilíbrio biológico das paisagens e a diversidade dos recursos genéticos; São componentes importantes para o gado e pecuária, assim como para o suporte de cogumelos silvestres; As florestas autóctones fazem parte do nosso ecossistema. São importantes lugares de refúgio e reprodução para um grande número de espécies animais autóctones (muitas delas também em vias de extinção, infelizmente). Aliás, a sobrevivência de espécies como a Águia-Real, o javali, o lobo, dependem da existência e do estado de conservação destas florestas! Regulam o clima e o ciclo hidrológico, assim como servem de matéria-prima a produtos fundamentais na vida quotidiana.

As florestas autóctones são maioritariamente ameaçadas por incêndios, pragas, doenças, invasões por espécies exóticas e cortes prematuros e desordenados.

Os carvalhos autóctones, que constituem apenas 4% da nossa floresta actual, não possuem qualquer protecção legal, apesar da sua elevada importância ecológica pela diversidade de vegetação e de fauna silvestre que albergam.

Podem pensar que um maior número de espécies aumenta a diversidade numa certa zona, e isso é sempre favorável.

Neste caso, nem sempre o é.

Ao introduzirmos espécies exóticas, estamos a originar uma competição entre estas e as espécies autóctones. Geralmente, estas espécies exóticas são de crescimento bastante rápido! Desde a transmissão de agentes patogénicos a parasitas, a diversidade biológica sai sempre afectada, e a integridade da nossa fauna é ameaçada!

E não é só a floresta que sai prejudicada... Desde actividades económicas à saúde pública, todos somos ameaçadas pela introdução de espécies exóticas onde deveriam habitar os nosso sobreiros, ou os nossos salgueiros!! Aliás, grande parte do território florestal português (cerca de 2


São estas algumas das razões pelas quais é importante preservar e defender a floresta autóctone portuguesa.

É preciso manter o equilíbrio biológico. É preciso defender espécies que são naturalmente nossas, que fazem parte do nosso património natural. E, para sensibilizar todos, nada melhor do que o incentivo à reflorestação, nada melhor do que o contacto com estas plantas.

A floresta natural e nativa, ou autóctone, de Portugal é composta por uma grande variedade de árvores, arbustos e muitas outras plantas. O termo autóctone é sinónimo de nativo ou indígena, isto é, diz respeito a seres vivos originários do próprio território onde habitam.(Confragi, 2006). As árvores mais frequentes são por exemplo o medronheiro, o zambujeiro (ou oliveira brava), os carvalhos incluindo a azinheira e o sobreiro. Árvores já muito raras são o azevinho e o teixo. Como exemplos de árvores junto aos cursos de água, ou ripícolas, temos o amieiro, a bétula, o freixo, os choupos, o salgueiro e o ulmeiro. Arbustos típicos são por exemplo o pilriteiro (ou espinheiro) e a aroeira.

Segundo a FAO (Food and Agriculture Organization), uma floresta corresponde a uma área com mais de 0.5 ha, grau de cobertura arbórea (copas) superior a 10-30% e com árvores cuja altura, naquele local e na maturidade, tenha potencial para atingir 2 a 5 metros. Inclui também zonas integradas na área florestal que estejam temporariamente desarborizadas, mas para as quais é expectável a reconstituição do coberto florestal.

Cerca de 38% do território continental português é constituído por área florestal, representando uma mais-valia efectiva na conservação da Natureza e da Biodiversidade, na produção de oxigénio, na fixação de gases com efeito de estufa (dióxido de carbono), protecção do solo e manutenção do regime hídrico (Pereira et al., 2004). Para além do seu valor ambiental, grande parte das áreas de bosques autóctones são componentes importantes no pastoreio de percurso de ovinos, na actividade apícola e no suporte aos cogumelos silvestres. Caracterizam-se por uma elevada densidade florística que proporciona importantes locais de refúgio e reprodução para grande número de espécies autóctones de fauna, contribuindo para o estado e evolução populacional de espécies como o Corço, o Javali e o Lobo [Image]dependem em grande medida da existência e estado de conservação destas manchas florestais.

Os carvalhos autóctones, que constituem apenas 4% da nossa floresta actual, não possuem qualquer protecção legal, apesar da sua elevada importância ecológica pela diversidade de vegetação e de fauna silvestre que albergam.

Infelizmente, a área ocupada pela floresta natural no nosso país tem vindo a diminuir de forma constante e, desde há 500 anos, de forma drástica, devido à ocupação de terrenos para a agricultura, a pastorícia e monocultura de árvores, como o pinheiro e o eucalipto, devido ao fogo, etc. O grande declínio das nossas florestas acentuou-se na época dos Descobrimentos devido à construção naval, época em que foi iniciada uma política de arborização composta essencialmente por pinheiro-bravo, espécie bem adaptada e de rápido crescimento, que culminou com a criação dos Serviços Florestais e a política florestal do Estado Novo transformando as nossas serras em imensos pinhais. A partir de 1975, aumentam vertiginosamente os fogos florestais e, na sequência desta devastação, tem-se assistido à ocupação sistemática por eucaliptos e acácias.

Da opulenta e grandiosa floresta pós-glaciária, imensa selva que revestiu o globo há muitos milénios atrás, bem se pode dizer que apenas hoje subsiste mesquinho e transfigurado espólio. Em nenhum outro património natural se exerceu, com tão grande amplitude, o poder destrutivo do homem; e ao contemplarmos hoje os mesquinhos e arruinados vestígios da esplendorosa floresta primitiva, quase acreditamos que os passos da humanidade, no envolver dos milénios, foram alumiados pelos trágicos clarões da floresta incendiada, [...] pelo ecoar lúgubre dos golpes de machado e pelo ruir pungente dos esbeltos gigantes vegetais, vítimas de fúria insana de devastação e de pilhagem (J. Vieira Natividade, s/d). Sem a devida protecção legal, não se conseguirá travar o desaparecimento desta importante e singular floresta autóctone - os carvalhais portugueses.
Floresta Autóctone

A preservação de muitas das espécies autóctones passa, também, pela sua utilização na recuperação de áreas ardidas; como elementos de descontinuidade nos povoamentos de monoculturas; como espécies de bordadura nos povoamentos; na protecção dos leitos das linhas de água e nos jardins e espaços verdes. E, todavia, os Portugueses não se mostram muito conhecedores das espécies autóctones e da sua adequação aos meios que as viram nascer, prosperar e perdurar (Valente de Oliveira, 2006). “Esperamos que todos saibam reconhecer o valor das florestas naturais de Portugal para que as futuras gerações ainda as possam conhecer e usufruir delas”
É habitual, sobretudo quando se comemora o Dia Mundial da Floresta a 21 de Março de cada ano, ou quando de forma quase impotente se assiste todos os Verões ao espectáculo dos incêndios nos meios de comunicação social, se não os temos de combater para defendermos a nossa localidade, o nosso quintal ou até a nossa casa. Confronta-se na nossa memória a floresta das histórias de infância, dos desenhos que decoram as salas de aula, com aquela floresta virtual, que é difícil de descrever sem a companhia das chamas. Mas a todos os conjuntos de árvores, correntemente, chama-se florestas, apesar do conceito não ser aplicável a todos eles. Não temos na nossa região biogeográfica florestas tropicais, compostas por diversos estratos arbóreos, onde chove quase todos os dias e que se encontram organizadas em comunidades muito complexas, das quais geralmente só nos lembramos das componentes/espécies mais visíveis ou até mais vistosas. De forma simplificada podemos dizer que subsistem entre nós matas autóctones de folha persistente de clima tipicamente mediterrânico, geralmente no sul de Portugal Continental (como os sobreirais, os azinhais e os carrascais arbóreos da Serra da Arrábida) e as matas de folha caduca de clima mais atlântico, geralmente no centro e a norte (como os carvalhais).

Mas a dominar a paisagem estendem-se povoamentos florestais de arquitectura humana, como os eucaliptais e os pinhais. Os povoamentos florestais confrontam-se com as assimetrias derivadas da gestão quase industrial praticada por algumas empresas e a quase inexistência de gestão devida ao êxodo rural. Estes povoamentos mal geridos constituem a maior parte da área florestal do nosso país, aquela que, todos os anos, mais contribui para o aumento da área ardida. O espaço rural devidamente organizado em mosaicos paisagísticos (compostos por espaços agrícolas, pastagens e matas autóctones) já quase desapareceu, dando lugar a pinhais, eucaliptais ou matagais que ardem sistematicamente, mas com maior frequência e severidade. Cumpre-nos então perguntar: e o que fazer? Talvez seja necessário repensar o espaço e recuperar ecossistemas sustentáveis, projectados em função das suas características ecológicas, à semelhança dos antigos mosaicos da paisagem rural. Neste contexto, compete-nos também recuperar as nossas matas autóctones de carvalhos, de sobreiros, de azinheiras e de outras, todas elas ricas em biodiversidade e, consequentemente, em funções vitais para a natureza e para um dos seus componentes, o homem. É esta biodiversidade quem mais contribui para a infiltração das águas e a sua purificação, o aumento da humidade e da protecção contra incêndios, a amenização do clima, a protecção dos solos contra a erosão, a regulação das cheias, o fornecimento de alimentos, de matérias primas, de medicamentos e de ar purificado, proporcionando-nos ainda bons momentos de lazer e de bem estar físico e psíquico. O investimento nas matas autóctones, enquanto elemento fundamental na reconstituição dos mosaicos paisagísticos, trará inevitavelmente melhorias na nossa qualidade de vida e modificará radicalmente a imagem de floresta que se apoderou da nossa memória.

Eng. João Pedro Pereiros

(Quercus, 2004)


Gestão de terrenos para a vida selvagem


A gestão para a vida selvagem pode proporcionar vários benefícios para os proprietários, populações de animais selvagens abundantes e áreas naturais que proporcionam oportunidades de lazer a quem as visita.
As práticas de gestão para melhoria do habitat dos animais selvagens costumam oferecer benefícios ecológicos como a erosão do solo reduzida, maior qualidade de água e aumento da humidade do solo.

Algumas melhorias dos habitats naturais (como quebra-ventos) pode reduzir os custos de energia em casa, alimentação do gado e dos combustíveis de equipamentos.

Criando o habitat de morcegos e aves que consomem certos insetos podem reduzir tentativas prejusdiciais ao ambiente (e saude) de solução do incomodo. Alguns proprietários podem receber receitas adicionais através da criação de animais selvagens de recreação pública ou privada nas suas terras. Além disso, muitos habitats destinados a proteger a vida selvagem podem servir como salas de aula ao ar livre para crianças, que podem aprender a identificar as plantas e animais, bem como saber como as necessidades humanas e ambientais podem ser equilibradas.

Se deseja gerir o seu espaço de uma forma que seja sensível às necessidades dos animais selvagens, primeiro necessita decidir quais as espécies selvagens que deseja atrair. Por exemplo, se está interessado em espécies de grande porte (como veados) ou aves estepárias? Cada espécie selvagem tem exigências de diferentes habitats. Todos os animais selvagens precisam de 4 componentes básicas de hábitat para as comunidades saudáveis: comida, água, abrigo e espaço.

Comida e água são necessários para a nutrição. Abrigo é necessário para a proteção contra intempéries e predadores. O espaço é essencial para atividades como recolha de alimentos, atrair companheiros e criar jovens. Cada espécie selvagem requer uma combinação única destes elementos.

Em seguida, identificar as principais áreas que poderiam ser utilizadas por animais selvagens. Essas áreas podem incluir antigos pomares ou lugares de habitaçãoa, e bottomland áreas ribeirinhas, fencelines e sebes, senões e troncos caídos, rochas e cavernas. Uma vez que as áreas-chave da vida selvagem são protegidas, pode determinar quais alimentos que cobrem as necessidaes e quais precisam de ser fornecidos ou melhorados.

Áreas-chave usadas por animais selvagens
Vários tipos diferentes de habitats selvagens valiosos são encontrados em áreas de cultivo:

Terrenos Incultos

Incultos são locais não adaptados para o cultivo, tais como zonas rochosas, terrenos degradados, pântanos, cavernas, bermas e valas e nestes casos permitir que nessas áreas se possam desenvolver naturalmente para fornecer habitat para uma variedade de animais.

Árvores, arbustos e ervas podem proteger as áreas de águas rasas, perto ou dentro de áreas de cultivo. Geralmente, a exclusão do gado de algumas áreas proporciona a diversidade de vegetação e melhor estrutura para o habitat dos animais selvagens. Além disso, pensar em reduzir a freqüência de corte (nas valas e divisorias de parcelas, especialmente nas estradas e caminhos) uma vez a cada 3-5 anos. Estes são excelentes locais para plantar flores nativas e gramíneas.
Estruturas de edifícios antigos como celeiros são outro bom lugar para atrair animais selvagens, tais como corujas.
Pomares

Pomares de árvores de fruto, com sub-bosque herbáceo vão atrair animais selvagens no fornecimento de alimento, abrigo e áreas de nidificação. Aves, tais como codornizes, fazem ninho em prados de ervas altas, enquanto aves canoras fazem ninho em árvores de fruto. Além disso, a fruta que cai no chão é uma fonte excelente de comida.

Faixas de protecção Ribeirinhas

Galerias ripiculas são faixas de vegetação permanente ao longo de rios e reibeiros, que tem um execelento efeito para interceptar e reciclar poluentes, reduzir a erosão, melhorar a qualidade da água, e fornecem o habitat para muitas espécies de fauna.
Matas ribeirinhas, em especial, contribuem para a manutenção dos habitats aquáticos para peixes, proporcionando sombra, alimento, e em sequência estrutura lenhosa de espécies de peixes. A largura da zona tampão e da espécie vegetal utilizada vai depender do tipo de fauna desejada. A largura mínima de 100-150 metros em ambos os lados do riacho é frequentemente recomendada para fornecer valor ecológico e fauna significativa.

Lagoas

Lagoas nas quintas podem com sucesso atrair fauna diversificada. Incentivar o crescimento da vegetação ao redor das margens para estabilizar a mesma e fornecer alimento e cobertura para vida selvagem. Garças-reais, guarda-rios, patos e maçaricos podem ser atraídos para estas lagoas, pelos recursos alimentares. Troncos flutuantes permitem suporte para rãs, salamandras e libélulas. Certifique-se de manter o gado fora da lagoa para reduzir a erosão e sedimentação. Se os animais devem usar o tanque, restringi-los a uma pequena porção da margem.

Outros elementos naturais

São árvores mortas em pé esquerdo para a vida selvagem para usar de alimento, abrigo e de nidificação. Cavidade aves que nidificam geralmente compreendem 20-40% dos pássaros na floresta, mas uma variedade de mamíferos, anfíbios e répteis também utilizam regularmente as cavidades. Ramos secos e mortos também são uma importante fonte de poleiros para as aves. Os falcões de cauda vermelha, falcões e outras aves de rapina que se alimentam e nidificam em campo aberto, fazem uso de poleiros altos para o levantamento do terreno para a caça.

Poleiros baixos, menos de 10 metros de altura, podem fornecer locais para cantar e captura de insetos por pássaros. Se deixar as árvores mortas não é uma opção, cavidades de ninhos artificiais podem ser colocadas nas árvores. Por exemplo, caixas de ninho são comumente usadas por passarinhos e andorinhas em campos abertos.

Pilhas de ramos
Pilhas de ramos podem proporcionar uma cobertura densa abrigo para aves, coelhos e outros pequenos mamíferos. Coloque ramos cortados, troncos ou pedras em cima da base para completar a pilha. Ideal tamanho são1,5 metros de altura e 5-10 metros de diâmetro. Coloque as pilhas perto de outros alimentos e fontes, de preferência nos limites da floresta, ou ao longo dos ribeiros e pântanos.









Sebes vivasCercas e sebes em vegetação natural, são importantes para a vida selvagem para pouso entre deslocações, nidificação, dormitório e para a tampa do tempo e dos predadores. Para melhorar a aptidão para a vida selvagem, cercas devem ser pelo menos 30 metros de largura e contêm uma variedade de espécies vegetais nativas. Este tipo de habitat podem ser facilmente criados, modificando as práticas de corte ou plantio de arbustos macios mastro de produção.

Reduzir ou eliminar o corte ou cultivar áreas adjacentes às cercas também pode criar habitat. Urzes e estevas, muitas vezes estabelecem-se naturalmente ao longo desta fronteira. Uma vez que essas áreas se tenham estabelecido, podem ser colocados em rotação ou padrões de corte para que não se tornem demasiado grandes para o manutenção das áreas de cultivo. Se arbustos e árvores devem ser plantadas em um sebe viva com espécies de plantas, como crataegus, medronheiros, zambujeiros, pereiras bravas, em grupos densos para fornecer alimentos.
Práticas de Melhoria do Habitat

Há muitas maneiras simples de melhorar o habitat para a fauna terrestre. Os benefícios que a vida selvagem podem atrair, em muito superam quaisquer danos causados por perda econômica. Gaviões, corujas e  raposas, temn como principal alimentação roedores e gafanhotos que destroem as culturas de grãos, enquanto os morcegos e os pássaros consomem grandes quantidades de insectos incómodos. Por exemplo, um morcego pode comer até 3.000 insetos numa noite.

Pousio dos campos e rotação de culturas

Uma boa maneira para criar abrigo para a vida selvagem é a incorporação de uma prática de rotação de culturas, que deixa as terras recém-cortadas para ficar inativa por um período de tempo. Por exemplo, culturas de milho por três anos, seguidos de um ano de cobertura vegetal selvagem. Mude a cultura de cada parcela a cada outono e no inverno plante centeio  para reduzir a erosão. Independentemente das culturas que faça,  praticar um ou dois anos de pousio ou cobertura de leguminosas beneficiará espécies selvagens e em muito a produtividade dos solos.

Ceifa do feno

As técnicas de colheita muitas vezes coincide com o pico de nidificação de aves canoras nas pastagens, como a cotovia, pardal e rolas. Muitos ninhos de aves, pássaros jovens e mamiferos herbivoros são perdidos todas as Primaveras com os agricultores a cortar feno com as ceifeiras mecanicas. A maioria das pastagens têm ninhos de pássaros entre maio e agosto e devem estar livres de perturbação para produzir uma criação de sucesso. Se possível, evite cortar ou faça compensação de espessura, áreas com arbustos de abril a agosto. Para os pássaros que nidificam no solo, o melhor momento para cortar é final de março ou início de abril e meados de agosto e setembro. Coloque a lâmina de corte a uma altura minima de 30 cm para evitar mais perdas de animais selvagens.
Em áreas onde os campos são mantidas como áreas abertas sem pastoreio ou ceifa, o corte em tiras ou em mosaico, pode aumentar a diversidade de habitat para aves canoras e de caça miúda. Faixas de corte devem ser feito em longas tiras 30-50 metros de largura. A técnica de mosaico consiste em cortar pequenas  áreas num padrão irregular e permite que os rebentos de arbustos, silvas e jovens regenerações de árvores possam crescer.
Agricultura Biológica

A agricultura orgânica elimina o uso de fertilizantes nitrogenados de origem fóssil, e inseticidas e herbicidas produzidos em laboratório . As Quintas orgânicas podem ser operações altamente produtivas, que, à primeira vista, são indistinguíveis das explorações vizinhas em sistema convencional. Através de rotações de culturas, as explorações agrícolas biológicas usam a tecnologia biológica para substituir a tecnologia de química na fertilidade e controle de pragas. Com o aumento dos preços da energia, o rendimento por unidade de energia investida torna-se uma medida útil de produtividade. Em alguns casos, os agricultores orgânicos produzem cerca de duas vezes mais por unidade de energia, como os agricultores em recurso da química. Em benefício da vida selvagem em geral, a agricultura orgânica através de um aumento na diversidade de plantas e insetos, redução da erosão do solo, menos poluição de nitratos nos rios, e reduziu a mortalidade directa ou falha reprodutiva de inseticidas e herbicidas.

Manejo Integrado de Pragas


As técnicas de agricultura biológica ou Permacultura podem ser bons auxiliares neste tipo de problemas. Estratégias não-químicas de controle incluem controles culturais, mecânicos e biológico, bem como as boas práticas sanitárias. Os inimigos naturais de pragas agrícolas incluem os predadores, parasitas e doenças. Esses inimigos naturais são muitas vezes espécies específicas e podem reduzir ou eliminar pragas sem efeitos negativos sobre o meio ambiente.

Exemplos de manejo integrado de pragas incluem a rotação de culturas, uso de culturas resistentes. Colocar cercas ou protecções em volta das árvores para parar os coelhos, veados e pequenos mamíferos que possam roer as árvores jovens. Caldeiras em torno da base de árvores de fruto ou ornamentais, para evitar danos causados por pequenos mamíferos, que evitam áreas abertas que os expõem à ação de predadores como gaviões e corujas.

Uso de Pesticidas

Pesticidas podem prejudicar os animais selvagens, quer directamente por matá-los, ou indiretamente por envenenamento das suas plantas e alimentos de origem animal e, por sua vez, expô-los aos produtos químicos ou reduzir a sua oferta de alimentos. Animais selvagens dentro e ao lado os campos são mais susceptíveis de serem expostos a esses produtos químicos. Existe forte evidência de que os pesticidas podem ter efeitos adversos sobre insetos benéficos e pássaros. Organoclorados devem ser evitados porque persistem na natureza e se tornam fontes importantes de mortalidade e reprodução reduzida em animais selvagens. Os membros desta classe (alguns dos quais são ilegais) incluem hexachloride benzeno, lindano, clordano, heptacloro, aldrin, DDT, dieldrin, endrin, endosulfan, toxafeno, mirex e Keopone.

Parcelas de comida

Parcelas de fornecimentos alimentares para fornecer alimentos aos animais selvagens hibernam. Pode Deixar-se alguns restos sem ser colhidos, em zonas de culturas e sobretudo nas periferias nas culturas de maior área (especialmente os lados que confinam com cercas, matas ou áreas alagadas). O milho é a forrageira mais comum para a vida selvagem, mas centeio, milho e trigo anuais, também são benéficos.

Durante invernos rigorosos e  anos de baixa produção de bolota, javalis e veados castgam mais as culturas. algumas  linhas de 50 pés de milhopoderão suportar perdizes, rolas e outros granivoros por três meses.

Culturas perenes, como alfafa, trevo e outras leguminosas podem ser plantadas para fornecer alimentos para as perdizes, pássaros, coelhos e cervos no verão. Além disso, as camas de girassol ao longo das bordas dos campos fornecem mais alimentos para pássaros e pequenos animais. Claro que, lotes do alimento podem aumentar os danos na manutenção da vida selvagem para as culturas de vizinhos próximas, por isso considere cuidadosamente seus objetivos primários.

Pontos-chave para Recordar

• Uso de espécies nativas, sempre que possível. As plantas nativas geralmente fornecem o melhor alimento e abrigo para a fauna.

• Maior é melhor. Porque habitat do natural pouco resta em algumas áreas da região de Lisboa. Oferecendo como área natural tanto quanto possível, é melhor.

• Ligue as suas áreas naturais através de cercas vivas, faixas de protecção ou manchas de vegetação natural. As áreas naturais que são ligadas umas a outras permitim que os animais se dispersem e se movam entre as respectivas áreas.

A Bio-loja de hortícolas Bem-me-Quer



A Bio-loja de horticolas Bem-me-Quer
No inicio de Fevereiro 2011, a loja Bem-me-Quer, horta e Ecologia Urbana, anexa ao restaurante do mesmo nome e integrada no movimento BioDiverCidade e que pretende ter vários ramos de apresentação. Nesta primeira fase será uma frutaria de produtos da melhor proveniência e qualidade onde serão dominantes os produtos frescos, fruta, vegetais e legumes biológicos, ecológicos, ou provenientes de explorações em Permacultura.

1. O biológico certificado: que sendo actualmente o meio seguro de consumir biológico, resulta num produto final um pouco mais caro, em grande parte resultante dos custos acrescidos do processo de certificação.

2. O consumo de proximidade: Em que determinados produtores não produzindo menos biológico não têm capacidade para assumir os referidos custos de certificação. Neste contexto a confiança não é numa etiqueta, mas sim na pessoa que produz. Para isso teremos na loja informações e também iniciativas que colocam o consumidor em estreita relação com o produtor, para criar essa base de confiança, para um consumo de qualidade a um preço mais acessível.

3. A horta viva. Recorrendo ao conceito de hortas domésticas e interior, teremos na loja culturas frescas em que o cliente pode recorrer á ideia do legume 100% fresco, pelo que será apanhado escolhido pelo próprio e colhido no momento da compra, Estes legumes serão produzidos também em modo biológico em terra proveniente de vermi-composto biológico. Para além de tudo o que seja necessário para fazer a sua própria horta em varanda
4. Os Cabazes, de 5 ou 10 quilos por 14 ou 25 euros, respectivamente. Um serviço de entrega ao domicílio de produtos agrícolas frescos. Para vós num raio de 2 km da loja, os cabazes serão entregues a pé ou em transportes públicos. Para vós fica apenas á distância de um email. Assumimos o compromisso de contrariar a crise e vir a reduzir os preços.

Onde

Em Lisboa, na Avenida Almirante Reis nº152 (junto a saída do metro norte da estação de Arroios) o restaurante Bem-me-Quer é um espaço de alimentação, mas cada vez mais uma atitude para além de um simples restaurante. Aqui faz-se porque se acredita, intervêm-se porque existe convicção, forma-se porque assim se faz cidadania e educa os hábitos e os sentidos. Também por isso, por querer ser mais que um restaurante, vai converter-se em biológico.

AS EXTENSÕES



  1. Na mesma filosofia e em complementaridade, brevemente será também lançada a loja social, em pareceria com entidades de solidariedade. 
  2. A loja da agricultura urbana.
  3. Um programa diverso de workshops no âmbito da auto-suficiência, ecologia caseira e bem-estar pessoal.



workshop crianças: Pintar com chocolate

JARDINS E VARANDAS VIVOS


JARDINS E VARANDAS VIVOS

No ano internacional da Biodiversidade, decidimos criar o projecto BioDiverCidades, que se propõe sobretudo á difusão de informação e actividades concretas para formarem a cidadania neste sentido ou criar benefícios para o meio ambiente e qualidade de vida da população urbana , Neste contexto surge a nossa primeira proposta e sugestão de serviço que prestamos á comunidade e á Natureza

O papel do jardineiro na Biodiversidade da cidade
Entendendo BioDiverCidade como Biodiversidade na cidade, chegamos facilmente a uma linear conclusão.
Jardineiros e cidadãos (vulgo proprietários) têm um enorme papel a desempenhar no futuro da vida selvagem das cidades, com as alterações da estrutura de ocupação de solos, abandono dos quintais e considerável diminuição dos baldios, que tinham um papel fundamental como corredores ecológicos para a fauna, entre os grandes jardins ou parques existentes em Lisboa .

Ao incentivar a jardinagem biológica estamos a incentivar a vida selvagem, por se poder estabelecer um equilíbrio entre as pragas e seus predadores naturais. Ambas as plantas e pragas benéficas irão florescer, e com um dos elementos da cadeia de alimentos saudáveis, em substituição, as criaturas mais nefastas podem ser mantidas em níveis administráveis.

JARDIM ZEN
O Jardim Zen é uma das mais fascinantes formas de lazer e decoração conhecidas. Ele é a recriação em pequenos espaços da paisagem e do Universo. Nos templos antigos, eram os monges e os nobres que desenhavam no Jardim.
A sua simplicidade expressa um grau de espiritualidade, recriam córregos, lagos e colinas artificiais.
O refazer do Jardim é um hábito e convida à prática da meditação.
Jardim Zen é um elemento dinâmico, não estável, que pode ser reestruturado e readaptado de acordo com o estado de espírito ou um assomo de criatividade.

JARDIM DE HORTICOLAS
Com um jardim de bio-hortícolas, utilizando as várias espécies de vegetais da nossa culinária e hortas, através das suas conjugações, tendo em conta a cor, forma e tamanho, consegue-se um aspecto decorativo que sirva as duas funções, a ornamental e a produção. Resultando num belo e aprazível jardim com a possibilidade e vantagem de se poder consumir as plantas que nele existam.

Por este facto, o jardim torna-se dinâmico, porque depois de cada colheita, pode-se alterar a forma e aparência do espaço.





JARDIM ECOLÓGICO
Para este tipo de situação, até um pequeno pátio ou varanda podem ser alvo de uma intervenção, através da colocação de vasos ou recipientes apropriados, que na sua interligação e conjugação obterão o efeito decorativo desejado.

O Jardim ecológico caracteriza-se por ser uma pequena representação ou reprodução de um previamente escolhido ecossistema ou habitat natural criando as necessárias condições para o abrigo de várias espécies de flora e fauna selvagem, características de cada um.

Pode ser um habitat como a floresta, os matos, os prados, as zonas húmidas, as montanhas e assim sucessivamente, conforme a preferência de cada cliente, em particular.
Através desta escolha, pode-se conseguir um jardim bastante povoado por várias espécies de fauna selvagem, que frequentam e vivem na cidade, enriquecendo o espaço urbano e facilitando um pequeno, mas real contacto e aproximação com a natureza.

CONTACTE-NOS PARA SABER MAIS COMO TER UMA VARANDA OU QUINTAL AMIGO DA NATUREZA
















Prédios vivos e corredores ecológicos em Lisboa

As pequenas grandes iniciativas

(Por BiodiverCidades, 5 Janeiro 2011)

Nestes contextos e em muita documentação e literatura já produzida, existem muitas razões para valorizar as áreas verdes de excelência em Lisboa, como o Parque Eduardo VII, Monsanto, o Botânico e vários outros jardins de pequena  e média dimensão, no entanto subvaloriza-se muito o fundamental papel que tem os quintais dos privados na antiga estrutura dos prédios de Lisboa, com os quintais no interior de cada quarteirão.

Em tempos estes quintais foram predominantemente hortas, depois passaram na maioria a baldios ao abandono e actualmente convertem-se em terraços impermeabilizados, garagens ou anexos de habitação,

Neste processo a biodiversidade em Lisboa perde a possibilidade de se deslocar entre cada um  dos jardins principais, criando o referido no inicio, de processo de fragmentação em que começam a acontecer pequenas ilhas de biodiversidade sem contactos entre as populações residentes.

Este processo de ilha para alem da diminuição de área útil disponível, cria fenómenos de limitações no contacto entre as populações de várias espécies existentes, o que para alem de outros problemas pode interferir na saúde das ditas populações por exemplo na consanguinidade nos processos de acasalamento e reprodução.

O que muitos ignoram, é que coisas tão simples como colocar 4 ou 5 vasos com arbustos numa varanda(tipo um medronheiro, um zambujeiro, uma alfazema, um alecrim, ou simplesmente umas flores e aromáticas) e se for feito de uma forma generalizada, cria os determinantes pontos de transição entre espaços. Como se num rio largo e profundo existissem rochas a cada metro, para podermos saltar de uma para outra sem mergulhar. Neste caso, para aves e insectos em geral cria-se uma alternativa.


Por outro lado e quando se trata de répteis ou mamíferos, com menor capacidade de deslocação, os pequenos quintais tornam-se fundamentais para a dispersão e intercâmbio de populações.



Um pequeno quintal com meia dúzia de árvores (desde que as certas) mais meia dúzia de arbustos e uns canteiros, com meia dúzia de truques e tolerância humana, pode-se converter não só num óptimo local de passagem como inclusive o local de habitação, desde que estruturado de forma correcta o habitat.





No final a pergunta é: queremos estar isolados enquanto espécie no nosso habitat ou reconhecemos a vantagem de partilhar a nossa vida e recursos com outras espécies animais?

Que cada um tente evoluir até onde consiga

Corredores ecológicos podem ajudar a travar perda de biodiversidade

Fragmentação do habitat
Helena Geraldes, PUBLICO.PT
A ideia de criar caminhos para animais e plantas, isolados no meio de redes de estradas, de cidades e de outras formas de betão, deixou de ser uma mera intuição dos conservacionistas para travar a perda da biodiversidade. Um estudo norte-americano publicado este mês na revista "Science" constatou que os habitats ligados entre si por corredores ecológicos têm mais 20 por cento de espécies de plantas do que aqueles que estão isolados.
Os corredores ecológicos possibilitam às espécies ter acesso a mais recursos (Mario Lopez/EPA)

Monsanto

A bióloga norte-americana Ellen Damschen e mais quatro colegas da universidade do estado da Carolina do Norte estudaram, entre os anos de 2000 e 2005, o funcionamento destes corredores. Apesar de já se falar deles desde os anos 60 e 70, eram poucas as provas científicas de que conseguiam ser eficazes na protecção das espécies da maior ameaça à sua sobrevivência: a fragmentação do habitat.

Em declarações ao PUBLICO.PT, Ellen Damschen explica que esta investigação é diferente porque foi realizada a larga escala, com uma comunidade de 300 espécies de plantas e replicada em vários tipos de ligação entre habitats. Até ao momento, "a maioria das investigações estudou uma espécie de cada vez (...). Os estudos com várias espécies têm escalas pequenas, na ordem dos dez centímetros, ou então não foram replicados, algo que é vital para uma experiência científica controlada", disse.

Com a ajuda do Serviço Florestal norte-americano, os cinco cientistas criaram oito talhões numa zona de pinheiros protegida pelo Governo federal, no rio Savannah, perto de Aiken, na Carolina do Sul. Cada talhão, com 50 hectares, tinha cinco zonas distintas. Apenas duas delas estavam ligadas entre si por um corredor com 150 metros de comprimento e 25 de largura.

"Esta paisagem experimental ajudou-nos a compreender exactamente como funcionam os corredores ecológicos", explicou ainda Ellen Damschen. "Contámos o número de espécies de plantas e a sua abundância durante cinco anos. No final do estudo, os habitats ligados por um corredor tinham mais 20 por cento das espécies do que aqueles que estavam isolados", acrescentou.

Outra conclusão é que as espécies nativas "respondem de forma mais acentuada, enquanto as espécies invasoras não são afectadas". A bióloga adianta que isso talvez se deva ao facto das invasoras já se encontrarem em quase todo o lado e de não precisarem de corredores para se movimentar.

Cientistas surpreendidos com rapidez de resposta das plantas

Os investigadores constataram que os corredores ajudaram à dispersão de sementes e à polinização. Os habitats ligados por corredores têm mais variedade de aves, roedores e insectos, ou seja, animais que dispersam as sementes e agem como polinizadores. "Pensávamos que as plantas eram um grupo de espécies bastante sedentário, enraizado num local (...). Não sabíamos até que ponto iríamos ver resultados num espaço de cinco anos. Mas o que presenciámos foi uma mudança drástica", comentou Ellen Damschen. "As plantas podem sofrer alterações muito rapidamente através das suas interacções com a paisagem e os animais que nela vivem", acrescentou.

Como resultado, os investigadores defendem os corredores ecológicos como uma forma eficaz de promover a biodiversidade porque possibilitam às espécies o acesso a mais recursos e, por isso, aumentam as suas hipóteses de sobrevivência - por exemplo, passando de um local com pouca água ou alimentos para outro com maior abundância. Além disso, estes caminhos permitem às espécies escapar a ameaças como os efeitos do aumento da temperatura. "Os corredores podem ajudar a proteger as plantas e os animais dos efeitos negativos das alterações climáticas porque permite-lhes deslocarem-se mais facilmente", disse a bióloga ao PUBLICO.PT.

Actualmente já existem no terreno vários corredores ecológicos, desde os que ligam os dois lados de uma auto-estrada aos que ligam reservas naturais em vários países. Algumas das organizações não-governamentais que utiliza esta ferramenta de conservação estão a Nature Conservancy (no Chile), a Conservation International (Amazónia) e a World Wildlife Fund (Índia).

Participaram nesta investigação a Universidade do Estado de Iowa, a Universidade de Washington (Seattle) e a Universidade da Florida (Gainesville).

1 - Parque de Monsanto;

2 - Parque periférico;
3 - Anel interior: (inclui a cidade Universitária, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Hospital Júlio de Matos e Áreas Verdes integradas dos Olivais)
4 - Zona Ribeirinha: (inclui a área entre a antiga linha de costa e a linha de aterro actual);
5 - Corredor Verde de Monsanto – Av. da Liberdade;
6 - Corredor Verde Oriental (Vales de Chelas e Parque Oriental);
7 - Corredor do Vale de Alcântara;
8 - Corredor da Alta de Lisboa;
9 - Corredor de Telheiras;

Sistema Húmido (inclui sub-sistema de Transição Fluvial-Estuarino)

Publicada por grupo LSB - Limpar Lisboa

Projecto de Ligação de Monsanto a Parque Eduardo Sétimo