Como fazer jardins Zen em miniatura


Jardins Zen miniatura


Jardins Zen ou jardins secos "kare-sansui" são grandes jardins exteriores encontrados perto dos templos ou mosteiros do Japão e são pensados para incentivar contemplação interior. A areia representa o mar e as rochas, montanhas ou ilhas, o rake é usado para criar ondas neste oceano.






Nestas indicações vamos mostrar como fazer Jardins Zen miniatura, que podem ser colocados na secretária ou como decoração em qualquer parte da casa . Têm um efeito muito benéfico para aliviar o stress e ajudar a criar uma mente calma e clara, tanto na contemplação como na própria construção.

Na verdade é extremamente simples de fazer, e para além de materiais muito simples só requer imaginação e concentração interior para reflectir na obra o seu estado mental mais tranquilo (o que retornará cada vez que o observar)

Aqui está a lista que você precisa para se preparar antes de começar a construir o jardim zen.

Materiais:
- Uma base que pode construir em madeira ou comprar em barro ou outro material que agrade
- Algumas rochas que encontre, 10 centímetros de tamanho máximo
- Pequenos seixos e pedras de várias formas
- Areia
- Jornais velhos
- Ramos e outros objectos naturais que entenda agradáveis para o seu projecto pessoal

Deixamos aqui algumas imagens que poderão inspirar, mas não será difícil encontrar muitos outras fontes de inspiração.
A melhor delas todas é a própria Natureza e a sua imaginação e interior.

Bom trabalho




















Como construir um Zen de rochas

O jardim de areia Japonês

Um jardim Zen é um complemento ideal para qualquer jardim, especialmente se quiser trazer alguma paz e meditação para o seu estilo de vida. É tipicamente um jardim de estilo japonês que usa pedras, seixos, cascalho ou areia para imitar a forma e o movimento de água. Eles são simples de criar e manter, e os jardins Zen são ferramentas para ajudar a curar e relaxar a mente, corpo e alma.


Etapa 1
Descobrir o tamanho que quiser para o seu jardim zen. Isso vai depender do espaço disponível que tenha. Tenha em mente que o jardim Zen deve estar localizado em algum lugar calmo e tranquilo. O tamanho ideal é a área delimitada por quatro tábuas de madeira que são 2 metros por 4 metros.

Etapa 2
Defina cada bordo do seu lado. Use um martelo de cabeça redonda e pregos pregos para fixar as quatro tábuas num rectângulo, assim a areia e seixos pode segurar-se dentro da caixa. Pode também manchar a madeira, se desejar, ou pintá-la com uma cor neutra e pastel, de preferência com pigmentos minerais. Deixe secar.

Etapa 3
Coloque a lona de plástico preto ou folha de plástico dentro da caixa de madeira rectangular, dobrando a lona para os cantos. Vai servir para evitar ervas daninhas que cresçam aqui, bem como para conter a areia e os seixos colocados dentro de da caixa.
Etapa 4
Encha o seu jardim Zen com areia (geralmente branco e feito de granito triturado). Certifique-se que o nível da areia é o mais uniforme possível, e deve ser de pelo menos dois centímetros de profundidade. Em seguida, adicione pedras lisas e seixos, em diversas formas e tamanhos. O ponto de um jardim Zen é a posição dos elementos para criar um ambiente relaxante para o utilizador. Experimente diversos modelos, tais como a colocação das pedras para as bordas da caixa para criar uma ilusão de cascata, ou espalhando-as aleatoriamente em torno do jardim para se assemelham a uma paisagem natural. Não adicione tantas pedras que seu jardim Zen pareça confuso, é suposto ter um fluxo natural de energia através dele.

Etapa 5
Use um ancinho para criar longas linhas curvas e círculos no cascalho ou areia, para simular ondulações na água. Pode criar qualquer padrão que escolher e que ajudem a sentir-se calmo.

Etapa 6
Crie uma área de estar ao lado do jardim com um banco confortável, rede ou cadeira para que você possa se sentar e apreciar o jardim Zen, meditar, ler ou dormir.


Se acha muito trabalhoso ou confuso, contacte-nos. nós podemos ajudar


Plantas medicinais e aromáticas

 

Salva (salvia officinalis) Sage Na culinária é utilizada com porco, fígado, pato ou carne estufada com tomate, e em pratos quentes com queijo. O nome latino “salvia”, significa "cura”. O chá é bom para as gengivas inflamadas, além de aliviar diabetes e sintomas de menopausa. Diminui suor excessivo e é restauradora de energia. Usada também para depressão, tremores e vertigens.

Tomilho (Thymus spp.) Thyme É muito usado na culinaria em pratos de carne. Em infusão, no combate a infecções de garganta e pulmonares, na asma e febre dos fenos e na eliminação de parasitas. Externamente, alivia picadas, dores reumáticas e infecções fúngicas. Revigorante e tônico, é essencialmente usado como remédio respiratório.
Menta (Menta officinalis) Mint É excelente em assados ou estufado de borrego. Picada, fica bem em sopas de creme. A hortelã picada também pode ser espalhada sobre legumes cozidos e em molhos saladas de fruta. Em casos de gripe e enjoo das viagens. Adstringente, anti-caspa, anestésico, anti-seborreico, anti-séptico, anti-bacteriano, anti-oleosidade, descongestionante, estimulante capilar e refrescante.
Cidreira (Melissa officinalis) Lemon balm As folhas frescas têm um sabor e um aroma semelhantes ao do limão. Utilizam-se as folhas inteiras em ponches e bebidas de frutas e as folhas cortadas em sopas e saladas. É utilizada como antiespasmódica, antinevrálgica e como calmante. Acredita-se que ajude a conciliar o sono.Também importante como repelente de insectos.
Erva principe (Cymbopogon citratus) Lemon grass Usam-se as folhas em infusão, que têm propriedades febrífugas, sudoríficas, analgésicas, calmantes, anti-depressivas, diuréticas e expectorantes, além de ser bactericida. Da sua inflorescência extrai-se um óleo essencial utilizado em repelentes de insectos.
Oregãos (Origanum vulgare) Oregano Os orégãos são muito úteis, pois são a única erva que fica melhor seca do que fresca. Ligam bem com carne, frango, legumes e com queijo e ovos. Esta erva é muito conhecida pela sua utilização nas cozinhas italiana, grega e portuguesa. O Orégão ajuda a combater dores de cabeça causadas por problemas nos nervos. Mastigar as folhas frescas ajuda na dor de dentes.
Lucia lima (Lippia tryphylla) Lemon verbena Muito apreciada em chá, é muito digestiva e útil na diarreia, digestão, doenças nervosas, dor de cabeça, dor de estômago, enxaqueca, febre, flatulência, gripe, hipocondria, inchaço dos olhos, infecção intestinal, melancolia, náusea, nevralgia, taquicardia, vómito, vertigem, zumbido no ouvido e tónica, mas o seu uso prolongado pode provocar irritações.
Alfazema (Lavandula officinalis) Lavender O óleo essencial da lavanda (do latim "lavare",) já era utilizado pelos romanos para lavar roupa, tomar banho, aromatizar ambientes e como produto curativo (indicado para insónia, calmante, relaxante, dores, etc.). O óleo é obtido da destilação das flores, caules e folhas e é muito utilizado quer em medicina Natural como em cosmética. Em chá é um bom anti-séptico.
Poejo (Mentha pulegium) Pennyroyal Fica bem em pratos de peixe. O termo pulegium, deriva da palavra latina pulex (pulga), pois era costume queimar poejo nos lares como repelente. É eficaz como expectorante, contra a gripe, tosse crónica, calmante do sistema nervoso, constipações, insónias, dores reumáticas, acidez do estômago e asma.
Perpétua das areias (Helicrysum angustifolium) Curry plant Também chamada de planta do caril devido ao seu aroma. É usado em culinária para aromatizar sopas, molhos, vegetais, arroz, pratos de peixe e frango. Em pó é óptimo para aplicar em filetes de peixe antes de os grelhar ou assar, envoltos em folha de alumínio. O óleo tem propriedades anti-hematoma (externo ou interno). Como anti-coagulante para as contusões. É anti-flebítico (inflamação das paredes das veias, por infecção), anti-espasmódico e cicatrizante.
Alecrim (Rosmarinus officinalis) Rosemary Na culinária, em assados de carne e vegetais. A medicina popular recomenda o alecrim como estimulante em debilidade, sendo empregado também para combater as febres intermitentes e a tifóide. Uma tosse forte trata-se com infusões de alecrim, que também se recomenda para estômagos preguiçosos para digerir. Fazem uma boa base para grelhar carne ou criação.
Hipericão (Hyperucum perforatum) St Jhon’s wort O hipericão está indicado no alívio dos sintomas depressivos, embora não seja aconselhado o seu uso. As propriedades medicinais desta planta são imensas, e sempre foi muito utilizada no tratamento de perturbações nervosas, insónias, depressões, reumatismo, artrite, torções, feridas, úlceras, parasitas, afecções cutâneas, catarro, brônquios, bexiga, dores de cabeça, gastrite, má digestão, incontinência urinária, queimaduras.
Santolina (Santolina chamaecyparissus) Lavender cotton Já foi cultivada em Portugal Continental e nos Açores para fins medicinais. A folha serve para misturar em “pot-pourris” e a flor, depois de seca, é usada para arranjos florais. Também é eficaz no tratamento das picadas de insectos, bastando para isso esfregar as folhas esmagadas na zona afectada. De igual modo é usada como repelente.

Principais àrvores autóctones da região envolvente de Lisboa

CARVALHO CERQUINHO (Quercus faginea) Os Carvalhos são árvores folhosas, de folha caduca. FAMÍLIA: Fagaceae GÉNERO: Quercus ORIGEM: Península Ibérica e norte África. UTILIZAÇÕES: A madeira do Carvalho Português é muito boa para a construção, sob a forma de vigas. Serve igualmente como combustível. As folhas e frutos podem ser usados como alimento para o gado. È muito apreciado como árvore ornamental.
SOBREIRO (Quercus suber) Os Sobreiros são árvores folhosas, de folha persistente. FAMÍLIA: Fagaceas GÉNERO: Quercus ORIGEM: Península Ibérica e norte África. UTILIZAÇÕES: Muito importante pelo valor comercial da cortiça. Faz uma boa protecção dos solos e é um precioso aliado na luta contra os incêndios. Por outro lado a cortiça protege a árvore do fogo e também serve de abrigo a inúmeros animais, (sobretudo insectos e plantas) musgos, líquenes e até algas microscópicas. Os frutos são muito apreciados por muitas espécies de animais selvagens e domésticos.
FREIXO (Fraxinus angustifolia) Os Freixos são árvores folhosas, de folha caduca. FAMÍLIA: Oleaceas GÉNERO: Fraxinus ORIGEM: Toda a região mediterrânica. UTILIZAÇÕES: Tem uma madeira clara, resistente e muito boa para mobiliário, também utilizada em cabos de ferramenta e construção de instrumentos musicais. As suas folhas podem servir de forragem para gado. O freixo possui grande interesse ornamental. É resistente à poluição urbana. As folhas e casca têm propriedades medicinais, como calmante da febre e anti-reumático.
PINHEIRO MANSO (Pinus pinea) Os Pinheiros Mansos são árvores coníferas, de folha persistente. FAMILIA: Pinaceas GÉNERO: Pinus ORIGEM: Toda a região mediterrânica. UTILIZAÇÕES: A semente, (pinhões), oleosas e ricas em nutrientes, são muito apreciados para alimentação. A madeira emprega-se em vigamentos, carpintaria e construção naval. Muito importante para protecção dos solos arenosos e na fixação das dunas, É uma árvore ornamental de grande valor. Em alamedas e jardins proporciona uma sombra densa e muito agradável. Resistente à poluição urbana.
PINHEIRO DE ALEPO (Pinus allepensis) Os Pinheiros de alepo são coniferas, de folha persistente. FAMILIA: Pinaceas GÉNERO: Pinus ORIGEM: Toda a região mediterrânica. UTILIZAÇÕES: É uma espécie particularmente resistente à secura, sendo frequentemente plantada em locais calcários e semi-áridos, para evitar erosão dos solos e ainda como quebra-vento. Os troncos servem para postes de construção, para cercas e para lenha. A árvore produz resina. É plantada mais para fins de protecção do que de produção pela forma má do tronco.
MEDRONHEIRO (Arbutus unedo) Folhosa de folha persistente FAMILIA: Ericaceas GÉNERO: Arbutus ORIGEM: Toda a região mediterrânica e Europa Central. UTILIZAÇÕES: O fruto é comestível e com ele pode preparar-se uma aguardente. As folhas e a casca são muito ricas em taninos e são usadas como diuréticas, anti-sépticas e também para curtir peles. Normalmente tem porte arbustivo, mas com a idade e com condições ecológicas favoráveis, pode ser uma pequena árvore. O consumo dos medronhos em grande quantidade, pode provocar embriaguez e dor de cabeça.
SABINA DA PRAIA (Juniperus turbinata) Árvore conífera de folha persistente. FAMILIA: Cupressaceae GÉNERO: Juniperus ORIGEM: Toda a região mediterrânica na faixa costeira. UTILIZAÇÕES: O fruto é comestível e pode preparar-se aguardente, embora seja mais comum utilizar-se o J. communis para o efeito. Da destilação de frutos e folhas obtêm-se óleo essencial, usado em terapia e cosmética, sendo um dos melhores desinfectantes e curativas das vias urinárias. Os frutos têm muita vitamina C, devendo no entanto ser muito cuidadosa a sua ingestão. A madeira é apreciada para a produção de móveis, já que se apresenta particularmente duradoura
SANGUINHO DAS SEBES (Rhamnus alaternus)
Árvore folhosa de folha persistente.
FAMILIA: Rhamnaceae
GÉNERO: Rhamnus ORIGEM: Toda a região mediterrânica UTILIZAÇÕES: Arbusto de folha persistente que atinge mais de 2 m de altura. As suas bagas são bastante apreciadas pelas aves para alimentação e os seus ramos densos como abrigo para a nidificação. A madeira tem algum valor ornamental para marcenaria. Também tem valor como espécie ornamental para jardins por ser muito rústica e bonita.

Permacultura: Princípios base


A permacultura é um método holístico para planejar, actualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis.

Foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 1970. O termo, cunhado na Austrália, veio de permanent agriculture (agricultura permanente), e mais tarde se estendeu para significar permanent culture (cultura permanente). A sustentabilidade ecológica, idéia inicial, estendeu-se para a sustentabilidade dos assentamentos humanos.

Os princípios da Permacultura vêem da posição de Mollison de que "a única decisão verdadeiramente ética é cada um tomar para si a responsabilidade da sua própria existência e da de seus filhos" (Mollison, 1990). A ênfase está na aplicação criativa dos princípios básicos da natureza, integrando plantas, animais, construções, e pessoas em um ambiente produtivo e com estética e harmonia. E, neste ponto encontra paralelos com a Agricultura Natural, que sendo difundida intencionalmente pelas pesquisas de Masanabu Fukuoka por todo o mundo, chegaram as mãos dos senhores fundadores da permacultura e foram por eles desenvolvidas.

Permacultura é uma síntese das práticas agrícolas tradicionais com idéias inovadoras. Unindo o conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporcionando o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar.
A permacultura, além de ser um método para planejar sistemas de escala humana, proporciona uma forma sistêmica de se visualizar o mundo e as correlações entre todos os seus componentes. Serve, portanto, como meta-modelo para a prática da visão sistêmica, podendo ser aplicada em todas as situações necessárias, desde como estruturar o habitat humano até como resolver questões complexas do mundo empresarial.

Permacultura é também a utilização de uma forma sistêmica de pensar e conceber princípios ecológicos que podem ser usados para projetar, criar, gerir e melhorar todos os esforços realizados por indivíduos, famílias e comunidades no sentido de um futuro sustentável.

A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente. Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos - um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energias sustentáveis.

Pode-se dizer que os três pilares da Permacultura são: Cuidado com a Terra, Cuidado com as Pessoas e Repartir os excedentes.

A ÉTICA DA PERMACULTURA

1.Cuidar da Terra. Fala do respeito a todas as coisas do planeta, sejam elas vivas ou não.
2.Cuidar das pessoas. O impacto do ser humano no planeta é muito marcante. Se pudermos garantir a todos o acesso aos recursos básicos necessários a existência, reduziremos a necessidade de consumir recursos não renováveis.
3.Partilhar excedentes e limitar o consumo. São decorrentes dos dois primeiros princípios. Partilhar excedentes significa redistribuir os recursos que temos além de nossas necessidades. Limitar consumo  faz-nos repensar os nossos hábitos e conceitos de qualidade de vida. Dar prioridade ao fluxo em vez do acúmular.

FUKUOKA NA GRÉCIA























ROBERT HART: Permacultura na Floresta







O Papel do Jardineiro e do cidadão na "BioDiverCidade"

O papel do jardineiro na Biodiversidade na cidade

Entendendo BioDiverCidade como Biodiversidade na cidade, chegamos facilmente a uma linear conclusão.
Jardineiros e cidadãos (vulgo proprietários) têm um enorme papel a desempenhar no futuro da vida selvagem das cidades, com as alterações da estrutura de ocupação de solos, abandono dos quintais e considerável diminuição dos baldios, que tinham um papel fundamental como corredores ecológicos para a fauna, entre os grandes jardins ou parques existentes em Lisboa .

Elemento também a acrescentar, é o inevitável facto de cada vez existirem mais e mais disseminadas espécies de flora que são invasoras exóticas e portanto, muitas delas pouco interessantes do ponto de vista da Biodiversidade. Também a utilização de espécies tropicais nos jardins, em muito pouco contribui para a riqueza biológica, uma vez que muitas destas espécies não têm qualquer utilidade para a nossa fauna tradicional.
Ao incentivar a  jardinagem biológica estamos a incentivar a vida selvagem, por se poder estabelecer um equilíbrio entre as pragas e seus predadores naturais.  Ambas as plantas e pragas benéficas irão florescer, e com um dos elementos da cadeia de alimentos saudáveis, em substituição, as criaturas mais nefastas podem ser mantidas em níveis administráveis.




 Por exemplo, as joaninhas alimentam-se de pulgões, e as rãs, sapos e pássaros comem lesmas e caracóis, gafanhotos, escaravelhos, etc.  Sendo mais selvagem e ecológicamente amigável, não significa que tem que se ter um jardim caótico e com ar abandonado, ou do mesmo modo não significa abandonar o ideal de um relvado perfeito e rigidamente aparado.  Simplesmente o que muda para o  jardim, são a escolha de espécies e estrutura de arranjo, como plantar algumas espécies nativas de arbustos, árvores ou flores, permitindo as sementes e frutos que servem de alimento ideal a estas espécies, assim como zonas de abrigo seguras e agradáveis .

No entanto, podemos ir mais longe - que mal tem, em termos estéticos, se na visão alternativa da sua janela da cozinha estiver um prado natural, mas criteriosamente seleccionadas as espécies existentes, para se conseguir um aspecto estético pretendido? Isso poderia incrementar por exemplo, orquídeas nativas, flores do prado e borboletas, com uma tapeçaria de flores e cápsulas de sementes de ervas selvagens , e uma série de aves que se alimentam de frutos dos mesmos e nidificam nos arbustos ou árvores envolventes desse prado.

O que fazer

Dez maneiras de introduzir características atractivas para os animais selvagens

•Escolha plantas que são mais atractivas para a fauna nativa, por exemplo, os pássaros são atraídos para as plantas baga-como Medronheiros, Sanguinhos, Cotoneasters, Azevinho, Sabugueiros, etc. Também favoritos para os pássaros nativos são plantas trepadeiras como a Vinha virgem, Madressilva, Hera.
• Permitir que algumas de suas plantas fiquem até final de ciclo, para dar sementes de inverno e fornecer alimentos para as aves que se alimentam de sementes. As sementes e suas cápsulas também tem um bónus de estética, uma vez que fornecem padrões, cores e formas no jardim.
•Procure alternativas (aos  pesticidas) para combate dos insectos prejudicais ás plantas como sejam as lesmas, caracois, lagartas  e também reduzir (ou eliminar de todo) o uso de herbicidas, fungicidas e insecticidas, através da utilização de métodos biológicos de controle. Muitos insecticidas matam tanto as espécies benéficas, bem como as prejudiciais.

 .
•Use alimentadores e ninhos de aves protegidos, para proteger as aves de gatos.
•Fornecer caixas de nidificação para as aves e até morcegos. Caixas ninho são excelentes substitutos para os buracos em árvores velhas.  Em muitos jardins, pode haver muita comida, mas nada de condições para ninhos.
• As plantas perenes com flor grande, para incentivar as abelhas no jardim .  Evite muitas flores duplas que podem impedir os insectos de aceder ao néctar.
•Evite o uso de herbicidas optando pela monda manual ou aplicação de cobertura morta, utilizando restos de  plantas daninhas ou outra boa cobertura do solo (pedras, casca pinheiro, areia).
•A água tem uma caracteristica na Natureza - mesmo uma simples tigela pode incentivar rãs e outros animais que se alimentam de insectos e vermes. Libélulas e muitas aves podem usá-las para beber e banhar-se. Se tiver espaço para uma lagoa, em local ensolarado e garantir que os lados são ligeiramente inclinados. Assim os pássaros podem beber e banhar-se, os anfíbios podem viver e ouriços podem escapar se lácaírem dentro.
•Mantenha uma pilha de troncos ou pedras num canto tranquilo do jardim para servir de abrigo para insectos répteis e mamíferos - se tiver sorte, um ouriço ou sapo pode encontrar uma casa ali e alimentar-se de todas as lesmas e caracóis existentes.
•Um feixe de hastes ocas em  local tranquilo que apanha o sol da manhã, pode ser uma casa de abelhas pedreiro, solitárias .

Plantas para tentar

•Viburnum tinus (Folhado) - cor do outono boa e flores brancas no verão, que se transformam em bagas vermelhas e pretas no Outono, proporcionando uma boa fonte de alimento para as aves.
•Cynara cardunculus, (Alcachofra) - este é um grande cardo perene , com suas flores azul-violáceo, cabeças esféricas  de tamanho impressionante.

•Buddleja davidii - boa fonte de néctar para as borboletas
•Lonicera periclymenum , (Madresilva)-  fornece néctar para as borboletas e mariposas, que atrai com seu perfume nocturno. Os pássaros também comem as sementes
•Calendula officinalis, rico néctar e também é bom para o plantio consociado
•Primula vulgaris , as flores fornecem uma fonte de néctar no início da primavera, enquanto as folhas servem de alimento para as larvas de borboletas e os pássaros comem as sementes
•Hedera helix , Hera - fornece abrigo para pássaros, néctar no inverno e na primavera os frutos

O movimento Land Art - origem, história e expressão



A Land Art, também conhecida como Earth Art ou Earthwork é o tipo de arte em que o terreno natural, em vez de prover o ambiente para uma obra de arte, é ele próprio trabalhado de modo a integrar-se à obra.








A Land Art surgiu em finais da década de 1960, em parte como consequência de uma insatisfação crescente em face da deliberada monotonia cultural pelas formas simples do minimalismo, em parte como expressão de um desencanto relativo à sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como ao aumento do interesse às questões ligadas à ecologia. O conceito estabeleceu-se numa exposição organizada na Dwan Gallery, Nova York, em 1968, e na exposição Earth Art, promovida pela Universidade de Cornell, em 1969.



É um tipo de arte que, por suas características, não é possível expor em museus ou galerias (a não ser por meio de fotografias). Devido às muitas dificuldades de colocar-se em prática os esquemas de land art, suas obras muitas vezes não vão além do estágio de projeto. Assim, a afinidade com a arte conceitual é mais do que apenas aparente.

Dentre as obras de land art que foram efetivamente realizadas, a mais conhecida talvez seja a Plataforma Espiral (Spiral Jetty), de Robert Smithson (1970), construída no Grande Lago Salgado, em Utah, nos Estados Unidos da América





A Land Art foi reconhecida como a mais "suportada" das inspirações artísticas. No final dos anos 60, um numero de artistas iniciou fora das quatro paredes da galeria uma série de criações no deserto e montanhas do Nevada, Utah, Arizona e Novo México. A Land Art deixa os espaços comuns de exposição como a galeria, o atelier e o museu para "investir no planeta". Renova a noção de exposição: uma experiência real e intransponível, representada em vastos espaços, como a montanha, o mar, o deserto e o campo, para uma maior liberdade criativa.


A Land Art foi de igual modo (re)entendida como uma inspiração para os melhores artistas dessa época, o que resultou em algumas das mais surpreendentes e "díficeis-de-ver" obras de arte. Os artistas escolheram entrar eles mesmos na paisagem. Eles não representavam a paisagem, eles fundiam-se com ela; a sua arte não era simplesmente sobre a natureza, mas dentro dela. Não foram os primeiros a interessar-se pela terra, a Arte Povera também utilizou a "terra" nas suas composições, no entanto, os "Land Artists" apresentam-na num estado mais puro e bruto. As denominações Land Art (arte da terra) e Earthworks (trabalhos em / sobre a paisagem) aludem a um certo tipo de obras que têm como suporte a própria natureza, a paisagem exterior.



Os "Land Artists" usavam escavadoras e caterpillers para criar buracos na terra ou para construir largas rampas. O resultado foi uma enorme expansão da arte, na sua paisagem, na qual a formação da terra, o horizonte, o tempo e a erosão transformaram-se em verdadeiros materiais. . Os "Land Artists" aceitam os fenómenos atmosféricos, que enchem os fossos e esbatem os contornos cuidadosamente marcados, como parte integrante da obra. Desejam criar sem fabricar, e simultaneamente alertar para a precariedade de recursos naturais. O interesse destas realizações não é efémero, de um só gesto. Na Land Art a obra só se completa após a sua destruição, eternizando-se com arquivos fotográficos, que testemunham a sua evolução e decomposição.

Em espaços nus e desertos, ninguém poderá adquirir as suas obras nem lhes poderá atribuir uma cotação. Numa sociedade de hiperconsumo e de desenvolvimento industrial incontrolado, estes artistas recusam-se a criar objectos como "dama de companhia" de outros objectos.
Os seus círculos e espirais, tão característicos, são mais que uma expressão colossal da Arte Minimal. A projecção de uma atmosfera romântica associada ás órbitas cósmicas, os cultos de Fé e os rituais num espaço, a disseminação de um vasto panorama de imagens, tudo isto toca, de certa forma, na Land Art. Assim como os pintores da Landscape do século XVIII e XIX, - David Friedrich, John Constable – evocam constantemente os círculos megalíticos, estruturas indianas calendarizadas, pictogramas dos Peruvianos, entre outros.

A presença física de Michael Heizer, Robert Smithson, Walter De Maria, Robert Morris na natureza distingue-os dos outros comuns artistas. O envolvimento na paisagem é ainda mais profundo: a maior parte dos seus trabalhos estão estritamente ligados com os sítios. A força primordial do cenário, o desnudar das camadas geológicas, a exposição para a erosão e clima, o envolvimento corporal de humanos em profundidades artificiais monumentalizaram as suas obras, que viajam entre a história natural e a arte. Estes não são discretos, entendidos como representações isoladas, mas totalmente relacionados com o ambiente circundante - uma experiência inimitável, vivida nos espaços da galeria através de fotografias, mapas, documentos escritos.

Embora os artistas rejeitem o espaço físico da galeria, o que acontece de facto é que a Land Art, como todas as formas avant-garde activas, continua dependente do museu. Richard Long encontrou uma solução para este problema: a importação de elementos naturais para dentro da galeria - Vermont Georgia South Carolina Wyoming Circle, e Robert Smithson desenvolveu a teoria que relacionava a localização particular de um ambiente - o sítio - com os espaços anónimos e intercomplementares das galerias – os non-sites.
Na mesma esfera, embora num outro extremo, aparece-nos Christo e Jeanne-Claude, no seu trabalho interventivo na Landscape e, maioritariamente, na Cityscape. Nesta última, o seu trabalho, fisicamente efémero, envolve obrigatoriamente o social, tendo como resultado permanente a sensibilização comunitária e uma possível memória colectiva.

Em 1979, o crítico Rosalind Krauss propôs um entendimento racional, uma solução para a desmesurada proliferação da(s) arte(s). Baseando-se no campo extensivo de Morris, Krauss escreve que a Land Art poderia ser melhor definida como não sendo nem paisagem nem arquitectura. A sua inter-relação com as Instalações e a Environmental Art começou a fazer sentido. O conceito base foi-se transformando e adaptando, alterando a essência filosófica deste movimento - "Na Natureza nada se perde (…) tudo se transforma



Fontes: Wikipedia e Land art online