Plantação de alimentos de Inverno para aves


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Um benefício adicional para um jardim ao ser concebido ou reestruturado, acontece ao ser considerado e encarado como um sistema orgânico no contexto do método de planeamento da Permacultura, e neste sentido será tido em conta sempre a produção de alimentos e outros recursos, quer seja para nós, humanos ou para muitas outras espécies animais da fauna selvagem autóctone (nativa). E esse será o principio e o modelo mais eficaz para se conseguir alcançar o objectivo de ter um habitat de vida selvagem onde prospera a biodiversidade. 

Aves, répteis, anfíbios, insectos e nalguns casos também mamíferos, existentes contribuem para manter o equilíbrio de pragas / predadores numa relação de ecossistema harmonioso. 

Para incentivar e chamar estes animais para o jardim podem-se recorrer a várias técnicas. no caso especifico das aves, uma das melhores opções será a plantação de uma  sebe mista com espécies maioritariamente autóctones( nativas, incluindo na sua composição espécies como Pilriteiro (crataegus monogyna), azevinho (ilex aquifolium), Folhado (Viburnum tinus), Roseira brava (Rosa canina), Medronheiro (Arbutus unedo) madressilva Lonicera spp) e Hera (Hedera helix), entre outras possibilidades menos comuns como Azereiro (Philirea Latifolia) Sanguinho (Rhamnus alaternus) etc. 

Goldfinches are rarely seen unless we put up niger feeders and then they appear within the hourNo entanto também poderão ser usadas algumas espécies mais exóticas mas que no entanto são bem adaptadas e em nada nefastas para o ecossistema do jardim, como sejam as Cotoneaster, Pyracantha e Berberis que são produtoras de alimentos (bagas) especialmente boas para uma grande variedade de pássaros.A Pyracantha produz um belo efeito estético com grande quantidade de bagas vermelhas. Nas plantas importantes como recurso de alimentos para as aves no inverno  de modo óbvio estão incluídas também a maioria das frutíferas preferidas para os humanos dai que se cria um nível de competição pelos deliciosos e apetecíveis frutos como nêsperas, cerejas, maçãs, uvas e muitas outras.  
Por outro lado, a existência das anteriormente referidas espécies selvagens de arbustos e árvores autóctones, vão desviar em boa parte as aves dos frutos que nos interessam a nós. A colheita que nós compartilhamos com os animais selvagens, que muitas vezes chegam lá antes de nós, pode ser encarada como uma forma simpática de retribuir o precioso serviço que nos fazem por também comerem de igual modo, os insectos e pragas que iriam infestar as mesmas árvores de fruto, por vezes levando a que não consigamos consumir um único fruto são!
Ainda e acrescido, a sebe de espécies de arbustos/árvores nativas, é de igual modo muito importante por proporcionar abrigo para as aves que frequentem o nosso jardim. 
Um dos nossos grandes prazeres que podemos ter é alimentar adicionalmente os pássaros no inverno com  sementes como, amendoim, cereais muito diversos e até restos de pão já velho.
Este tipo de prática através da instalação de comedouros para aves, estratégicamente colocados em pontos escolhidos do jardim, podem de igual modo proporcionar o prazer de conseguir excelentes momentos de observação ornitológica, óptimas fotos e momentos de partilha saudável e harmoniosa com a Natureza.



Se viver já nos limites da cidade e em maior proximidade de zonas de campo ou matas de maior extensão, então terá o privilégio de receber muitos mais visitantes, tanto em quantidade como em diversidade. O inverno é um bom momento para bagas de plantas e árvores que muito embelezam o jardim e proporcionam o brilho de satisfação em saber   que estamos ajudando estes animais nos tempos mais duros e de maior escassez de alimento na natureza.

Biodiverse habitat has attracted ants which attracts green woodpeckersAlimentar aves num e através de um jardim é uma actividade agradável e muito útil na manutenção da biodiversidade em meios humanizados e que por vezes até pode resultar na satisfação de algumas dessas aves apreciarem tanto as ofertas, que escolham o nosso jardim para ai nidificar e criar  a sua descendência. 

Esse será o melhor dos elogios, o prémio pelo esforço. 

Por vezes este mesmo incremento de alimento que proporcionamos,  pode inclusive resultar numa postura adicional de ovos no verão, tão vital para algumas das nossas espécies de aves, ameaçadas de extinção, pois como é compreensivel, ao perceberem a maior disponibilidade de alimentos, as aves, que têm a capacidade de regular a intensidade e numero das posturas, irão sentir claramente que podem ter mais crias, pois o alimento é suficiente para garantir a subsistencia de todos. 

Curiosidades sobre plantas

Extraido de Naturlink
http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=13&cid=3018&bl=1
Coordenação de M.C. Reis e A.M


1. Na Austrália a diversidade de espécies vegetais é muito grande o que levou a que os primeiros exploradores a designarem por "Botany Bay" (Baía Botânica) um local onde encontraram mais de 1000 espécies diferentes de plantas.

2. Na Austrália há cerca de 600 espécies diferentes de eucaliptos (Eucalyptus spp.).
3. Os larícios (Larix spp.) são coníferas, tal como o pinheiro, mas têm a particularidade de mudarem de cor no Outono e perderem as folhas.
4. As árvores funcionam como bombas de água, pois através do seu sistema de vasos (ou vascular ou de transporte de seiva) podem elevar, da raíz até às folhas, uma quantidade extraordinária de água.
5. Uma árvore nova e com pouco mais de um metro pode elevar para as folhas até 45 litros de água por dia. Um carvalho de tamanho médio pode elevar mais de meia tonelada de água para prover as suas necessidades.
6. A largura dos aneis das árvores varia na razão directa da quantidade de madeira formada num ano.
7. As árvores mais velhas que existem à superfície do globo terrestre 
são o Pinus aristata, existindo alguns exemplares com mais de 8000 anos nas Montanhas Brancas dos Estados Unidos da América, a cerca de 2700 m de altitude.
8. Há sequóias (Sequoia sempervirens (Lamb.) Endl e Sequoia giganteum (Lindley) Buchholz) com mais de 3 000 anos. Por terem tantos anos, possuem uma casca muito espessa e praticamente invulnerável ao fogo, às doenças e aos insectos.
9. As sequóias são as árvores mais altas do mundo, estando referenciadas seis com mais de 100 m de altura, todas no estado da Califórnia. Em Portugal existe uma sequóia de dimensão apreciável em Vidago.
10. A árvore mais alta de Portugal é um eucalipto - Eucaliptus diversicolor - situado na Mata de Vale de Canas, com cerca de 70 m de altura
11. O Louro inamoim é uma espécie arbórea que vive na Amazónia, da qual se pode extrair até 20 litros de seiva, que é utilizada como combustível pois é muito semelhante à gasolina.
12. A Gingko biloga é uma árvore comum no Japão. Diz-se que é muito resistente, pois foi a única espécie vegetal que sobreviveu ao bombardeamento atómico de Hiroshima.
13. Algumas espécies de bambus chegam a crescer mais de 90 cm num único dia.
14. A maior semente do mundo é produzida por uma espécie muito alta de palmeira, que vive nas ilhas Seychelles. É o "côco do mar", que pode chegar a pesar mais de 20 kg.
15. Uma única planta tem a capacidade de purificar o ar de uma sala de 9 m2.
16. Existe na Amazónia uma flor com mais de 2 metros de diâmetro.
17. O nome urtiga vem do latim "urere" que significa arder. É o nome genérico dado a plantas que apresentam um mecanismo de defesa que consiste em produzir determinadas substâncias (por exemplo a histamina, a acetilcolina e o ácido fórmico), que ao entrarem em contacto com a pele, provocam uma dilatação dos vasos sanguíneos e um inflamação localizada. Estas substâncias são armazenas em minúsculos pêlos do caule e folhas das plantas, possuidores de uma extremidade muito frágil que se rompe ao mais ligeiro toque.
18. O micélio é a parte principal e subterrânea de um fungo que realiza todas as funções das raízes, caules e folhas de outras plantas. É constituído por uma massa de fios muito finos designados por hifas.
19. O micélio de um fungo frutifica sob a forma de cogumelo em condições de humidade elevada. Este cogumelo varia muito de dimensão, forma, côr e grau de toxicidade. Alguns são muito venenosos, mas outros são comestíveis.
20. Um líquene é formado por um fungo e por uma alga unicelular. A alga produz substâncias orgânicas através da fotossíntese que alimenta o fungo. Por sua vez, o fungo, com as suas hifas, protege a alga. Esta associação é tão íntima, que vivem ambos como um organismo único. Os líquenes encontram-se em qualquer tipo de superfície livre, desde rochas a troncos de árvore. Crescem muito lentamente e podem viver centenas de anos. Muitas espécies só se desenvolvem em locais onde o ar não está poluído, pelo que são muitas vezes utilizados como indicadores da qualidade do ar.
21. As micorrizas formam-se quando um fungo invade as raízes de uma planta. O fungo retira nutrientes da planta, mas esta também beneficia, porque o fungo ajuda-a a absorver os sais minerais do solo. Tal como os líquenes, as micorrizas também são um exemplo de mutualismo, uma associação de duas espécies, da qual ambas colhem benefícios. É um tipo de associação que se encontra em muitas plantas. Algumas plantas, como por exemplo certas espécies de orquídeas, só se desenvolvem com a colaboração dos fungos.
22. As plantas carnívoras apresentam diversas adaptações para capturarem os animais com que complementam a sua alimentação. Um exemplo de estratégias de captura de insectos é o da Sarracenia purpurea, espécie nativa da América do Norte. Ela possui folhas transformadas em jarros, muito coloridos, que funcionam como armadilhas. Para além da cor que actua como elemento atractivo para os insectos, estas folhas emitem ainda um odor, que os atrai para a margem dos jarros. Quando um insecto pousa, ele escorrega para o interior da armadilha, pois esta encontra-se humedecida por uma substância viscosa. Já dentro do jarro, os tecidos do insecto são digeridos por substâncias químicas que a estrutura vegetal secreta, transformando-se em nitritos e nitratos que são, em seguida, absorvidos pelo vegetal. O insecto é impedido de subir as paredes internas do jarro, pois estas encontram-se cobertas por pêlos viscosos, que garantem o insucesso da fuga.

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL : TAPADA DA AJUDA – UMA FLORESTA A DESCOBRIR


Programa de educação ambiental :
tapada da ajuda – uma floresta a descobrir


No âmbito do ano internacional das florestas em 2011, o Centro de Ecologia Aplicada do Instituto Superior de Agronomia, o projecto Cultivar biodiversidade, promovem visitas lúdico-pedagógicas destinadas a escolas do Ensino Básico e pré-escolar na Tapada da Ajuda.
Estas visitas são um convite para experiências e explorações sensoriais e integrais que estabelecem a ligação íntima e dependente que o ser humano tem com as florestas. A partir desta conexão entre a floresta e os participantes abordamos a importância das florestas no desenvolvimento sustentável, meta imprescindível para a nossa e para as futuras gerações.

A sabedoria das árvores / primeiro ciclo


Num passeio pela Tapada da Ajuda os participantes vão descobrir a estreita ligação entre homens e árvores desde que habitamos o planeta. Das histórias e mitos, às utilizações práticas que tornam as árvores os melhores amigos do homem.
O grupo vai conhecer algumas espécies e curiosidades sobre elas, vai entrar na casca de uma árvore e criar uma ligação de seiva e coração.



Objectivos gerais:




          Facilitar uma aproximação lúdica e afectiva à floresta
          Conhecer algumas espécies de árvores representadas 
          Conhecer as árvores, como são, como vivem 
          Sensibilizar para a ligação cultural, económica e ecológica entre homens e árvores
          Conhecer alguns exemplos de interdependências entre árvores e outras espécies
          Estabelecer uma relação positiva pelas vivências directas com a floresta e com a natureza
          Sensibilizar para a importância da biodiversidade das florestas para um futuro sustentável

O poder dos consumidores na sustentabilidade (vídeos)

Apresento aqui a sequência esta excelente série de filmes em educação ambiental e cidadania para a sustentabilidade. Como consumidores temos um papel muito mais importante do que pensamos. Tanto na protecção do ambiente como da ordem do mundo. seja consciente nas suas opções e faça parte da mudança.

E como conclusão destas mensagens? Não devemos ter mais nada destas coisas?
Podemos obviamente, mas como em tudo, que o façamos em consciência e noção do impacto que estamos a contribuir. O usual dilema de fazer parte do problema ou da solução?

Uma coisa é certa, regra geral somos compelidos a consumir muito mais que o que necessitamos, fomentando a riqueza dos que nos ludibriam e manipulam nesse preciso objectivo, enriquecer. E não raras vezes degradando as nossas próprias possibilidades financeira e de igual modo, qualidade e sentido de vida, por nos cobrirmos de coisas que na maior parte das vezes são meras ilusões criadas pelos sistemas da sociedade de consumo.

Ou seja estamos a trabalhar, esforçar e fazer sacrifícios para melhorar a nossa vida ou para enriquecer um pequeno grupo (já deveras rico) degradando o meio ambiente de um modo irreversível para nós e sobretudo as gerações seguintes?
paradigma difícil que cabe a cada um decidir e optar em consciência... 

Aqui está a informação de forma muito clara e acessívellúdica até...

O dilema de consumo-Ecologia e Sustentabilidade ambiental



O processo de produção e consumo dos cosméticos



O processo do comércio e consumo da água



O processo ambiental do consumo de equipamento electrónico




O actual estado do Mundo: Crise ou oportunidade?

A tão chamada crise económica no presente é quanto a mim e de forma muito clara uma oportunidade para uma reorientação ecológica da economia e  da orientação sócio-cultural da população dos países industrializados. Encare-se nem que seja na perspectiva de uma abordagem positiva e construtiva de que, "o copo não está meio vazio, mas sim meio cheio". 

Conseguir aplicar uma nova abordagem da sustentabilidade tanto na dimensão cultural, do imaginário colectivo e da subjectividade, quanto na dimensão social, nas formas de produção da subsistência humana e alimentação conseguindo inclusive dar novos contornos e substância ao conceito. Ter como base a Permacultura para uma nova visão do mundo incrementando a prática da ecologia individual, social e para o planeta como ferramenta num processo de transformação interna e externa.


O conceito de sustentabilidade tem vindo a ser construído e reconstruído, de vários prismas e formas de abordagem, desde os anos 70, resultado de muitas convulsões sócio-ambiental e nas dinâmicas sociais e ambientais. A falência ou esgotamento de muitos dos modelos tidos até recentemente como ideais e como tal, em posição dominante, criou o imperativo de rever o conceito de sustentabilidade Nas suas várias abordagem possíveis de uma forma multidisciplinar e transversal, devendo propor-se a conseguir facultar uma nova visão e abordagem do mundo e seus mais prementes problemas actuais a que comummente se convencionou chamar de "crise". O planeamento em Permacultura no contexto mais rural e os movimentos de transição, no contexto mais urbano, estão muito próximos de ter o sucesso onde todos os outros falharam


Este excerto de um documento do movimento "Cidades em transição", ilustra bem este pressuposto:
“Cidades em Transição”, como são conhecidas, são a soma de movimentos localizados que tem como alvo a mitigação dos efeitos das futuras crises criadas pelo aumento do preço do petróleo e da mudança climática. São cidades – e cidadãos – que decidiram fazer uma profunda mudança de paradigma para que seja alcançado um modelo mais sustentável que possa ser marcado pela auto-suficiência (reduzindo os impactos ecológicos) dar suporte à energias alternativas, construir cidades mais habitáveis e contribuir para um consumo local e responsável. 

Essas cidades desejam aprender com as suas histórias para construir um futuro melhor. No passado, os produtos eram feitos nas cidades ou em seu entorno e os habitantes desses centros urbanos aprenderam a obter maior eficiência do uso de recursos locais. Isso permitia que as cidades estivessem melhor preparadas para momentos de crise. 


A mudança de paradigmas afecta todos os aspectos das cidades: o meio ambiente (reduzir os impactos ecológicos, recuperar, reciclar, promover energias renováveis, etc.), o modelo de crescimento da cidade (promover a cidade compacta), a qualidade de vida das pessoas (com cidades construídas por pessoas para pessoas, pensando nas futuras gerações), e inovações urbanas (cidades mais inteligentes e eficientes). "

Este filme de seguida apresentado é mais uma excelente achega para ilustrar de modo bastante clara aquilo que pretendo transmitir:



Oficina prática de Hortas em Permacultura


Num curso em que os participantes ficarão a saber efectivamente como iniciar e fazer uma horta ecológica num quintal, pois irão participar de todo o processo de instalação de uma horta in loco:

1. A concepção e design
2. A preparação dos solos
3. Camas elevadas
4. A criação do composto
5. As plantações e sementeiras
6. A manutenção
7. A instalação do sistema de rega
8. A protecção e fitossanidade


No final os participantes recebem um manual em pdf de agricultura biológica, uma tabela de consociações de culturas e uma tabela de tratamentos e controle de pragas e doenças
Preço: 42 Euros (inclui almoço vegetariano bio)



Inscrições : info@a-love-supreme.pt

Oficina Hortas ecológicas em família

Dia 28 (Domingo) entre as 10.30 e as 13.00




No processo semear ou plantar hortas, Pais, mães e os seus filhos podem partilhar entre si o processo fantástico da dos princípios base da natureza e do cultivo de alimentos, estreitando relações, num mundo em constante mudança de formas e estratégias de sobrevivência.
1.  Preparar a terra
2.  Observar e desenhar a horta
3.  Conhecer os factores naturais condicionantes
4.  Semear e plantar
5.  A compostagem e os solos
6.  A colheita e conservação de sementes

Valor 10 euros para 1 adulto e uma criança e
 3 euros para mais um adulto ou criança


O que é o Movimento de Transição e Permacultura: Inicie o seu no bairro de residência


O movimento de transição surgiu na Irlanda e foi criado por Louise Rooney sendo popularizado por Rob Hopkins na Inglaterra. Depressa se difundiu por todo o mundo, encontrando-se neste momento numa fase de enorme expansão.

Este movimento tem como base o facto de nos aproximarmos do fim da era do petróleo barato e tem como finalidade sensibilizar e dotar as comunidades de capacidades para enfrentar esta situação e as alterações climáticas.

Surgem por todo o mundo, em muitas cidades, associações/ONGs dedicadas à realização das mais diversas acções que têm sempre como objectivo a sensibilização e preparação das pessoas para as duas questões mencionadas.

Resumidamente, é um movimento que tem como objectivo transformar as cidades em modelos sustentáveis, menos dependentes do petróleo, mais ligadas à natureza e mais resistentes a crises externas, tanto económicas como ecológicas.


De forma a orientar as iniciativas interessadas em aderir ao movimento, o Rob Hopkins criou os “12 passos para a transição” que se encontram no seu livro “The transition Hand Book” (O livro de bolso da transição).

Esses 12 passos são os seguintes:

1.Formar grupos na sociedade para procurar possíveis medidas para a diminuição do consumo de energia na comunidade. Questões como a importação de alimentos, energia, educação, moeda local, urbanismos e transportes. É muito importante que o sucesso colectivo seja colocado acima dos interesses pessoais. Deve haver um representante para cada grupo.
2.Identificar possíveis alianças e construir redes de trabalho. Preparar a sociedade em geral para falar sobre as consequências do pico do petróleo e sobre o aquecimento global e alterações climáticas. Normalmente realizam-se palestras com especialistas e mostras de filmes relacionados com o tema.
3.Incorporar ideias de outras organizações e iniciativas já existentes.
4.Organizar o lançamento do movimento que pode ocorrer entre seis meses e um ano após o passo número um.
5.Formar subgrupos que vão olhar para as suas regiões específicas e imaginar como a sociedade pode torna-se resiliente, ou seja, ser auto-suficiente e capaz de suportar choques externos, como a falta do petróleo.
6. Fazer eventos em espaços abertos. É importante que a sociedade perceba o movimento e queira fazer parte dele.
7.Realizar actividades que requerem acção, como por exemplo, plantar árvores de fruto autóctones.
8.  Recuperar hábitos perdidos como fazer concertos públicos, cozinhar, fazer jardinagem, cultivar hortas e andar de bicicleta.
9.   Construir bom relacionamento com o governo local.
10.Escutar os mais velhos. As pessoas que viveram entre 1930 e 1960, época em que o petróleo ainda não era tão importante, podem ter muito para ensinar.
11. Não manipular o processo de transição para essa ou aquela tendência. O papel do movimento não é levar todas as respostas, mas deixar que a população encontre meios para a transição. O movimento deve ser um catalisador de ideias.
12.Criar um plano de acção para reduzir o consumo de energia da cidade.


O filme sobre o movimento Das Cidades em Transição


Links que podem ajudar no processo de criação de um núcleo de transição no seu Bairro:








Conselhos de Outono para o jardim- Folhas caídas


O outono é para muitos e em certas partes do planeta, onde muitas das árvores perdem as folhas (caducifólias), uma das épocas mais bonitas do ano com as árvores salpicadas em vermelho, laranja, amarelo e cor de vinho em todos os matizes contrastante com os vários tons de verde, daquelas que conservam as folhas durante o Inverno.


Infelizmente, por um lado, toda esta beleza é muito efémera e em breve  estarão a formar um tapete em todo o nosso terreno, a boa noticia é que esse tapete de folhas vale mais que ouro para o solo. Se for uma área florestal ou parque grande, tanto melhor porque esse tapete de matéria orgânica é um fervilhar de vida e renovação, se for no nosso jardim ou quintal, evite olhar para todas essas folhas caídas como uma tarefa incómoda, e olhe como elemento de fundamental importância no jardim. São muito ricas em nutrientes e bom para o solo. mais uma vez (como em tantas outras coisas) deveremos colocar a Natureza a trabalhar para nós em vez de contra nós.
Folhas e detritos caídos no chão em bosques e florestas é a razão para o solo se manter rico em nutrientes. 

Uma maneira de fazer uso da abundância de folhas caídas é usar um cortador de relva. As folhas estilhaçadas em muito s pedaços desfiado  são boas para os relvados. Por outro lado, camadas  de folhas inteiras deixadas a decompor no seu próprio tempo pode causar problemas. Podem criar-se grossas camadas, pesadas quando se molharem, o que pode ser sufocante para gramíneas e outras plantas de relvados. Um cortador de relva dos mais simples e baixo custo ao cortar a relva, também vai triturar as folhas caídas e adicionar nutrientes ao solo. 

Se não quer mesmo o relvado imaculado, então remova mas ainda assim ainda pode aproveitá-las para um excelente uso no jardim como adubo ou cobertura morta. As folhas ainda terão de ser picadas, se usadas como cobertura morta. Uma vez colocadas nos locais pretendidos irão decompor e enriquecer o solo e em simultâneo proteger da evaporação e germinação excessiva de ervas
Se nada disto estiver nos seus objectivos, a compostagem é uma excelente maneira de usar as folhas caídas (assim como todos os outros resíduos vegetais do jardim). 
Um bom composto precisa de resíduos "verdes", como restos de cozinha (sem carne ou subprodutos) e material seco e celuloso (palhas, ramos, cascas de frutos lenhas, aparas madeira, etc). O material pode incluir palha, plantas mortas e folhas. Para iniciar um composto pode usar as folhas, em seguida, misture borras de café, cascas de ovos,  frutas e restos de vegetais. Existem recipientes para compostagem  disponíveis para compra no caso de espaços ou quintais muito pequenos ou impermeabilizados, mas em quintais de média dimensão ou jardins isso não é necessário. Basta reservar um pequeno canto mais afastado com cerca de 1 metro e meio de lados. A pilha de composto também precisa receber algumas  horas de sol por dia para ajudar a "cozinhar" o processo. É melhor tentar adicionar materiais tanto verde e secos em quantidades semelhantes para manter o processo de compostagem saudável e autónomo. Depois de alguns meses, os materiais se decompõem num aditivo  para o jardim rico em nutrientes.
O tempo de compostável depende do clima, sendo que na zona de Lisboa 4 meses será suficiente. As folhas do outono estão agora começar a cair e agora já pode também olhar para os benefícios que trazem ao invés só do trabalho que vão dar. Uma maneira simples de obter um solo rico em nutrientes com o mínimo esforço seguindo os ritmos e padrões da Natureza.


Caso ache tudo isto muito complicado e trabalhoso e assim o prefira, nós prestamos o serviço de manutenção construção e gestão de composteiras. Disponha e contacte

Curso de Introdução à Permacultura



Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa 
Rua D. Estefânia, 175 - 1000-154 Lisboa
Lisbon, Portugal


Sábado, 15 de Outubro às 10:00 às 18.00 - Domingo 16 10.00 às 18:00

Permacultura é um sistema de design e concepção de sistemas que criam ambientes humanos férteis e produtivos mas sustentáveis e em harmonia com a Natureza. Na contracção de «cultura» e «permanente» resulta este termo, o que torna claro ser mais que um conjunto de técnicas ou sistemas, e sim uma atitude de e forma de estar transversal e multidisciplinar a todas as actividades humanas, assente em dois princípios base:
* Cuidar das pessoas
* Cuidar da terra

Neste curso de “Introdução à Permacultura”, aborda-se o compreender o conceito e suas extensões práticas e aplicadas, compreender a ética, princípios e fundamentos da Permacultura, Incidindo mais no contexto urbano (porque na cidade estamos), mas também extrapolado para a vida no campo.

Noutra componente serão apresentadas algumas técnicas e métodos para fornecer a capacidade de avaliação da importância da permacultura para a sua vida pessoal e de que forma a podem aplicar. Como objectivo final, os participantes deverão estar aptos a formular opções, atitudes e modos de vida mais sustentáveis.

Preço 50 €
45 € professores e alunos da ESMTC

Formadores: Maurício Umann
                    Tito Lopes

Inscrições e informações
cultivar.biodiversidade@gmail.com
966237047