O curso "sementes à terra", oficina muito prática de Bio-horta em permacultura realizado em Junho de 2011 foi uma extraordinária experiência que agradecemos a todos os participantes, (assim como feed-back que nos têm dado posteriormente).
Foi unânime a opinião e sensação de terem ficado realmente (e nalguns casos, finalmente) esclarecidos e "experientes", de como se faz na prática uma horta biológica, para alem da compreensão de vários conceitos e técnicas.
Gratos também à Dra. Joaquina Corado pela gentil cedência do seu quintal para a realização do curso, assim como da sua extraordinária hospitalidade com anfitriã.
deixamos aqui algumas fotos cordialmente partilhadas pelo formando, João Anastácio.
Um grande obrigado a todos
Situado em Idanha-a-Nova, este é um espaço de actividades e iniciativas com vista à Cura e Regeneração de sistemas naturais e humanos. Permacultura, Ecologia profunda, Ecosofia e Escuta Ativa são os princípios a partir dos quais partimos para experimentação e implementação de soluções, com vista à aquisição de modelos regenerativos integrados.
Porque devemos esforçar para relacionar com a Natureza
"Eu
gosto mais de brincar dentro de casa, porque é lá que estão todas as tomadas eléctricas
", vem referido como declaração de uma criança no livro “Last Child in the Woods “ de Richard Louv.
Esta
afirmação (e muitas outras semelhantes que frequentemente tenho ouvido no
trabalho com crianças) dá o choque da percepção de como as estão desligadas da
natureza, pois, tanto crianças como adultos, estão cada vez mais viciados em
aparelhos digitais e tecnologia. O problema é que, á medida que passamos mais
tempo no mundo electrónico e virtual, estamos menos em contacto com o natural.
E se perdemos
ainda mais da nossa conexão com a natureza, da vivência e partilha com os elementos
da terra, o que isso pode significar para o planeta?
Sabe-se que
desde o ano de 2009, 93% dos adolescentes e 77% dos adultos estão online, de
acordo com um Relatório do projecto "Pew internet" . Crianças com idades entre 8-18
gastam uma média de 7,5 horas por dia, 7 dias por semana, em contacto com computadores,
TV, jogos de vídeo, aparelhos de música, telemóveis, etc de acordo estudo da Fundação Kaiser Family.
Um outro
estudo descobriu que mais crianças de tenras idades, podem jogar um jogo de
computador e abrir um navegador na internet do que nadar ou andar de bicicleta.
Enquanto isso, tem havido um declínio constante nas visitas em áreas em vários
pontos do planeta, e uma queda em caminhadas, campismo, e actividades de ar
livre de um modo geral.
Hoje muitas
crianças e adultos sofrem do que Richard Louv chama de "transtorno de deficit
de natureza" - a consciência reduzida e uma diminuição da capacidade de
encontrar sentido na vida ao nosso redor. As crianças já não têm a oportunidade
de brincar livremente na natureza, explorando madeiras ou corrente de um
ribeiro, e há menos áreas naturais que são facilmente acessíveis, sobretudo nas
zonas mais urbanas. Embora eu tenha crescido no campo, vários amigos que
cresceram em Lisboa afirmam que em crianças tinham oportunidade de explorar
muitos baldios então existentes e actualmente transformados em prédios de
habitação estacionamentos ou zonas comerciais, portanto, até aqueles campos de
erva que possibilitavam inúmeras brincadeiras e aventuras, actualmente
desapareceram na cidade.
O tempo livre
das crianças é altamente planeado em inúmeras actividades extra escolares (a
musica, o inglês, as artes plásticas, etc) deixando muito pouco tempo para a
brincadeira livre de descoberta do mundo, as suas vidas são cada vez mais
protegidas na medida que as famílias se preocupam cada vez mais com os perigos
que representam os estranhos, as doenças transmitidas por insectos e germes e
sobretudo o grande fantasma do futuro e da habilitação técnica para o mundo
profissional cada vez mais competitivo e exigente. E as escolas estão cada vez
mais em corte com as viagens de campo, quer seja por não terem verbas para tal,
como pela enorme pressão de responsabilidade que tanto pais/mães assustados, ou
ainda pelas regras que instituição Ministério da educação lhes impõe também
estes vitimas da incrível paranóia e fobia que a natureza é perigosa e
assustadora. Isso e infelizmente (pelas consequências indirectas) já há muitas décadas
que não acontece, sendo completamente obsoleto e castrador.
A nossa
definição de natureza precisa ser mais ampla que um ecrã de computador ou
televisão, ou as páginas de um livro (por muito bons que sejam). Precisamos
fugir da ideia de que a natureza é "lá fora", que é algo que se deve
visitar, mas inevitavelmente implica uma deslocação de muitos quilómetros. Tudo
isto implica repensar o papel da natureza nas nossas cidades, e sobretudo nas nossas
vidas quotidianas, o que numa relação directa de efeito causa, significa que
temos também de repensar o nosso papel na Natureza.
Nos dias
que correm temos mais de metade da população mundial que vive em cidades, e em,
resultado está diante de dois extremos opções em termos das experiências
significativas na natureza que nos podemos proporcionar. Ou o início pela opção
de novos tipos de cidades ou uma nova definição de natureza.
De acordo
com Louv, a conservação já não é de todo suficiente, é preciso também restaurar
ou criar habitats naturais nas quintas e propriedades rurais, nas cidades,
bairros, prédios comerciais, estradas, e também em telhados e varandas, para
proteger a biodiversidade de que todos os seres vivos, incluindo os humanos, precisam.
No entanto,
algumas análises e indicadores, evidenciam a existência de vários factores
positivos entre a saúde humana, a inteligência e natureza.
As crianças
são mais saudáveis, felizes, e provavelmente mais inteligentes e criativas
quando têm algum tipo de relação regular com a natureza, pois esta tem efeitos
positivos sobre as crianças com transtorno de deficit de atenção, asma e
obesidade. Por outro lado é bem sabido que estar na natureza alivia o stress e
melhora a saúde física.
Par os
trabalhadores que estão em espaços em foi dado alguma atenção e espaço para a
natureza na sua concepção, estas pessoas são mais produtivas, saudáveis e
criativas. Também em pacientes de hospital em que lhes é permitida a observação
de algum verde e natural existente fora da janela, constata-se a capacidade de
curar o recuperar mais rapidamente, para além de não chegarem a entrar na
depressão inerente ao estado de doença e incapacidade, mesmo que temporária.
Alguns
estudiosos acreditam que temos uma ligação inata e espontânea, uma afinidade
inata para a ligação com a natureza, ao que chamam biofilia.
Mas por outro lado as pesquisas indicam que se as crianças não têm a
oportunidade de explorar e desenvolver essa biofilia durante os primeiros anos
de vida, essa biofilia irá
transformar-se muito claramente em biophobia , um processo de aversão à natureza, que
acontece sobretudo por medos e inseguranças desenvolvidas e muito difíceis de
ultrapassar. A biophobia pode assumir a forma de um medo de estar na natureza, até
ao desprezo relativamente ao natural, assumindo a ideia que o que não é feito
ou conseguido pelo homem nada vale, adoptando então uma atitude em que a
natureza é nada mais do que um recurso descartável, atitude essa que levará
inevitavelmente a humanidade á sua própria extinção a não muito longo prazo.
Se queremos
proteger o nosso ambiente e a biodiversidade, teremos de socialmente ir criando
oportunidades tendo em conta que relacionar com a natureza é crucial para
crianças e adultos. Precisamos passar
mais tempo desligados da tecnologia e encontrar maneiras de deixar a natureza equilibrar
as nossas vidas, tão conturbadas nos dias que correm.
Encontrar
pequenas aberturas para a natureza em cada dia, seja no na cidade, em casa, no
local de trabalho, nas escolas e nos bairros. Perdermos algum tempo a olhar
para uma árvore, um canteiro de flores, aves em voo ou outros factores. Para as
autarquias ou para aqueles que têm o privilégio de ter um pequeno quintal, a
plantação de espécies autóctones e nativas nos referidos espaços, pode
revelar-se vital. Assim como deixar parte dos espaços selvagens. Fazer um esforço
na vida atribulada para levar as crianças em caminhadas, um piquenique no
campo, construir um alimentador para aves ou ir fazer observação destas aves, um
passeio no parque, andar de bicicleta, criar uma horta comunitária, fazer um
piquenique, ou exercício físico ao ar livre. Tudo vale.
Também são
cada vez mais aqueles que trabalham para retornar as crianças à natureza
através da educação, urbanismo, arquitectura, conservação, saúde pública e muitas
outras disciplinas, com a natureza servindo de base para ideias e ferramentas que
os professores e as famílias utilizam em actividades e eventos.
"No
final, o destino da biodiversidade e dos ecossistemas depende das escolhas
políticas e escolhas individuais...", escreveu Peter Kareiva- "Se as
pessoas nunca experimentam a natureza para terem a percepção e compreensão dos
serviços que a natureza proporciona, é improvável que as pessoas acabem por escolher
um futuro sustentável." De facto, a maioria dos ambientalistas e
conservacionistas seguramente tiveram experiências profundas com a natureza enquanto
foram crianças, experiências essas que ajudaram a moldar as suas aspirações
futuras. Por mim falo e do mesmo modo, por muitos outros colegas de trabalho
que tenho conhecido ao longo do meu percurso, em várias instituições,
organizações e projectos, sempre e de algum modo com a conservação da natureza
e o desenvolvimento sustentado como bandeiras principais.
Temos de assegurar à próxima geração que também tenha a oportunidade
de ter encontros significativos e marcantes com a natureza, porque não pode
crescer a amar sem não experimentar e tocar.
Se as
crianças perdem o amor pela natureza, quem e como serão os gestores do ambiente
do futuro?
Uma coisa é
absolutamente certa e incontornável na equação a formular na nossa actualidade
Não é o planeta
que urge salvar, pois ele já passou por experiências mais difíceis que “a humana”
e a todas sobreviveu. É a nós e ao nosso modo de vida que temos de salvar, pois
para o planeta e universo, trata-se apenas de mais uma ou menos uma extinção… a
vida continua, com ou sem humanos "
Cultivar Biodivercidade
jardins urbanos como habitats
O aumento das zonas urbanas acontece actualmente a um ritmo acelerado em todo o mundo, o que de forma geral e transversal, é unanimemente aceite como um factor prejudicial para a biodiversidade. Interessa então maximizar o potencial benefício de ambientes urbanos para a vida selvagem, para o que é essencial entender os possíveis diferentes tipos de uso do solo urbano e respectivos efeitos para a biodiversidade.
Os pequenos (mas muitos) jardins domésticos de particulares têm o potencial de desempenhar um papel crucial no apoio à biodiversidade urbana. Em Lisboa (classificada actualmente como uma das cidades Europeias com maior impermeabilização de solos), as zonas residenciais podem ser responsáveis por mais de 60% de área de terra urbana pelo que os jardins privados podem representar uma proporção significativa da área verde total.
Os jardins urbanos, obviamente, não são um substituto para muitos dos habitats semi-naturais, mas não têm que ser desertos de vida selvagem. Os jardins, caso direcccionados para esse efeito, podem oferecer uma grande variedade de recursos, variedade de microclimas, espécies de plantas, e estruturas de vegetação. Do mesmo modo e igualmente importante, podem recriar habitats, tais como pequenos logos, que na verdade podem ser de forma irónica, cada vez mais escassos na própria natureza. A diversidade da fauna potencial é ilustrado pelo estudo de longo prazo no jardim de um subúrbio em Inglaterra (onde as condições e tipo de vegetação e fauna não são muito diferentes da nossa), e que foi gerido com beneficio para com a vida selvagem, onde mais de 2.200 espécies animais e vegetais foram registados. Noutro estudo registaram mais de 95 espécies de plantas silvestres num só jardim.
Além disso, os jardins não são habitados apenas por espécies comuns e vulgares, ou mais abundantes e adaptáveis. Acontece não raras vezes que algumas espécies de plantas autóctones são actualmente já consideravelmente raras no estado selvagem e nestes casos, as espécies de fauna directamente dependentes podem estar em quase extinção na Natureza selvagem, mas existir num jardim por lá existir essa determinada espécie vegetal. Deste modo um simples jardim pode ter não só um efeito de incentivo é biodiversidade, mas ser um verdadeiro reduto final para algumas espécies sériamente ameaçadas no estado Natural.
Quais os factores que afectam a biodiversidade nos jardins domésticos?
Este tipo de estudo revelou-se muito valioso neste aspecto, mas não pode nos dizer se as diversidades de taxa relativamente bem estudados (por exemplo, aves, anfíbios) são representativos de outros grupos, menos conhecidos (invertebrados, fungos e plantas nativas), que quase certamente formam o maior componente da fauna do jardim. É evidente que há uma necessidade de compreender quais as características dos jardins domésticos, e do seu entorno, e que afectam a biodiversidade.
Qual é a eficácia da "jardinagem para a vida selvagem?
Embora o estudo da biodiversidade do jardim seja limitado, existe a consciência pública que os jardins podem ser geridos para incentivar a vida selvagem. Muitos conselhos estão disponível em livros e os meios de comunicação sobre a jardinagem para a vida selvagem. Algumas abordagens populares e amplamente defendidas incluem a criação de lagoas, cultivo de plantas como fontes de néctar para os insetos, a instalação de locais de nidificação artificiais para os cantos ou hibernação por pássaros, morcegos ou insectos, e numa diferente gestão do jardim, permitindo à relva crescer mais, ou a existência de madeira morta entre muitos outros tipos de soluções.
Se essas atividades forem bem sucedidos, então, dada a referida área de jardins em ambientes urbanos, estas medidas para conservação e incentivo da biodiversidade pode desempenhar um papel importante para aumentar a mesma, e portanto, na conservação urbana em geral. Alguns soluções são óbvias - há poucas dúvidas de que as lagoas podem atrair espécies que antes estavam ausentes, ou que as caixas de aves são utilizadas eficazmente para o fixação de aves.
Nós utilizamos estes modelos e muitos outros aqui não referidos, sobretudo inspirados na nossa longa experiência em gestão de ecossistemas e habitats naturais para a conservação, neste caso aplicados em pequena escala, em micro habitats como podem ser os jardins, e por isso mesmo nos propomos a incentivar, instalar e dar consultoria a todos os que queiram aderir a este modelo.
Que o "não-conhecimento" nunca seja a razão para não fazer
ORGÂNICA DE UM SOLO DE JARDIM SAUDÁVEL
Orgânica do solo
Um solo saudável, rico em nutrientes e vida, é o elemento essencial de qualquer jardim. Solo é um ecossistema complexo e delicado na sua própria relação directa com uma infinidade de organismos que vão converter uma grande variedade de materiais inactivos na nutrientes essenciais que suas plantas vão prosperar. Os fertilizantes químicos podem destruir estes organismos e criar no jardim ou horta um ciclo de dependência.
Um princípio fundamental da jardinagem ecológica é alimentar o solo e de seguida, deixar a terra alimentar as suas plantas. Fornecendo os materiais que a fauna e flora naturais no seu solo precisa para prosperar, irá incentivar mais e mais destes pequenos organismos que trabalham duro para crescer e se multiplicar. O resultado, uma qualidade cada vez maior do solo com mais nutrientes e mais disponíveis para as necessidades das plantas existentes.
A existências destes insectos, vermes e micro-organismos no solo também têm um efeito benéfico e positivo no arejamento do mesmo, tornando-se menos necessária as tarefas de mobilização.
Quando o solo desenvolve as condições ideais para os efeitos de propagação e vida própria dos micro-organismos, isso constitui a maior evolução de força e vitalidade do ecossistema. O bom solo promove populações saudáveis de minhocas e vermes e proporcionam as condições também, para atrair visitantes maiores de fauna selvagem.
Com estes pequenos seres no jardim, facilmente poderão começar a ser observadas sinais de visitas de ouriços, sapos e várias espécies de aves. Essas presenças por sua vez, ainda mais contribuem para a qualidade do solo. Você ficaria surpreso o quanto de nutrientes sai das fezes das aves que poderão habitar o seu jardim e desse modo enriquecê-lo tanto na fertilidade, no controle de pragas, como no fantástico elemento da biodiversidade.
AS ÁRVORES NA CIDADE
Extraído de Naturlink
As árvores podem desempenhar inúmeros papéis na cidade: além de proporcionarem um ambiente agradável, melhoram a qualidade do ar, diminuem a erosão dos solos, reduzem o perigo de cheias e contribuem para melhorar o ambiente social.
As "florestas urbanas" absorvem o dióxido de carbono e transformam-no em oxigénio, ajudando a diminuir as emissões de CO2 que contribuem para o aquecimento global. Além disso, filtram poluentes ambientais como o dióxido de azoto ou o dióxido de enxofre e fazem depositar as poeiras em suspensão no ar. Segundo um estudo realizado em parques de estacionamento por McPherson e Simpson (2000), as baixas temperaturas associadas à sombra das árvores podem reduzir a percentagem de hidrocarbonetos que evaporam do combustível dos automóveis. Neste sentido, o seu valor é incalculável já que o controlo da poluição atmosférica das cidades por outros meios é muito difícil.
O sistema de raízes e a copa das árvores estabiliza o solo, limita a escorrência superficial, conserva a água subterrânea e diminui o risco das cheias que, nos últimos anos, têm atingido inúmeras áreas metropolitanas do nosso País. As plantas também atenuam as variações de temperatura a nível microclimático, fazendo com que no Inverno os edifícios circundantes não percam tanto calor e no Verão não aqueçam tanto, o que pode diminuir os gastos de energia.
Finalmente, estas "florestas urbanas" podem ser economicamente viáveis. O projecto inglês intitulado "The Black Country Urban Forest" tornou estas estruturas rentáveis ao explorar a sua madeira, carvão ou mesmo frutos e nozes. Uma outra vantagem seria a necessária criação de mais empregos para explorar comercialmente estas áreas.
A Frutaria Bio Bem-me-quer
Resulta da junção de esforços de vários elementos com o objectivo de promover a sensibilidade, o conhecimento e a acção para uma atitude mais sustentável, ecológica e mais humana e no tecido da dinâmica urbana, em que surgem várias para fomentar a biodiversidade, a qualidade de vida, o respeito pelo ambiente e pessoas e a criatividade rumo a um futuro melhor, para nós e para a nossa descendência, porque para com eles temos essa responsabilidade.
A Frutaria Bem-me-quer
È por isto e neste contexto que vai surgir ainda em Janeiro de 2010 a loja Bem-me-quer resultado de uma parceria entre o restaurante Bem-me-quer e o projecto "Cultivar Biodiversidade". E chamamos loja porque se pretende ter vários ramos de apresentação. Nesta primeira fase será uma frutaria de produtos da melhor proveniência e qualidade onde serão dominantes os produtos frescos, Fruta, vegetais e legumes biológicos e ecológicos
1. O biológico certificado: que sendo actualmente o meio seguro de consumir biológico, resulta num produto final um pouco mais caro, em grande parte resultante dos custos acrescidos do processo de certificação.2. O consumo de proximidade: Em que determinados produtores não produzindo menos biológico não têm capacidade para assumir os referidos custos de certificação. Neste contexto a confiança não é numa etiqueta, mas sim na pessoa que produz. Para isso teremos na loja informações e também iniciativas que colocam o consumidor em estreita relação com o produtor, para criar essa base de confiança, para um consumo de qualidade a um preço mais acessível.
3. Os cabazes, de 5 ou 10 quilos por 14 ou 25 euros, respectivamente. Uns serviços de entrega ao domicílio, de produtos agrícolas frescos, que se pretende sejam variados de semana para semana, à distância de um email. A>ssuminmos o compromisso de contrariar a crise e vir a reduzir os preços. Num raio de 2 km da loja, os cabazes serão entregues a pé ou em transportes públicos. Um compromisso nosso para com todos e com o nosso planeta.
As extensões
Na mesma filosofia e em complementaridade, brevemente será também lançada a loja social, a loja das agricultura urbana e um programa diverso de workshops no âmbito da auto-suficiencia e bem estar pessoal
Como ter o seu quintal ecológico para a biodiversidade Natural
A partir de pequenos quintais, terraços urbanos e jardins residenciais, criamos espaços ao ar livre para a tranquilidade, beleza ou qualidade alimentar e economia doméstica. Os nossos jardins são caracterizados pela beleza, baixo custo, permanência e biodiversidade para o local.
Um jardim é um santuário pessoal, um retiro privado ao ar livre que reflecte singularmente quem você é e oferece prazer contínuo à medida que amadurece ao longo dos anos. Esta é a abordagem que o projecto "Cultivar Biodiversidade" adoptou como conceito na concepção, construção e manutenção de espaços verdes urbanos porque o espaço exterior deve ser uma extensão de vida interior tanto da casa, como do indivíduo.
No nosso blogue existem muitos artigos que ilustram claramente o que dizemos.
Se você possui um típico quintal ou terraço urbano ou suburbano, e deseja criar uma paisagem ecologicamente correcta, uma horta biológica e de lazer, pode reduzir a sua pegada ecológica e contribuir para melhorar a sua alimentação, tranquilidade e stress, o meio ambiente e incentivar a biodiversidade. Contacte-nos via mail ou ligue-nos para uma consulta.
Os estilos variam amplamente do agreste rochoso para o clássico, do bosque à exuberância de um prado ou horta.
Sinta o orgulho e a satisfação de viver na cidade, mas em contacto com a terra, quer se trate de um quintal ou uma varanda. Contacte-nos e melhore o seu espaço.
cultivar.biodiversidade@gmail.com
Telemóvel: 966 237 047
Um jardim é um santuário pessoal, um retiro privado ao ar livre que reflecte singularmente quem você é e oferece prazer contínuo à medida que amadurece ao longo dos anos. Esta é a abordagem que o projecto "Cultivar Biodiversidade" adoptou como conceito na concepção, construção e manutenção de espaços verdes urbanos porque o espaço exterior deve ser uma extensão de vida interior tanto da casa, como do indivíduo.
No nosso blogue existem muitos artigos que ilustram claramente o que dizemos.
Se você possui um típico quintal ou terraço urbano ou suburbano, e deseja criar uma paisagem ecologicamente correcta, uma horta biológica e de lazer, pode reduzir a sua pegada ecológica e contribuir para melhorar a sua alimentação, tranquilidade e stress, o meio ambiente e incentivar a biodiversidade. Contacte-nos via mail ou ligue-nos para uma consulta.
Os estilos variam amplamente do agreste rochoso para o clássico, do bosque à exuberância de um prado ou horta.
Sinta o orgulho e a satisfação de viver na cidade, mas em contacto com a terra, quer se trate de um quintal ou uma varanda. Contacte-nos e melhore o seu espaço.
cultivar.biodiversidade@gmail.com
Telemóvel: 966 237 047
Consumir produção local- Prós e contras
Traduzido de: Tom Zeller Jr
É uma verdadeira máxima do movimento ambientalista moderno: Para ajudar a curar o planeta,
Consuma produção local.
Se fosse assim tão simples seria óptimo.
Um número crescente de estudos, incluindo um recentemente publicado na revista Environmental Science & Technology, sugerem que a aritmética económica subjacente à nossa produção de alimentos e sistema de distribuição é profundamente complexa, tornando-se cada vez mais difícil confiar na etiqueta como soluções automática.
A análise mais recente, liderado por David Cleveland, professor de estudos ambientais da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, olhou para as frutas e produtos hortícolas no Condado de Santa Barbara, uma região de abundante produção de frutos e produtos hortícolas. O município detém uma das maiores percentagens de toda a produção agrícola Nacional dos Estados unidos.
E Santa Bárbara, com os seus mercados de agricultores, a agricultura biológica, a germinação de redes de Agricultura Sustentada pela Comunidade, e outros verde, parece um local propício para a aplicação do conceito do consumo de produtos locais.
Mas o professor de Cleveland e os seus co-autores, a maioria deles ex-alunos de graduação no Programa de Estudos Ambientais , encontraram mais de 99 por cento dos produtos produzidos no condado de Santa Barbara, são na verdade exportados e cerca de 95 por cento do produto consumido no concelho é importado de outros lugares.
Alguns dos alimentos são importados de longe, do Chile e na Argentina. A origem mais remota? Nova Zelândia.
Os pesquisadores também concluíram que, mesmo que a situação fosse corrigida de alguma forma, e todos os produtos cultivados em Santa Barbara County permanecessem no local (vendido e consumido dentro do município), o impacto nos gases com efeito de estufa seria insignificante, a redução das emissões a partir do sistema agro-alimentar seria menos de um por cento do total.
Apesar do cache e popularidade em torno do movimento "Local" , Cleveland argumenta: O transporte realmente representa apenas uma parte muito pequena da pegada ecológica do agro negócio.
Esta não é uma noção revolucionária . Estudos anteriores demonstraram que, apesar da grande atenção dada ás grandes distâncias que muitos produtos agrícolas agora viajam num sistema alimentar globalizado, a fase de produção domina nas emissões de gases com efeito estufa.
O mesmo estudo sugere que ao reduzir o nosso consumo em determinadas categorias de alimentos que contribuem descontroladamente para a alta nas emissões durante a produção, especialmente carne vermelha, faria muito mais para ajudar o planeta do que tentar ir consumir local.
Evitar comer por semana metade de calorias da carne vermelha e lacticínios optando antes por frango, peixe, ovos ou uma dieta à base de vegetai, os autores encontraram dados para garantir que se alcança mais a redução [gases de efeito estufa] do que comprar todos os alimentos de origem local.
Cleveland acredita que a sua análise sugere precisamente o que há de errado com o ênfase na "comida local" como uma espécie de meta ou fim em si mesmo.
"A vantagem aqui é concentrar apenas na localização - ou seja, km no alimento tem um monte de custos, intermediários e tudo isso", disse Cleveland ao The Huffington Post. "Mas se permitir que essa se torne a sua estratégia ou o objetivo de alimentar o seu sistema, você pode estar enganado e não melhorar realmente alguma coisa."
É melhor escolher outros objectivos, como a melhor nutrição da comunidade, para os quais a agricultura local é uma componente necessária mas não suficiente, disse Cleveland ,
De fato, os pesquisadores notaram que, embora o potencial para o produto cultivado localmente para melhorar a alimentação da comunidade seja importante, principalmente entre famílias de baixo rendimento, basta substituir as frutas e vegetais locais para outros importados que não serão automaticamente ter um efeito significativo."
"Aqui actuam muitos outros intervenientes, obstáculos culturais, sociais, económicos e geográficos, incluindo a política agro-alimentar nacional", escreveram os autores no estudo. Para melhorar a nutrição através de "consumir local" de uma comunidade inteira, uma série de outras mudanças seriam necessárias para superar esses obstáculos."
O trabalho e mão de obra cria outro problema. "A colheita de morangos - que é feito por imigrantes, e os imigrantes vêm de algum lugar, não aparecem por magia", disse Cleveland.
"As comunidades no sul do México estão sendo destruídas por políticas económicas deste país que levam as pessoas a trabalhar em comunidades agrícolas norte-americanos e vão chegando à medida que se torna "local" o nosso sistema alimentar. Queremos um sistema alimentar, mas não à custa das famílias e comunidades noutro lugar." (Nota do tradutor: Isto porque o correcto seria incentivar investimentos e actividades de produção no lugar onde existem estas comunidades mexicanas, para fixar as família com qualidade de vida no lugar onde gostariam de estar, a sua terra)
Estes são os tipos de alvos e as questões que os activistas dos alimentos devem ter em conta,
"Comer local", disse ele, "mas não se iludam ao pensar que é o fim do jogo."
Home - a nossa casa (o filme)
UMA HOMENAGEM, UM ALERTA, UMA OBRA-PRIMA
Link com melhor qualidade de imagem (em inglês)
http://youtu.be/jqxENMKaeCU
DESFRUTEM
Curso (muito) prático de hortas ecológicas em quintais urbanos
“Mãos á terra”
Curso (muito) prático de hortas ecológicas em quintais urbanos
28 Maio 2010 entre as 10,30 e as 17,00
Num curso de 6 horas os participantes fiarão a saber efectivamente como iniciar e fazer uma horta ecológica num quintal, pois irão participar de todo o processo de instalação de uma horta in loco:
1. A concepção e design
2. A preparação dos solos
3. A criação do composto
4. As plantações e sementeiras
5. A manutenção
6. A instalação do sistema de rega
7. A protecção e fitossanidade
No final os participantes recebem um manual em pdf de agricultura biológica, uma tabela de consociações de culturas e uma tabela de tratamentos e controle de pragas e doenças
Custo: 35 euros
Local: rua de ponta delgada nº 3, 1º (proximo da Espiral, na Estefânia-Lisboa)
Contactos
cultivarbiodiversidade@gmail.com
Telefone 966237047
O que é e como se inícia uma horta ecológica
O cultivo de alimentos é tipicamente visto como uma forma de arte ou trabalho duro e pesado. Não é de admirar que poucas pessoas pensem em fazê-lo num nível sério. Mas e se surgir uma técnica que seja tão fácil e tão prolífica que, mesmo o mais ocupado executivo da empresa poderá fazer crescer uma quantidade significativa dos alimentos para a família em menos tempo do que leva a deslocação aos mercados. A agricultura ecológica pode ser a resposta.
As minhas hortas não foram diferentes de qualquer outras durante muitos anos, pois tinha a referncia de agricultura biológica do meu avô, mas em modo tradicional de manutenção, pelo que ia fazendo gradualmente algumas mudanças. A primeira e provavelmente a mais significativa foi adensar as plantas muito mais numa determinada área. A segunda mudança foi a de não escavar o solo, e em terceiro lugar, melhorei o sistema de compostagem.
Uma vez que estas estratégias simples estavam em prática notei a horta a criar vida própria. As ervas chamadas “daninhas” praticamente pararam de crescer nos canteiros e as plantas começaram a viver muito mais tempo. A horta podia suportar longos períodos sem água, produzia mais do que necessitava e podia colher em todos os dias do ano. Depois de algum tempo consegui aquilo que pretendia, criar um ecossistema composto de plantas comestíveis, que se comporta exactamente da mesma maneira que um habitat natural. E em tal situação tornamo-nos mais um observador que um agricultor á medida que a natureza toma as rédeas das dinâmicas da horta.
Uma coisa maravilhosa na natureza é que ela trabalha incansavelmente, 24 horas por dia, sete dias por semana. A Natureza segue leis muito simples e funciona da mesma forma, em qualquer sistema, em qualquer lugar do mundo. Quando criamos um jardim ecológico, estamos a criar um sistema vivo. Ao entrar por ai, temos a natureza a trabalhar para nós, e não contra nós
O que são nichos ecológicos e porque são importantes
Um ecossistema primitivo é composto de milhares de componentes vivos e não vivos todos coexistindo numa determinada área. Cada componente de vida ocupa o seu nicho próprio e isto é o mais importante de compreender, ao criar um jardim ou horta ecológicos.
Num ecossistema natural, cada espaço deixado livre é imediatamente ocupado por muitos seres e espécies, lutando desesperadamente pela sobrevivência e dominância.
Quando olhamos para uma horta tradicional nesta perspectiva, o que vemos é um sistema muito antinatural. Há uma diversidade muito pequena e muitos nichos vazios. A natureza impõe a sua vontade e leis sobre as hortas, exactamente da mesma maneira que em qualquer outro ecossistema, e isso significa que os espaços vazios serão preenchidos o mais rapidamente possível.
No entanto, numa horta tradicional não existem sementes desejáveis á espera para preencher os espaços disponíveis, ao invés, surgem as ervas daninhas das sementes que lá estavam.
A solução é criar uma horta que tenha preenchido todos os nichos disponíveis, para que as ditas ervas daninhas não tenham oportunidades. Podemos fazer isso ao plantar a horta muito bem, com uma gama diversificada de plantas hortícolas de diferentes formas e características. O resultado é uma plantação em sistema denso. A densidade também cria um micro-clima altamente protegido. Esse ambiente ideal de crescimento faz com que suas plantas possam durar muito mais tempo.
Como gerir uma horta/jardim ecológico
Gerir uma horta ecológica é diferente de uma horta tradicional. Há muito menos que fazer. O nosso papel é mais de observador e regulador pontual em que se constata o espaço num estado contínuo de mudança suave, como um ecossistema natural. Isso pode ser difícil, pois nós, seres humanos, temos a tendência de controlar e interferir com todas as coisas. Este estilo de agricultura requer uma grande dose de fé e confiança nas leis naturais. Claro que haverá momentos em que é necessário intervir e direccionar o sistema na forma que pretendemos, no entanto, isso é quase sempre porque determinadas espécies de plantas hortícolas estão com muito sucesso e o ecossistema está em risco de perder a diversidade.
Gestão de Pragas
A natureza densa e misturada de forma natural na horta ecológica, contribui muito para a gestão de pragas pela forma da prevenção. As pragas geralmente localizam a sua planta espécie-alvo através da visão ou cheiro. Imagine-se o quão mais difícil é ver a planta-alvo quando o seu contorno é obscurecido por um mar de verde. E como na terra poderia sentir o cheiro da sua planta-alvo quando há tantos cheiros misturados e em conflito, pelo que não podemos esquecer a escala, pois tratando-se de insectos tudo é enorme e muito distante.
Elimina a necessidade de rotação de culturas
A rotação de culturas é praticada pelos jardineiros dedicados por uma razão muito boa. Plantas diferentes requerem diferentes minerais do solo, em diferentes proporções. Depois que uma área foi plantada com uma determinada espécie, o solo pode ficar empobrecido de certos minerais. Para diminuir os efeitos desse empobrecimento e desequilíbrio, uma cultura diferente será plantada no ano seguinte.
Uma técnica de fertilização natural, periodicamente cultivam-se plantas leguminosas que funcionam como adubos verdes, como sejam ervilhas, favas ou trevos. Estas plantas absorvem o nitrogénio da atmosfera e libertam-no para a terra através das raízes.
No entanto, a rotação de culturas não é necessária na agricultura ecológica, pois plantio misto neutraliza os efeitos da depleção mineral, sendo que uma única espécie não domina uma única área. Da mesma forma, o adubo verde não é necessário por o nitrogénio ser abastecido de duas maneiras. Em primeiro lugar, através da plantação de leguminosas comestíveis, como ervilhas e feijões dentro da mistura. E em segundo lugar, pela adição de composto na superfície de todas as áreas desprotegidas.
Compostagem
O composto é uma parte importante do jardim ecológico e é um bem muito valioso, neste blog há outros artigos mais específicos sobre compostagem mas faço aqui também um resumo. A compostagem é uma forma de construção de nutrientes valiosos alimentam a terra, as plantas e no final, a nós próprios. Deitamos fora grandes quantidades de restos orgânicos das coisas que compramos e na verdade estamos a comprar nutrientes, e a deitá-los para o lixo, numa perspectiva de ecologia. É um fluxo de nutrientes que flui numa única direcção, com um camião do lixo como agente final.
Ao fazer compostagem utilizamos os nutrientes de novo, não tendo que comprá-los pela segunda vez. Na verdade, estamos criando um sistema que é auto-sustentável. A compostagem é um veículo em que somos capazes de criar um ciclo de nutrientes dentro da nossa propriedade em que voltam para a compostagem e, lentamente, fazem o caminho noutra forma útil de consumo. Este ciclo pode continuar indefinidamente.
Deitar fora a enxada
Os ecossistemas naturais não necessitam de jardineiros com pás e enxadas para em cada temporada transformar o solo, e a horta também não. No entanto, é melhor não andar e pisar os canteiros da horta pois isso irá causar compactação desnecessária. É claro que isso requer a instalação de vias permanentes, que são posicionados de forma que o jardineiro pode ter fácil acesso ao terreno.
Cavar o solo perturba a estrutura do mesmo o que, por sua vez, reduz a capacidade de transferir valiosos nutrientes para as plantas. A perda de estrutura do solo também reduz a capacidade de reter água. Desenvolver uma boa estrutura é realmente a melhor técnica de conservação de água, e quando praticado em conjunto com plantação densa, cria um gestão do solo holística em ecologia.
A plantação densa cria sombra sobre a superfície dos solos, eliminando o encrostamento superficial, que provoca o escoamento e esgotamento de nutrientes. Desenvolvendo uma melhor estrutura permitirá aos organismos o que eles fazem melhor - transformar matéria orgânica em nutrientes disponíveis, como resultado de um solo rico e vivo.
Auto Sementeira
Se tivermos a sorte de visitar uma floresta tropical intacta ficaremos fascinados pelas copas altas. No entanto, o futuro da floresta tropical está no solo em forma de sementes - pequenas células de vida à espera da sua oportunidade de prosperar. Se vamos criar um jardim/horta ecológico, então temos de ter a certeza de que terá um futuro.
Ao permitir que algumas plantas produzam sementes, podemos construir reservas das mesmas, tal como a floresta tropical. E também como na floresta tropical, devemos ter o objectivo de milhares de sementes de muitas variedades espalhadas por toda a parcela.
A maioria dessas sementes nunca irão germinar, porque na horta ecológica os nichos estão tão cheios, que as oportunidades para uma germinar são limitadas. No entanto, eventualmente, uma planta vai ser removida e comida e um espaço nicho fica vazio. Se existem inúmeras sementes dormentes, as hipóteses do nicho vir a ser preenchido são certas.
Quem poderá criar um jardim ecológico?
Absolutamente todos, desde os agricultores aos moradores moradia do centro da cidade. Pode parecer estranho, mas se nunca tiver cultivado alimentos, então está em vantagem. Pois os agricultores experientes podem ter dificuldades na adopção de algumas técnicas de agricultura ecológica, pois é difícil deixar a necessidade de controlar o sistema.
Como espécie, os humanos prosperaram quando aprendemos a cultivar os alimentos usando enxada e outros métodos agrícolas tradicionais, por isso é difícil voltar para onde viemos - a natureza de tal modo nos parece certo o sistema ancestral. Mas se conseguirmos abandonar ou gerir a nossa necessidade de controlar todos os seres vivos no planeta, e em sucessão, começar a trabalhar com a natureza, nós realmente ganhamos mais controle por sermos capazes de cultivar alimentos de forma mais eficiente do que nunca. É um paradoxo - mas funciona!
Mini-horta ecológica
Se vive num apartamento ou moradia urbana sem terra, poderia criar um mini-jardim ecológico a partir de uma série de contentores. Caixas com orifícios de drenagem são ideais. Paletes também são uma boa solução. Com um a boa mistura de terra fértil, organizá-las lado a lado, utilizando tantos quantos possam caber na sua varanda ou pátio. Ao invés de desenvolver um sistema de compostagem de grande porte, poderia comprar um minhocário.
Uma vez que os recipientes são criados, basta adoptar o método de jardinagem ecológica. Artigos sobre este tema podem ser enconrados noutras postagens neste blog.
Método da horta Ecológica-os princípios fundamentais.
1. Plantar densamente
2. Plantar uma diversidade de plantas dentro de uma determinada área
3. Obter um bom sistema de compostagem
4. Permitir que algumas plantas de cada espécie produzam sementes
5. Só interferir com o sistema quando uma única espécie de planta sobre domina e nesse caso, simplesmente remover as plantas em excesso quando são pequenas.
O cultivo de alimentos não é um trabalho árduo, especialmente com a natureza a ajudar. Uma área pequena pode fornecer elevadas recompensas em comida, poupando muito dinheiro por ano. A coisa mais interessante neste método é que saber que podemos ignorar a horta por semanas e não ser um problema.
As minhas hortas não foram diferentes de qualquer outras durante muitos anos, pois tinha a referncia de agricultura biológica do meu avô, mas em modo tradicional de manutenção, pelo que ia fazendo gradualmente algumas mudanças. A primeira e provavelmente a mais significativa foi adensar as plantas muito mais numa determinada área. A segunda mudança foi a de não escavar o solo, e em terceiro lugar, melhorei o sistema de compostagem.
Uma vez que estas estratégias simples estavam em prática notei a horta a criar vida própria. As ervas chamadas “daninhas” praticamente pararam de crescer nos canteiros e as plantas começaram a viver muito mais tempo. A horta podia suportar longos períodos sem água, produzia mais do que necessitava e podia colher em todos os dias do ano. Depois de algum tempo consegui aquilo que pretendia, criar um ecossistema composto de plantas comestíveis, que se comporta exactamente da mesma maneira que um habitat natural. E em tal situação tornamo-nos mais um observador que um agricultor á medida que a natureza toma as rédeas das dinâmicas da horta.
Uma coisa maravilhosa na natureza é que ela trabalha incansavelmente, 24 horas por dia, sete dias por semana. A Natureza segue leis muito simples e funciona da mesma forma, em qualquer sistema, em qualquer lugar do mundo. Quando criamos um jardim ecológico, estamos a criar um sistema vivo. Ao entrar por ai, temos a natureza a trabalhar para nós, e não contra nós
O que são nichos ecológicos e porque são importantes
Um ecossistema primitivo é composto de milhares de componentes vivos e não vivos todos coexistindo numa determinada área. Cada componente de vida ocupa o seu nicho próprio e isto é o mais importante de compreender, ao criar um jardim ou horta ecológicos.
Num ecossistema natural, cada espaço deixado livre é imediatamente ocupado por muitos seres e espécies, lutando desesperadamente pela sobrevivência e dominância.
Quando olhamos para uma horta tradicional nesta perspectiva, o que vemos é um sistema muito antinatural. Há uma diversidade muito pequena e muitos nichos vazios. A natureza impõe a sua vontade e leis sobre as hortas, exactamente da mesma maneira que em qualquer outro ecossistema, e isso significa que os espaços vazios serão preenchidos o mais rapidamente possível.
No entanto, numa horta tradicional não existem sementes desejáveis á espera para preencher os espaços disponíveis, ao invés, surgem as ervas daninhas das sementes que lá estavam.
A solução é criar uma horta que tenha preenchido todos os nichos disponíveis, para que as ditas ervas daninhas não tenham oportunidades. Podemos fazer isso ao plantar a horta muito bem, com uma gama diversificada de plantas hortícolas de diferentes formas e características. O resultado é uma plantação em sistema denso. A densidade também cria um micro-clima altamente protegido. Esse ambiente ideal de crescimento faz com que suas plantas possam durar muito mais tempo.
Como gerir uma horta/jardim ecológico
Gerir uma horta ecológica é diferente de uma horta tradicional. Há muito menos que fazer. O nosso papel é mais de observador e regulador pontual em que se constata o espaço num estado contínuo de mudança suave, como um ecossistema natural. Isso pode ser difícil, pois nós, seres humanos, temos a tendência de controlar e interferir com todas as coisas. Este estilo de agricultura requer uma grande dose de fé e confiança nas leis naturais. Claro que haverá momentos em que é necessário intervir e direccionar o sistema na forma que pretendemos, no entanto, isso é quase sempre porque determinadas espécies de plantas hortícolas estão com muito sucesso e o ecossistema está em risco de perder a diversidade.
Gestão de Pragas
A natureza densa e misturada de forma natural na horta ecológica, contribui muito para a gestão de pragas pela forma da prevenção. As pragas geralmente localizam a sua planta espécie-alvo através da visão ou cheiro. Imagine-se o quão mais difícil é ver a planta-alvo quando o seu contorno é obscurecido por um mar de verde. E como na terra poderia sentir o cheiro da sua planta-alvo quando há tantos cheiros misturados e em conflito, pelo que não podemos esquecer a escala, pois tratando-se de insectos tudo é enorme e muito distante.
Elimina a necessidade de rotação de culturas
A rotação de culturas é praticada pelos jardineiros dedicados por uma razão muito boa. Plantas diferentes requerem diferentes minerais do solo, em diferentes proporções. Depois que uma área foi plantada com uma determinada espécie, o solo pode ficar empobrecido de certos minerais. Para diminuir os efeitos desse empobrecimento e desequilíbrio, uma cultura diferente será plantada no ano seguinte.
Uma técnica de fertilização natural, periodicamente cultivam-se plantas leguminosas que funcionam como adubos verdes, como sejam ervilhas, favas ou trevos. Estas plantas absorvem o nitrogénio da atmosfera e libertam-no para a terra através das raízes.
No entanto, a rotação de culturas não é necessária na agricultura ecológica, pois plantio misto neutraliza os efeitos da depleção mineral, sendo que uma única espécie não domina uma única área. Da mesma forma, o adubo verde não é necessário por o nitrogénio ser abastecido de duas maneiras. Em primeiro lugar, através da plantação de leguminosas comestíveis, como ervilhas e feijões dentro da mistura. E em segundo lugar, pela adição de composto na superfície de todas as áreas desprotegidas.
Compostagem
O composto é uma parte importante do jardim ecológico e é um bem muito valioso, neste blog há outros artigos mais específicos sobre compostagem mas faço aqui também um resumo. A compostagem é uma forma de construção de nutrientes valiosos alimentam a terra, as plantas e no final, a nós próprios. Deitamos fora grandes quantidades de restos orgânicos das coisas que compramos e na verdade estamos a comprar nutrientes, e a deitá-los para o lixo, numa perspectiva de ecologia. É um fluxo de nutrientes que flui numa única direcção, com um camião do lixo como agente final.
Ao fazer compostagem utilizamos os nutrientes de novo, não tendo que comprá-los pela segunda vez. Na verdade, estamos criando um sistema que é auto-sustentável. A compostagem é um veículo em que somos capazes de criar um ciclo de nutrientes dentro da nossa propriedade em que voltam para a compostagem e, lentamente, fazem o caminho noutra forma útil de consumo. Este ciclo pode continuar indefinidamente.
Deitar fora a enxada
Os ecossistemas naturais não necessitam de jardineiros com pás e enxadas para em cada temporada transformar o solo, e a horta também não. No entanto, é melhor não andar e pisar os canteiros da horta pois isso irá causar compactação desnecessária. É claro que isso requer a instalação de vias permanentes, que são posicionados de forma que o jardineiro pode ter fácil acesso ao terreno.
Cavar o solo perturba a estrutura do mesmo o que, por sua vez, reduz a capacidade de transferir valiosos nutrientes para as plantas. A perda de estrutura do solo também reduz a capacidade de reter água. Desenvolver uma boa estrutura é realmente a melhor técnica de conservação de água, e quando praticado em conjunto com plantação densa, cria um gestão do solo holística em ecologia.
A plantação densa cria sombra sobre a superfície dos solos, eliminando o encrostamento superficial, que provoca o escoamento e esgotamento de nutrientes. Desenvolvendo uma melhor estrutura permitirá aos organismos o que eles fazem melhor - transformar matéria orgânica em nutrientes disponíveis, como resultado de um solo rico e vivo.
Auto Sementeira
Se tivermos a sorte de visitar uma floresta tropical intacta ficaremos fascinados pelas copas altas. No entanto, o futuro da floresta tropical está no solo em forma de sementes - pequenas células de vida à espera da sua oportunidade de prosperar. Se vamos criar um jardim/horta ecológico, então temos de ter a certeza de que terá um futuro.
Ao permitir que algumas plantas produzam sementes, podemos construir reservas das mesmas, tal como a floresta tropical. E também como na floresta tropical, devemos ter o objectivo de milhares de sementes de muitas variedades espalhadas por toda a parcela.
A maioria dessas sementes nunca irão germinar, porque na horta ecológica os nichos estão tão cheios, que as oportunidades para uma germinar são limitadas. No entanto, eventualmente, uma planta vai ser removida e comida e um espaço nicho fica vazio. Se existem inúmeras sementes dormentes, as hipóteses do nicho vir a ser preenchido são certas.
Quem poderá criar um jardim ecológico?
Absolutamente todos, desde os agricultores aos moradores moradia do centro da cidade. Pode parecer estranho, mas se nunca tiver cultivado alimentos, então está em vantagem. Pois os agricultores experientes podem ter dificuldades na adopção de algumas técnicas de agricultura ecológica, pois é difícil deixar a necessidade de controlar o sistema.
Como espécie, os humanos prosperaram quando aprendemos a cultivar os alimentos usando enxada e outros métodos agrícolas tradicionais, por isso é difícil voltar para onde viemos - a natureza de tal modo nos parece certo o sistema ancestral. Mas se conseguirmos abandonar ou gerir a nossa necessidade de controlar todos os seres vivos no planeta, e em sucessão, começar a trabalhar com a natureza, nós realmente ganhamos mais controle por sermos capazes de cultivar alimentos de forma mais eficiente do que nunca. É um paradoxo - mas funciona!
Mini-horta ecológica
Se vive num apartamento ou moradia urbana sem terra, poderia criar um mini-jardim ecológico a partir de uma série de contentores. Caixas com orifícios de drenagem são ideais. Paletes também são uma boa solução. Com um a boa mistura de terra fértil, organizá-las lado a lado, utilizando tantos quantos possam caber na sua varanda ou pátio. Ao invés de desenvolver um sistema de compostagem de grande porte, poderia comprar um minhocário.
Uma vez que os recipientes são criados, basta adoptar o método de jardinagem ecológica. Artigos sobre este tema podem ser enconrados noutras postagens neste blog.
Método da horta Ecológica-os princípios fundamentais.
1. Plantar densamente
2. Plantar uma diversidade de plantas dentro de uma determinada área
3. Obter um bom sistema de compostagem
4. Permitir que algumas plantas de cada espécie produzam sementes
5. Só interferir com o sistema quando uma única espécie de planta sobre domina e nesse caso, simplesmente remover as plantas em excesso quando são pequenas.
O cultivo de alimentos não é um trabalho árduo, especialmente com a natureza a ajudar. Uma área pequena pode fornecer elevadas recompensas em comida, poupando muito dinheiro por ano. A coisa mais interessante neste método é que saber que podemos ignorar a horta por semanas e não ser um problema.
Respigar e Upcycling
RESPIGAR
Na nossa sociedade há cada vez mais desperdício, algo que ficou para trás e que alguém não quis mais. Por ano, milhões de toneladas de alimento são desperdiçadas e deixadas pelas máquinas, milhões de imagens passam, milhões de vida seguem, milhões de boas ideias se perdem. Toneladas de matérias primas se perdem. Incontável energia é gasta. No entanto a carência e qualidade de vida não é de todo ainda uma equação equilibrada e equitativa no Mundo.Por outro lado há o incontornável paradigma de insustentabilidade do sistema económico e de gestão de recursos actual. Ninguém sabe aquilo que ainda virá. E num contexto de preparação e educação para a vida, mundo que vivemos muda rapidamente e não dispomos de conhecimento científico suficiente para prever as mudanças que se avizinham ao nível ecológico, sociológico ou económico. Não podemos, ensinar às crianças de hoje como se comportar amanhã, face aos desafios futuros. O melhor que podemos fazer é ajudá-las a desenvolver o seu potencial como seres humanos para que, a seu tempo, possam criar as melhores soluções.
Complementar ou em sucessão ao conceito e actividade de Respigar surge o conceito e actividade do conceito Upcycling.
Projectos "Respigar" e "Oficina de Sucata"
Recolha e angariação de objectos e de materiais
- Fomento de iniciativas e eventos de vendas ou trocas de materiais e bens usados
- Fomento e apresentação dos trabalhos de artesãos e artistas que utilizam este conceito nas suas matérias primas e trabalhos
- Partilhar e disseminar o conhecimento do trabalho e transformação das matérias e objectos
- Fomentar a criatividade e o design como ferramenta de novas soluções para a sustentabilidade
1. Reciclagem de conceitos e ideias através da realização de palestras, workshops, tertúlias.
2. Reciclagem de estéticas, pela apresentação de exposições, cursos por artistas já reconhecidos que farão instalações, pequenas apresentações musicais
4. Provenientes de agricultura Biológica.
5. Provenientes do comércio Justo.6. Artesanato de materiais aproveitados e reciclados.
- Restaurações de mobiliário
- Construção caixas ninho, pequenas casas fantasia) com restos paletes
- Papel reciclado
- Estofos em mobiliário restaurado
- Hortas em varandas.
- Hortas biológicas.
- Pequenas construções ecológicas/artísticas para quintais urbano
- Muitos outros ainda em concepção
- Construção de maquetas/paisagem com resíduos
- Jardinagem ecológica
- Construção maquetas
Ao nível das energias, támbem várias actividades devem ser pensadas e concebidas para dar a percepcionar as consequências e implicações, tanto dos nossos consumos directos energéticos, por um lado, como das necessidades de energia para elimin~ção ou reciclagem dos resíduos.
Neste contexto é necessária toda uma consciencialização complementar do cidadão por uma aprendizagem, (ou reaprendizagem) das nossas reais necessidades, hábitos e usufruto do consumo.
Tornar a população mais consciente e participativa, de forma a que cada um possa deixar de ser só parte do problema (que todos somos inevitavelmente, porque consumimos) mas também ser parte intrínseca e fundamental da solução
(Texto e conceito com direitos reservados) :"Cultivar Biodiversidade"
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