Inciativa dos pequenos viveiros domésticos- Home and backyard nurseries





Uma das iniciativas para este ano da associação Um Milhão de Árvores, pretende envolver a população, associados e colaboradores, na produção de plantas para usar nas nossas actividades de campo, num contexto de iniciativa local que apoiamos directamente. Esta ideia pode ser reproduzida noutras regiões e poderemos apoiar lançamento, mas sem condições pra presença.

Tem-se notado uma crescente procura de plantas autóctones, algo que não é acompanhado pela produção dos viveiros, sendo actualmente muito difícil, conseguir estas plantas. Por outro lado, há uma dificuldade ainda maior na obtenção de certas espécies menos conhecidas ou "mediáticas", mas não menos importantes para o ecossistemas e biodiversidade. 

Espécies como Medronheiros, Pistacia Lentiscus e Therebinthus, Zambujeiros, Pilriteiros, Abrunheiros bravos, Adernos etc, são difíceis de encontrar em viveiros. Para nós não interessam quercineas (carvalhos, sobreiros, azinheiras, porque consideramos muito vantajosos a sementeira directa no local) 

Assim pensamos esta iniciativa, que pretende
• Incentivar indivíduos a fazer isto no seu quintal ou terreno, que mesmo sendo de pequena escala, todos juntos poderá fazer muita planta em cada ano 
• Criar uma rede de aprendizagem ponto a ponto para permitir que viveiros comunitários de árvores compartilhem boas práticas e considerem problemas, desafios e oportunidades comuns
• Cultive o crescimento bem-sucedido de viveiros de árvores comunitários novos e emergentes.
• Criar uma cultura de arboricultores e defensores/guardiões da floresta autóctone 
• Outra forma de participar sera a recolha de sementes, pois o uso de sementes colectadas localmente ajudará a manter a diversidade genética regional e a fornecer espécies apropriadas para melhorar a resiliência 

 Se pretender juntar a esta iniciativa, pode fazer contactando e preenchendo o formulario que enviaremos por solicitação. Para esse efeito aos interessados em aderir e colaborar, nós disponibilizamos os tabuleiros gentilmente cedidos pela empresa Silvapor, fornecemos as sementes e partilhamos o conhecimento. Em troca, cada aderente poderá ficar com uma parte das plantas para seu próprio uso, outra parte dará ao milhão de árvores para as suas actividades comunitárias de plantação 

A contrapartida para cada aderente pode passar por vários formatos 
• Obtenção de árvores para usos próprio ou vizinhos 
• Contribuir para apoiar as iniciativas do Um Milhão de árvores, em prol da floresta e biodiversidade 
• Funcionar através desde sistema de possíveis compensações 
https://joinseeds.earth/\ 
• Doar plantas a escolas, ou actividades com crianças ou jovens 
• Eventualmente poder vir a poder vender algumas plantas, num contexto informal 
• Outros benefícios a discutir 

Sobre o processo e método que usaremos para avançar e apoiar esta iniciativa: 
• Quando tivermos uma boa lista de efectivamente interessados, iremos realizar nas nossas instalações em Idanha a Nova, um workshop de um dia (Algures no mês de Janeiro), em que uma parte do tempo se ensinam as varias técnicas de reprodução, estruturação e meios necessários para um viveiro, simulando uma instalação de base. 
• Forneceremos as semente e tabuleiros, e partilhamos as sementes que participantes tragam 
• Discutimos entre todos e caso a caso a forma de cada um integrar e como todo o contexto de desenvolver 
• Falar-se-á tanto das regras oficiais assim como principios éticos e boas praticas deste tipo de actividade  
Para quem quiser aderir contactar : 
1m.arvores@gmail.com 

 One of the initiatives for this year by the Um Milhão de Árvores association, aims to involve the population, members and employees, in the production of plants to use in our field activities, in a context of local initiative that we directly support. This idea can be reproduced in other regions and we will be able to support the launch, but without conditions for presence. 

 There has been a growing demand for indigenous plants, something that is not accompanied by the production of nurseries, and it is currently very difficult to obtain these plants. On the other hand, there is an even greater difficulty in obtaining certain species that are less known or "mediatic", but no less important for ecosystems and biodiversity. Species such as Arbutus, Pistacia Lentiscus and Therebinthus, Zambujeiros, Hawthorns, Blackthorns, Adernos etc, are difficult to find in nurseries. We are not interested in quecineas (oaks, cork oaks, holm oaks, because we consider direct sowing on site to be very advantageous) 

 This is how we think about this initiative, which aims to 
1. Encouraging individuals to do this in their backyard or land, that even if it is small scale, all together can make a lot of plant each year 
2. Create a peer-to-peer learning network to enable community tree nurseries to share good practices and consider common problems, challenges and opportunities 
3. Nurture the successful growth of new and emerging community tree nurseries. 
4. Create a culture of arboriculturists and defenders/guardians of the native forest 
5. Another way to participate will be seed collection, as using locally collected seeds will help maintain regional genetic diversity and provide appropriate species to improve resilience 

 If you want to join this initiative, you can do so by contacting us and filling out the form that we will send you upon request. For that purpose, those interested in joining and collaborating, we provide the trays kindly provided by the company Silvapor, we supply the seeds and share the knowledge. In return, each member will be able to keep a part of the plants for their own use, another part will be given to the million trees for their community planting activities. 

 The consideration for each member can go through several formats 
 • Obtaining trees for own or neighboring uses 
• Contribute to support One Million Trees initiatives, in favor of the forest and biodiversity 
• Work through this system of possible compensations https://joinseeds.earth/\ 
• Donating plants to schools, or activities with children or young people 
• Eventually being able to sell some plants, in an informal context 
• Other benefits to discuss 

 On the process and method we will use to move forward and support this initiative: 
 • When we have a good list of people who are actually interested, we will hold a one-day workshop at our facilities in Idanha a Nova (sometime in January), where part of the time will teach the various techniques of reproduction, structuring and means needed for a nursery, simulating a base installation. 
• We will provide seeds and trays, and share the seeds that participants bring 
• We discuss with everyone and on a case-by-case basis how each one integrates and how the whole context of developing 
• There will be a lot of talk about official rules as well as ethical principles and good practices for this type of activity 

 For those who want to join contact: 
1m.arvores@gmail.com

Plantação Na localidade de Maria Martins, Monsanto

 Plantação Na localidade de Maria Martins, Monsanto

No dia 19 de Outubro, aconteceu o segundo evento desta temporada, coma  participação de vários amigos e vizinhos da nossa querida Gigi, que já vem sendo habitual todos os anos, uma vez que dispõe de mais de 20 hectares onde pretende ter uma reserva de biodiversidade

Muitas árvores e muitas bolotas novas, para este terreno que virá a ser um belo bosque biodiverso.




Plantation In the place of Maria Martins, Monsanto

On the 19th of October, the second event of this season took place, with the participation of several friends and neighbors of our dear Gigi, which has become a regular practice every year, since it has more than 20 hectares where she intends to have a biodiversity reserve.

Lots of trees and lots of new acorns, for this land that will become a beautiful biodiverse forest.







Plantação no espaço Spirala

Plantação no espaço Spirala

No passado dia 16 de Outubro várias pessoas, individuais ou familias, vieram a ajudar na plantaçaõ e sementeira de árvores autóctones no espaço Spirala, proximo da aldeia de Santa Margarida, em Idanha a Nova, num total de 23 pessoas. 
Como sempre foi um belo encontro, cheio de partilha de experiencias.






Planting in Spirala space

On the 16th of October, several people, individuals or families, came to help in the planting and sowing of native trees in the Spirala space, near the village of Santa Margarida, in Idanha a Nova, in a total of 23 people.
As always it was a beautiful meeting, full of sharing experiences.









Regeneração pós fogo Intervenções regenerativas no pós-fogo
De forma muito resumida, foram primeiro cortadas a maioria das árvores mortas e depostas em faixas ao longo das curvas de nível, para contenção de erosão e proteção das sementeiras de novas árvores. Algumas foram deixadas, ainda que secas, mas para abrigo e pouso de aves, insectos e outros . Nessas faixas foram semeadas milhares de bolotas de sobreiro, carvalhos e azinheiras. Algumas já começaram a nascer apesar do Inverno e Primavera secos. Nas linhas de água de grande declive, também foram construídos muretes de pedra., também para contenção da erosão de sólos e cinzas. Por fim, foi ainda espalhada muita semente de rosmaninho, carqueja e mais algumas espécies de herbáceas pioneiras, para a mais rápida cobertura vegetal do solo, fixação e deposição de carbono. As mimosas estão a ser alvo de intervenção mais específica, que um dia destes explico por aqui. Durante o mês de Maio será Feita a monitorização dos sobreiros queimados, para concluir quais estão a regenerar saudáveis e quais necessitam de algum

Regeneração pós fogo


Intervenções regenerativas no pós-fogo


Em Agosto passado, um violento incêndio aconteceu na encosta de Marvão, provocado de forma negligente por estruturas da EDP, que sacudiu responsabilidades.Este fogo queimou quase 100 hectares de floresta, composta por Pinheiro bravo, sobreiros, carvalhos, castanheiros e uma mancha de cerca 10 hectares de mimosas.


Desde então, os proprietários, a empresa Rpbk em Marvão e com o aval e colaboração do Icnf, que de forma exemplar e meritória (infelizmente pouco usual), aceitaram levar aqui a cabo toda uma série de intervenções na abordagem da ecologia regenerativa.
Eu aceitei o desafio técnico, com gratidão e assim iniciamos esta aventura. 






De forma muito resumida, foram primeiro cortadas a maioria das árvores mortas e depostas em faixas ao longo das curvas de nível, para contenção de erosão e proteção das sementeiras de novas árvores. Algumas foram deixadas, ainda que secas, mas para abrigo e pouso de aves, insectos e outros .






Nessas faixas foram semeadas milhares de bolotas de sobreiro, carvalhos e azinheiras. Algumas já começaram a nascer apesar do Inverno e Primavera secos.
Nas linhas de água de grande declive, também foram construídos muretes de pedra., também para contenção da erosão de sólos e cinzas.





Por fim, foi ainda espalhada muita semente de rosmaninho, carqueja e mais algumas espécies de herbáceas pioneiras, para a mais rápida cobertura vegetal do solo, fixação e deposição de carbono.





As mimosas estão a ser alvo de intervenção mais específica, que um dia destes explico por aqui.


Durante o mês de Maio será Feita a monitorização dos sobreiros queimados, para concluir quais estão a regenerar saudáveis e quais necessitam de algum










Medronheiros e food Forest




Este medronheiro já tem 5 anos e está em plena produção, que aumentará exponencialmente nos anos vindouros. Recentemente plantei mais 100, mas ainda entrarão mais 100,ou 200 no próximo inverno. 
Para árvores grandes, no 1 nível da food forest, já não tenho mais espaço, mas para o segundo ou 3 nível (conforme sejam conduzidos na forma e crescimento), medronheiros são uma das espécies de eleição.





Mas principalmente como função ecológica, para além da produção de medronho para mim. A forma ramificada é larga, como arbusto está desenhada para Protecção ao solo de sombra e erosão. As raízes, adaptadas a solos secos, argilosos e pedregosos, enterram-se bem fundo, em busca de humidade. Os próprios frutos, em que cada um tem muitas sementes, são uma estratégia para que cada animal aprecie, mas coma poucos de cada vez, para aumentar as possibilidades de dispersão e que não nasçam todos no mesmo sítio. 

São irmãos bem fortes e astuciosos.

Episódios na magia da sucessão ecológica



 Leguminosas selvagens


Em 2012, depois do fogo que devastou a quinta e quando recomecei aqui a fazer algo, o solo ficou moribundo. 
Toda a matéria orgânica, microrganismos, bactérias, fungos, etc, ficaram todos no seu nível mais baixo. 

 















Desde então e paralelamente à constante plantação de árvores, a actividade mais intensa foi o corte de erva (que aqui cresce imenso, por serem terrenos húmidos de aluvião).


Durante este últimos anos, foram  na totalidade, umas boas toneladas de biomassa e carbono, que tem vindo a restabelecer todo o potencial biológico, produtivo e de fertilidade do solo.




Para alem do óbvio e sabido, um dos indicadores que tem sido divertido observar, são os diferente tipos de herbáceas que se vão sucedendo.


No inicio e depois do fogo, foram as gramineas, a erva viscosa (dietrichia viscosa), e mais umas ruderais. Silvas, muitas silvas (que primeiro deixei crescer para protecção e biodiversidade).

Nos anos seguintes, começaram a surgir a tanchagem, malvas, serralhas e varias outras ervas, mais delicadas e exigentes quanto a solos.

Nos últimos 3 anos tem sido as leguminosas e isso é interessante, porque sendo uma família que são fixadoras de azoto e por isso melhoram e fertilizam o solo, começam a criar o processo de aumento exponencial que se alimenta a si próprio (a auto gestão da própria Natureza).

Ou seja, com o solo restaurado, começam a surgir, a ganhar mais espaço e a aumentar diversidade de espécies presentes, desta família de ervas leguminosas (uma das tribos da comunidade local, como os encaro a todos), que vão melhorando os solos ainda mais e que proporciona cada vez mais espaço ocupado por leguminosas e por ai fora, nos próximos anos.

Claro que com isto, as minhas amigas arvores, estão a beneficiar aos montes e super felizes e saudáveis.

Então e onde quero chegar com isto?
Carbono, uma das bases da vida e definitivamente, do solo.
Chega de lavouras agressivas, chega de mexer e remexer na terra, deixa-na em paz fazer o que sabe muito melhor que nós!



Querem estar activos e interferir, cortem a erva e simplesmente deixem depositada no solo, adicionem cada vez mais camada de matéria orgânica ao solo.



Já agora, cortem só depois de florir e as sementes prontas, tanto para assegurar a continuidade, como para alimentar os milhões de aliados que deste modo venham a ter no vosso terreno, a fauna selvagem local.


Simples como a solução de todos os grandes problemas actuais!

Silvas, essas incompreendidas


As silvas (rubus spp) e o valor ecológico e como alimento
Como já referi e desde o incêndio em 2011, no processo de regeneração natural do terreno, as silvas ocuparam um espaço e papel de destaque.

Sendo isto terrenos de aluvião e baixos. Com muita humidade, são habitats muito favoráveis para estas plantas que normalmente são consideradas um problema e muito pouco apreciadas. Porque ocupam muito espaço , porque "mordem" muito a quem lhes toque 🙂

No entanto e como sempre, no problema está a solução.
As silvas têm um importantíssimo valor ecológico.

No contexto da regeneração, cobrem e protegem rapidamente os solos afectados por situações traumáticas.

Flores de Silvas
São abrigo e alimento para um elevado número de insectos, aves e até mamíferos, como acontece aqui com raposas, texugos, coelhos, ouriços caixeiros etc
Por fim e para mim que com o fogo, fiquei sem matéria orgânica no solo, tem sido um excelente recurso para chop and drop.

Para gestão de espaço, houve muitas zonas que tenho cortado regularmente. Outras deixei crescer e agora que os solos já estão recuperados, as árvores plantadas já a fazer sombra, agora comecei a fazê -las retroceder em área ocupada, deixando no entanto várias centenas de metros de sebes (são óptimas para isso), criando compartimentação de parcelas interiores e também todo o perímetro do terreno. 

Ah! as silvas produzem imensas amoras, fruto muito apreciado por animais e humanos, que pode ser utilizado de imensas formas e e inclusive começa a ter valor comercial.
Camada de cobertura após corte


Tendo feito corte e destroçamento com roçadoras, em muitos destes locais ficou uma camada de 10 cm de carbono (folhas e ramos) .

Silvas? Sim, por favor. 🙂

Curso de Monitores de Educação Ambiental Certificado

Dos Afectos à Consciência Ecológica
Do Propósito à Ação Participativa

“Nenhuma semente acorda árvore no dia seguinte.”

A Acção de Formação procura colocar a temática ambiental como objectivo primeiro da prática da acção humana, contribuindo assim para a articulação e manuseamento de ferramentas/recursos em diferentes contextos e realidades, na dinamização/intervenção de acções na área da Educação Ambiental (EA), reflectindo e reposicionando a sua gestão e planeamento sustentável.

PROGRAMA BASE
Fundamentação histórica da Educação Ambiental (EA)
Metodologias em EA
Atuação em EA

COMO?
Aprofundar a consciência do eu e do mundo envolvente;
Estabelecer relações com as emoções e a comunicação;
Promover a exploração dos sentidos no processo criativo;
Consciencializar sensações e conseguir partilhá-las através do processo artístico;
Promover a descoberta individual ao nível do desenvolvimento cognitivo e sensitivo da capacidade de expressão criativa, bem como a articulação de acções conjuntas em grupo tendo por base a experiência in loco.

PÚBLICO-ALVO
Todos os interessados que pretendam desenvolver, capacitar e inovar a Educação Ambiental para a Sustentabilidade.

FORMADORAS
Mariana Cruz e Sara Velho

* Esta Ação de Formação inclui Certficado em Educação Ambiental (EA)

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DATA: 21 e 22 Outubro 2017
9h-13h e 14h30 -18h30

CONTRIBUIÇÃO
Valores éticos (2 dias):
120 inclindo alimentaçao e alojamento em camarata

Se pretender alojamento extra
Quarto privado (Cama casal): 20
Casa particular T1 com wc e lareira - 40

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LOCAL: IDANHA-A-NOVA - Quinta dos Salgueiros

https://www.google.pt/maps/place/39°54'30.0%22N+7°14'23.8%22W/@39.9083333,-7.240888,303m/data=!3m2!1e3!4b1!4m5!3m4!1s0x0:0x0!8m2!3d39.908331!4d-7.239956?hl=pt-PT

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+ INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:
projecto.regenerar@gmail.com
966237047