PROPRIEDADES ALIMENTARES DE HORTÍCOLAS


Couve-Repolho (Brassica oleracea)
Cabbage

Vegetal muito utilizado em sopas, conservas, acompanhamentos, massas, etc. Cozinhada ou em saladas. Como se conservava facilmente, foi um vegetal particularmente utilizado antes da invenção da refrigeração como meio de conversação de alimentos frescos. Cultura e colheita entre os meses de Outubro e Maio.


Couve-Bróculo (Brassica oleracea)
Brocoli

Originária da Europa, a Couve-brócolo tem um importante uso na medicina tradicional, graças ao seu elevado teor de cálcio. É um bom construtor e formador dos ossos e dos dentes. Ajuda a evitar o cancro da próstata se consumido pelo menos três vezes ao dia. Cultura e colheita entre os meses de Outubro e Maio.


Couve-Flor (Brassica oleracea)
Cauliflower

Originária da Ásia Menor, foi levada para a Europa no começo do século XVI. É reguladora do trânsito intestinal pela grande quantidade de fibras, sais minerais, cálcio, potássio, enxofre, sódio, fósforo, magnésio, ferro e vitaminas. É indicada para quem segue uma dieta saudável. Cultura e colheita entre os meses de Setembro e Maio.


Rabanete (Raphanus sativus)
Ratish

É fonte de vitamina C, niacina e cálcio, fósforo e ferro. Cru e bem lavado, o rabanete limpa os dentes. É expectorante, estimulante da digestão, purificador do sangue, dos rins e da bexiga. Cultura e colheita entre os meses de Outubro e Maio.

Nabo (Brassica rapa)
Turnip

Não se sabe a origem mas era um alimento comum entre os gregos e os romanos. Refrescante, rico em nutrientes e fácil de preparar, cru ou cozido. As folhas do nabo são ricas em vitaminas A, B, C e suas fibras contribuem para regularizar o funcionamento intestinal. Cultura e colheita entre os meses de Outubro e Maio.



Rucula (Eruca sativa)
Arugula

Possui um sabor muito forte, picante e amargo, originária do Mediterrâneo e da Ásia Ocidental. Com propriedade estimulante do apetite, é nutricionalmente rica em proteínas, vitaminas A e C, e sais minerais, principalmente cálcio e ferro. Contém ómega 3 e é pobre em calorias.

Tem várias propriedades medicinais: depura o sangue, melhora a gengivite, as funções orgânicas, cuida da bronquite, tosse ou qualquer outra afecção pulmonar. Como contém muita vitamina C, combate o escorbuto e é diurética. Seu óleo essencial contém também nitrogênio.




Beringela (Solanum melongena)
Eggplant

Tal como o tomate é um fruto. Rica em proteínas, vitaminas (A, B1, B2, B5, C), minerais (cálcio, fósforo, ferro, potássio, magnésio) e alcalóides, que actuam diminuindo a pressão sanguínea, prevenindo a arteriosclerose. Também ajuda a prevenir alguns males referentes ao fluxo sanguíneo. Cultura e colheita de Abril a Setembro.

Cultura e colheita de abril a setembro.



Pimento (Capsicum annum)
Sweet pepper

Podem ser consumidos em fresco ou cozinhados, verdes ou maduros, congelados ou desidratados. O pó de pimento é muito utilizado como corante e aromatizante na culinária e na indústria alimentar, (ingrediente do caril). Tem uma concentração elevada de vitamina C que varia conforme o grau de maturação. Cultura e colheita de Abril a Setembro.



Batata (Solanum tuberosum)
Potato

A batata é originária do Peru e é um dos vegetais mais utilizados no mundo. Rica em carboidratos, a batata é grande fonte de energia. Contém ainda sais minerais, vitamina C e B, em pequenas quantidades. Cultura e colheita entre Outubro e Junho.

Cultura e colheita de fevereiro a julho.




Tomate (Solanum lycopersicum)

Tomato

Originário da América Central e do Sul, o tomate é na verdade um fruto. É rico em licopeno e contém vitamina A, B e C e minerais como o fósforo, potássio, ácido fólico, cálcio e frutose. Quanto mais maduro, maior a concentração destes nutrientes. Alguns estudos comprovam sua influência no tratamento de cancro. Cultura e colheita de Abril a Setembro.

Alface (Lactuca sativa)
Lettuce

Originária do Leste do Mediterrâneo. A alface contém ferro, mineral com importante papel no transporte de oxigénio no organismo. É rica em fibras, que auxiliam na digestão e no bom funcionamento do intestino, além de apresentar pequenos teores de minerais como cálcio e fósforo. Cultivada todo o ano.

Cultura e colheita todo o ano.


Fava (Vicia faba)
Broad bean

A sua origem é desconhecida e duvidosa, alguns autores admitem localizá-la no sudoeste asiático e outros, na zona do mediterrâneo. Este legume é muito nutritivo quando maduro, em proteínas e hidratos de carbono. O seu valor energético é de cerca de 340 calorias por 100 g. Cultura e colheita de Outubro a Maio.





Ervilha (Pisum sativa)
Green pea

A Ervilheira tem a sua origem na Ásia Central e na Europa. Rica em vitaminas K1, C, B1, A e B6. Sais minerais como cálcio, fósforo, ferro, enxofre, potássio e cobre, que ajudam na formação dos ossos, dentes e sangue, no vigor do sistema nervoso e equilíbrio interno do organismo. Cultura e colheita de Outubro a Maio.

Feijão-Frade (Vigna unguiculata)
Cowpea

Este tipo de feijão constitui a base alimentar de muitas populações rurais devido ao seu elevado valor nutritivo a nível proteico e energético e à sua fácil adaptação a solos de baixa fertilidade e com períodos de seca prolongada. É uma boa fonte de fibras que contribuem para a redução do nível de colesterol. Cultura e colheita de Abril a Setembro.




Grão-de-Bico (Cicer arietinum)
Calvance Pea

Rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B, cálcio, ferro e magnésio. Devido à sua grande quantidade de amido, é usado pelo nosso organismo como fonte de energia. Prevenção de doenças cardiovasculares e no tratamento de vários tipos de anemia. Cultura e colheita de Abril a Setembro.




Espinafre (Spinacia oleracea)
Spinach

Originária do centro e sudoeste da Ásia. Tem grande conteúdo em ferro e alto índice de ácido oxálico, que pode interferir na absorção do cálcio em leite e derivados. O consumo de grandes quantidades de pode causar um efeito tóxico. Cultivado entre Outubro e Junho


Acelga (Beta vulgaris)
Chard

Na antiguidade era utilizada pelos romanos, egípcios e gregos. Tem quantidades consideráveis de niacina, vitamina A e C e ésteres do ácido oxálico, que pode prejudicar a absorção de cálcio pelos ossos. Pode ser usada nas micoses, cicatrizes e cálculos biliares. É antioxidante, auxilia o fígado e é utilizada nas doenças circulatórias. Cultura e colheita todo o ano.



Alho ( Allium sativum)
Garlic

É utilizado desde a antiguidade na composição de medicamentos pelas propriedades anti-microbianas e os efeitos benéficos para o coração e circulação sanguínea, vitaminas A, B2, B6, C, aminoácidos, sais minerais ferro, silício, iodo. Eficaz no tratamento de hipertensão leve, redução dos níveis de colesterol, prevenção da arteriosclerose e doenças infecciosas. Cultura e colheita entre Novembro e Julho.


Cebola (Allium cepa)
Onion

Com origem no centro da Ásia. Tem muitas vitaminas, fósforo, cálcio, sódio, silício e magnésio. Os flavonóides têm efeitos como anti-oxidantes, anti-inflamatório, protector cardíaco, analgésico, anti-alérgico, anti-câncer, anti-diabético, anti-úlcera, entre outros. Cultura e colheita entre Outubro e Junho.





Cenoura (Daucus carota)
Carrote

As Cenouras são grandes fontes de fibra dietética, antioxidantes, minerais e βeta-caroteno. Esta última é responsável pela cor alaranjada, característica do vegetal. É também uma provitamina A, melhorando a visão, o bom estado da pele e das mucosas. Cultivada todo o ano.





Alho francês (Allium porrum)
Leek

Pertence à mesma família das cebolas e alhos. Adapta-se facilmente a qualquer tipo de solo, ainda que prefira solos pouco ácidos ou neutros e bem drenados. Tem propriedades benéficas para a digestão, rins e intestinos, tensão alta, prevenção de gripes e constipações e redução do nível de colesterol.





Melancia (Citrullus lanatus)
Water melon

É muito nutritiva, com hidratos de carbono, beta-caroteno, provitamina A e vitaminas do complexo B e C, cálcio, fósforo, ferro e muita água. O licopeno e glutationa, em abundância, protegem o organismo contra o câncer e a oxidação celular. Auxilia na pressão alta, reumatismo ou gota. O sumo de melancia provoca eliminação de ácido úrico, além de limpar o estômago e o intestino. Cultivo e colheita entre Abril e Setembro.






Melão (Cucumis Melo)
Melon

Originário do Médio Oriente. Com muita água, sabor suave e doce, é uma fruta muito apreciada. Abundante em fibras, beta-caroteno, vitaminas C, B e cálcio, é indicado para doentes cardíacos e afecções do fígado. É fortificante, calmante, diurético e eficaz na coagulação do sangue. As sementes, tostadas e salgadas, podem ser consumidas. Cultivo e colheita entre Abril e Setembro


Abóbora (Cucurbita pepo)
Pumpkin

Originária da América. É um fruto rico em vitamina A, vitaminas do complexo B, cálcio e fósforo, possui poucas calorias e é de fácil digestão. O sumo das flores é bom para o estômago e para a dor de ouvido. As folhas e flores pisadas, tratam inflamações da pele. As sementes trituradas em sumos, são úteis contra a febre e inflamações das vias urinárias. Cultivada todo o ano.




Courgette (Cucurbita pepo var. zuchino)
Zuchini

É um fruto que se colhe ainda verde. De fácil digestão, rico em niacina, além de ser fonte de vitaminas do complexo B e possui poucas calorias. Tem propriedades muito semelhantes à abóbora mas com um sabor muito mais suave. Cultura e colheita entre Março e Outubro.

HORTAS URBANAS EM VARANDAS, MARQUISES, QUINTAIS

Hortas urbanas e portáteis BioDiverCidades
Esta pequena história é apresentada somente para ilustrar uma iniciativa e respectiva resposta da população àquilo que fazemos aqui em Lisboa
Sem ser uma iniciativa revolucionária, pois em tempos o meu próprio avô era desta ocupação que retirava o seu sustento, pois não tendo suficientes terrenos próprios, fazia hortas para os outros que o pretendiam. As hortas urbanas.
O projecto é simples tendo como pano de fundo a cada vez maior apetência das pessoas em aliarem as suas práticas sustentáveis aos hábitos culinários, e consiste em transformar os jardins, terraços, sótãos ou espaços perdidas das casas, em pequenas hortas.
  1. A entrega aos clientes caixas de madeira pré-fabricadas com 1,2 metros quadrados de tamanho (como na foto), que são verdadeiras mini-hortas urbanas.
  2. Na segunda opção e numa perspectiva de uso vertical do espaço são usadas outras caixas, de uso vertical.
  3. Por fim e para quintais, pode ser feita uma verdadeira horta.

A caixa consegue plantar uma variada combinação de frutas e vegetais… as que o cliente quiser, na verdade.

 O serviço completo das hortas BioDiverCidades custa 250 euros por estação de cultivo (Inverno e Verão)e inclui a caixa de madeira e todo o trabalho do dia-a-dia ou semana. Uma versão low cost, que inclui apenas a instalação inicial da caixa, desce o preço para os 100 euros.

Para um cenário de horta num quintal, o serviço custa 60 euros por mês, sendo que pode retirar da horta mais de 100 € mensais, para além de eliminar os custos de manutenção, no caso de ser um jardim, e do inevitável aumento de qualidade alimentar.

Reparámos que havia uma tendência no consumo e plantação de comida local e redução da pegada carbónica. Pensámos que o mercado estava mal servido [na área das hortas urbanas] e que as pessoas queriam iniciar projectos destes mas não sabiam por onde começar.

Agricultura biológica- Desafios e metas

AGRICULTURA ORGÂNICA: Desafios e metas.

Desde a II guerra mundial, os fertilizantes e pesticidas químicos têm sido muito importantes para o aumento da produtividade, porém advertências muito claras têm sido feitas actualmente sobre a qualidade de vida, tendo em vista que os produtos químicos têm tomado conta não apenas da produção em si, mas afectado tudo o que rodeia o homem, principalmente no seu ecossistema, afectado de forma tal, que tudo o que o homem consome, principalmente no seu ecossistema, contem contaminação em tal abundância, que tem se tornado caso de alarme generalizado como um perigo, tanto para a saúde humana, como dos ecossistemas naturais, comprometendo a sustentabilidade dos recursos.

Também as práticas de gestão de solos, da paisagem e dos elementos naturais em geral, em muito têm sido degradados pela agricultura convencional do seculo XX. E este alerta deposita grandes esperanças na agricultura biológica, a única que pode fazer esse retrocesso à qualidade de vida que o homem busca. A socialização dos seus benefícios é que devem ser divulgados, até como forma de desenvolvimento da agricultura familiar, que através da policultura, pode oferecer esta qualidade de vida não apenas para si, mas para com toda uma comunidade.

O poder público necessita, obrigatoriamente, de abraçar esta causa em defesa de um todo: homem, meio ambiente e futuro. É inegável que a produtividade não é tão alta, mas os benefícios podem tranquilamente fazer a diferença em que a qualidade é melhor que a quantidade e o valor agregado aliado ao custo-benefício, ainda traz vantagens.  
O produto orgânico não é apenas um produto cultivado sem o uso de adubos químicos ou agro-tóxicos. É um produto limpo, saudável, que provém de um sistema de cultivo que observa as leis da natureza e todo o maneio agrícola está baseado no respeito ao meio ambiente e na preservação dos recursos naturais.

O solo é a base do trabalho orgânico. Vários resíduos são reintegrados ao solo; esterco, restos de verduras, folhas, etc e são devolvidos aos canteiros em forma de composto para que sejam transformados em nutrientes para as plantas.

 Essa fertilização activará a vida no solo; os microorganismos além de transformarem a matéria orgânica em alimento para as plantas, tornarão a terra porosa, solta, permeável à água e ao ar. O grande valor da horticultura orgânica é promover permanentemente o melhoramento do solo. Ao invés de mero suporte para a planta, o solo será sua fonte de nutrição.

A rotação de culturas é utilizada como forma de preservar a fertilidade do solo e o equilíbrio de nutrientes. Contribui também para o controle de pragas, pois o cultivo das mesmas culturas nas mesmas áreas poderia resultar no aparecimento de doenças e infestações. As monoculturas são evitadas. A diversidade é factor que traz estabilidade ao agrossistema, pois implica no aumento de espécies e na interacção entre os diversos organismos.

O cultivo consociado, isto é, o plantio de 2 espécies lado a lado, com um objectivo especifico de inter-acção, contribui para o controle da erosão, pois mantém o solo coberto. Muitas espécies podem ser associadas entre si, pois  favorecem-se mutuamente:

Espécies que produzem muita sombra podem ser associadas àquelas que gostam de sombra; ex: tomate e salsa.

Raízes profundas com raízes superficiais; ex: cenoura e alface

Espécies com folhagens ralas podem ser plantadas junto àquelas mais volumosas; ex : cebolinha e beterraba

Espécies com exigências diversas em relação à nutrientes. ex : rúcula e brócolos.

Espécies que exalam odores e afugentam insectos: ex : alface e cebolinha.


Essas técnicas contribuem para um solo saudável, uma produção sadia e previnem o aparecimento de infestações. A conservação de faixas de vegetação selvagem entre os canteiros auxilia no controle de pragas. Servem de refúgio para diversos insectos benéficos que se alimentam de fungos ou organismos que, sem seus inimigos naturais, poderiam aniquilar a cultura. A fauna selvagem é preservada e a diversidade é essencial para o equilíbrio de várias espécies.

Infestações ocasionais podem ser tratadas com caldas, criação e libertação de inimigos naturais, armadilhas, captura manual e outros.

A maioria da produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tiram da terra o seu sustento. Conservando o solo fértil, a agricultura orgânica prende o homem à comunidade rural à qual pertence.
2. QUALIDADE x QUANTIDADE

Procura de alimentos
 Nas últimas décadas a agricultura ocidental passou por várias transformações, entre as quais, se observa um aumento significativo na produção anual de grãos. Isto, sem sombra de dúvidas, é muito bom economicamente para o Mundo, pois, além de atender às necessidades na alimentação, ainda garante mercadoria para exportar e gerar receitas.

Mas há o outro lado da questão que é a preocupação com o solo, degradação ambiental, alimentos com quantidades muito grandes de agrotóxicos, contaminação de recursos hídricos e problemas de saúde nos trabalhadores que executam a aplicação destes agrotóxicos na lavoura. Então, a crescente preocupação com a natureza através da “Agenda 21”, escolas, meios de comunicação, administradores públicos e privados e a população em geral, têm a necessidade de repensar as práticas actuais, acenando para uma mudança de hábitos, a fim de obter a qualidade de vida populacional, não descuidando do solo, água e, acima de tudo, do meio natural em geral.

Para a fertilização deve-se passar a recorrer cada vez mais á utilização de resíduos orgânicos, sejam eles vegetais ou animais.

O resíduo de gado herbívoro é mais utilizado seguido do suíno que necessita de certo tempo para a fermentação e por último, o resíduo de aves que deve ficar um ano armazenado por causa das hormonas.

Porém, como se trata de um tema bastante pertinente, justifica-se o interesse em buscar subsídios de análise e questionar sobre a falta de informação com relação à produção orgânica aos agricultores em geral e aos consumidores no sentido de aderirem ao consumo de produtos orgânicos.

Por que razão aderir à produção orgânica?
Sabemos que uma das principais questões dos diferentes sistemas de produção agrícola, diz respeito à sustentabilidade desses sistemas, em conservar e melhorar os recursos produtivos, tais como: o solo, a água, o ar e a própria biodiversidade, que permitem uma produção adequada de alimentos na obtenção de qualidade de vida e para as futuras gerações.

Partindo do princípio médico de que a maioria das doenças decorre do desequilíbrio alimentar pelo uso de elementos químicos, é necessário repensar a forma de nos alimentarmos.

Actualmente, cada pessoa, com a sua liberdade para escolher o que quer consumir, tem opção de uma variedade enorme de produtos industrializados e comercializados, os quais contêm produtos químicos, resíduos tóxicos, conservantes e corantes nas comidas e bebidas; antibióticos e hormonas nas carnes; metais pesados introduzidos na água, etc.

A alternativa que se viabiliza no momento como melhor caminho para uma melhor qualidade de vida e sustentabilidade é a produção biológica.

Este problema já começa na própria concepção de “agricultura biológica”, que geralmente oscila entre o modelo predatório que era utilizado onde o agricultor chega, desmata, queima, planta por alguns anos, e depois dos solos esgotados, deixa o mato se reocupar os terrenos ou faz pasto e assim ficará até acontecer uma mudança de tecnologias ou incentivos comunitários desadequados e recomeça a predação.

Diante do acima exposto é necessário, compreender o que é agricultura orgânica e quais seus benefícios.

A agricultura orgânica ou Agricultura biológica é um termo frequentemente usado para a produção de alimentos, produtos animais e vegetais que não fazem uso de produtos químicos sintéticos ou alimentos geneticamente modificados, geralmente aderem aos princípios de agricultura sustentável. Sua base é holística, ou seja, de todo o sistema de produção, põe ênfase no solo. Seus proponentes acreditam num solo saudável, mantido sem uso de fertilizantes e pesticidas feitos pelo homem, os alimentos têm uma qualidade superior a alimentos convencionais.

Actualmente também já se pode dar uma igual importância à industria de transformados de agricultura biológica, dado o alto peso que têm quer na nossa alimentação como nas produções e também por sua vez na contaminação ambiental, no caso da agro-industria biológica a ser evitado ou minimizado a todo o custo, como regra e condicionante.
Procura-se produzir com uma maior eficiência energética. Busca-se conhecer e incrementar interacções positivas que beneficiam a produção.

O desafio de aumentar a produção de alimentos para equipará-la à procura, ao mesmo tempo mantendo a integridade ecológica essencial dos sistemas de produção, é um desafio formidável em magnitude e complexidade. Porém, dispomos do conhecimento necessário para conservar os nossos recursos agrários e hídricos, embora tenha que haver uma maior consciencialização neste sentido, pois sabe-se hoje que os recursos hídricos não são infindáveis.

Essa é mais uma vantagem da agricultura biológica, uma vez que a regularidade das chuvas dependem directamente da questão agrária, tais como: desmatamentos, queimadas, defensivos químicos e outra série de factores provenientes da poluição de todo um sistema, que faz com que as épocas de chuva também se modifiquem.

Contudo, as novas tecnologias possibilitam o aumento da produtividade e, ao mesmo tempo, reduzem as pressões sobre os recursos. Uma nova geração de agricultores combina experiência com educação. Na posse desses recursos, podemos satisfazer as necessidades da grande família humana.

Como obstáculo temos o enfoque limitado do planeamento e das políticas agrícolas, onde cabe ao poder público fazer a sua parte, pelo simples facto de estar trabalhando para a saúde e bem estar da população.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portanto, é preciso que a população adira ao consumo de produtos orgânicos, para que tenha uma qualidade de vida melhor. Motivos para tal, são muitos e vão ao encontro não apenas da saúde e bem estar do indivíduo mas principalmente, do ecossistema, do qual este mesmo indivíduo é parte, cujos principais.
Torna-se também fundamental, accionar medidas, mecanismos e práticas para que os actuais ainda por vezes altos dos produtos biológicos, sejam ao invés de penalizados pela, máquina burocrática e fiscal, incentivados para que se tornem mais acessíveis a toda a população (embora que, se for feito um consumo racional, tipo produtos de época, esses preços chegam a ser mais baixos que o convencional, mas isso será tratado em artigo próximo)

São descritos a seguir os referidos benefícios:




  1. Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Pesquisas e estudos têm demonstrado que os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reacções alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até cancro.
  2. Os alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e equilibrados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo.
  3. Os alimentos orgânicos são mais saborosos. Sabor e aroma são mais intensos - na sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los.
  4. Protege futuras gerações de contaminação química. A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afecta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura biológica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como base do seu trabalho a preservação dos recursos naturais.
  5. Evita a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, etc., o solo mantém-se fértil e permanece produtivo ano após ano.
  6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis de água e poluem rios e lagos.
  7. Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis. A vida silvestre, parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e as áreas naturais são conservadas  na produção biológica e a interesse do próprio agricultor.
  8. Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais.
  9. Economiza energia. O cultivo orgânico dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica no solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como consumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza.
  10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura biológica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização. O Selo de Certificação é a garantia do consumidor de estar a adquirir produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico.
Consuma produtos biológicos e promova a agricultura biológica e a sustentabilidade dos recursos naturais

Como criar uma árvore ou arbusto a partir da semente

Como criar um árvore ou arbusto da semente

Criar árvores a partir de sementes  pode ser uma das actividades mais gratificantes de jardinagem,  mas muitas vezes requerem um pouco de preparação mais difícil que muitas sementes de flores ou  vegetais.

Na maioria dos casos, existem duas maneiras de germinar sementes da árvore: O modo natural, que muitas vezes inclui a sementeira no outono, ou através de trabalho forçado ou germinação assistida, que inicialmente é feito dentro de casa.



A maneira natural de germinar sementes de árvore

As sementes germinam e as árvores crescem desde o inicio da sua existência no tempo, sem nenhuma ajuda de seres humanos.  O modo natural para germinar sementes de árvores, então, é permitir que a natureza siga o seu curso. A maioria das sementes, quando semeadas no outono e sem qualquer pré-tratamento, vão começar a germinar na primavera seguinte. Certifique-se de semear as sementes na profundidade recomendada.  Se as sementes são plantadas muito profundo, isso pode retardar ou inibir o processo de germinação de primavera. Com algumas variedades de sementes pode ver compassar a germinação durante dois ou três anos, com algumas sementes a germinar na primavera e as demais, germinam mais tarde.

É importante lembrar que muitas espécies são originais de climas mais frios, onde as sementes caem no chão e são cobertas por folhas no Outono. Durante o inverno, as sementes permanecem alojados neste ambiente de fresca humidade. Quando a primavera chega, as sementes, iniciam o processo de germinação.

Para muitos tipos de sementes, o embrião no interior da semente é imaturo e incapaz de germinar (isso é chamado de "dormência") até que amadureça dessa maneira.O atraso no processo de germinação é essencial para a sobrevivência de muitas espécies de árvores. Numa floresta natural, se as sementes germinarem imediatamente após cair no chão no final do verão ou outono, as maioria morreriam durante o inverno frio.

 Germinação forçada



Embora a germinação natural seja uma forma aceitável de iniciar a maioria das sementes de árvore, por vezes, resultados melhores e mais consistente podem ser alcançados através de trabalho forçado ou germinação assistida.

Basicamente, isso significa o uso de várias técnicas para imitar a natureza no papel de criar condições para as sementes de árvores para germinarem.

Existem várias técnicas que podem estar envolvidos para forçar a germinação de sementes de qualquer árvore. Por favor, leia atentamente os passos recomendados listadas em cada pacote individual da semente.

Muitas sementes necessitam de uma ou mais etapas de tratamento para estimular o processo de germinação. As três etapas são: 1) estratificação 2)escarificação,  3)Estratificação fria. Tenha em mente que nem todas as sementes necessitam de todas essas etapas. Na verdade, algumas sementes não necessitam de qualquer pré-tratamento.

Escarificação:

A escarificação é o processo de redução ou quebra do revestimento da semente para que a humidade possa penetrar e o embrião pode começar o processo de germinação. A escarificação é comummente exigido em sementes com cascas de duras ou difíceis. Muitas sementes não requerem qualquer escarificação, e para aqueles que o fazem, o tratamento mais comum é uma simples banho em água durante algum tempo variável consoante a espécie .

O tegumento rígido pode ser dividido por um) a água molhe, b) uma quebra física ou mecânica do tegumento, ou c) um ácido ou tratamento químico (normalmente não é necessário).

a) A  mergulha em água: despeje a água sobre as sementes e deixe de molho, 6 a 24 horas. A maioria dos tratamentos de água são feitos com água à temperatura ambiente. É melhor usar um recipiente de vidro para aproveitar as sementes. Algumas sementes podem exigir água quente, conforme as instruções.

 b) física / mecânica: Usando uma pequena lima ou lixa, esfregue a parte externa do tegumento para reduzir a sua densidade , para que a humidade pode penetrar mais facilmente para o embrião. Tenha cuidado para não o danificar.

 c) Lavagem química (ácido) : O método de lavagem química da escarificação é normalmente utilizado pelos produtores comerciais de variedades de sementes de selecção e muitas vezes não é necessário para fins de hortas familiares. Se for este o seu caso, e dado a minha convicção anti-químicos aconselho misturar com fezes de galinha ou aves e deixar vários dias húmido em fermentação. Os ácidos das fezes de aves potenciados pela fermentação irão quebrar a dormência do tegumento.

Estratificação a frio:

A estratificação é o processo de imitar o processo natural de hibernação, expondo as sementes num local fresco e húmido. A maneira mais fácil para realizar este processo é:

1) Pegue um punhado de turfa e mergulhe-o em água até que esteja saturado.
2) Após a imersão, use as mãos para espremer o máximo de água possível.
3) Coloque uma camada de turfa húmida no fundo de um saco com fecho hermético
4) Coloque as sementes sobre a camada e preencher o restante da bolsa com a turfa
5) Vede o saco bem fechado
6) Guarde a embalagem lacrada no fundo do congelador para o tempo de estratificação adequado.

Durante este processo, ocasionalmente deve verificar as sementes para os sinais de germinação precoce. Se começam a germinar na geladeira, retire-as e vegetais como normal.

Após o tempo de estratificação prescrito na geladeira, retire as sementes e deve plantá-las da maneira normal.

Estratificação quente:

A etapa de estratificação quente é pensado para imitar a dormência da semente no verão, quando geralmente é enfiado no solo húmido quente ou em lama. Para a estratificação quente, siga os mesmos passos descritos para o processo a frio, excepto colocar o saco hermético num local quente ou ligeiramente acima da temperatura ambiente para uma temperatura alvo de cerca de 72 a 86 graus .

Tambem durante o processo de estratificação quente, ocasionalmente verificar as sementes para os sinais de germinação precoce. Se as sementes começam a germinar, devem ser plantadas.

Plantação das Sementes
 

As sementes podem ser semeadas em recipientes individuais ou em bandejas de sementes. É importante assegurar são plantadas na profundidade do solo recomendo. A maioria das sementes de árvores são plantadas mais rasas do que outras sementes, mas geralmente depende do tamanho da semente. Por favor, siga as instruções sobre cada pacote de sementes para a profundidade de plantio adequado. As sementes devem ser semeadas num meio bem drenado, como uma mistura de turfa e composto.


Para sementes maiores - aqueles com mais de um 1 / 3 de um centímetro de altura, pressione a metade da semente no meio. Para sementes menores, espalhe-as sobre a superfície do solo. Cubra as sementes com uma fina camada de areia a uma profundidade sobre a espessura das sementes.

Após o plantio  regá-las com cuidado e manter húmidas, mas não molhado.Manutenção da humidade elevada e humidade relativa do ar é crítico para a germinação das sementes. Pode aaumentar a humidade, colocando o tabuleiro de sementes numa barraca de plástico. Certifique-se de fazer alguns furos na tampa plástica para garantir a circulação de ar adequada. Mantenha as bandejas num local quente, mas com pouca iluminação.

A germinação pode ser  rápida e em poucos dias ou mais lenta e em vários meses, dependendo da espécie e das condições ambientais. Uma vez que as sementes germinem, devem ser mudadas para um local com luz.  Talvez seja necessário algum cuidado e atenção por alguns meses antes do plantio ao ar livre. Tente dar às plantas jovens tanta luz do sol tanto quanto possível.



Jardins comestiveis

Jardim de hortícolas
Com um jardim de hortícolas, utilizando as várias espécies de vegetais da nossa culinária e hortas, através das suas conjugações, tendo em conta a cor, forma e tamanho, consegue-se um aspecto decorativo que sirva as duas funções, a ornamental e a produção. Resultando num belo e aprazível jardim com a possibilidade e vantagem de se poder consumir as plantas que nele existam.

Por este facto, o jardim torna-se dinâmico, porque depois de cada colheita, pode-se alterar a forma e aparência do espaço.

O jardim de hortícolas pode ter duas formas principais ou apresentações.



Pode ser concebido como um Jardim, no verdadeiro sentido da palavra, em que se utilizam espécies perenes e que implica pouca manutenção, ou ser encarado na perspectiva produtiva ao longo do ano.


Para este tipo de situação, até um pequeno pátio ou varanda podem ser alvo de uma intervenção, através da colocação de vasos ou recipientes apropriados, que na sua interligação e conjugação obterão o efeito decorativo desejado.

 


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Jardinagem ZEN

Jardinagem Zen
Numerosas versões existem para explicar a origem desta arte tão subtil. As fontes mais confiáveis indicam que as primeiras manifestações surgiram na Índia, entre os budistas, depois de um episódio de Gautama o Buda.
 
Certa vez, vendo caído um galho de rosas, quebrado pelo vento, o mestre teve tanta piedade das flores que pediu a um discípulo que as colocasse num vaso com água, para que vivessem mais. "A vida é uma dádiva divina - disse Buda - e a suprema beleza das flores vivas deve ser prolongada o máximo possível."

Desde então, tornou-se comum entre os budistas o hábito de apanhar as flores caídas para fazer com elas arranjos em homenagem a Buda.
No Japão introduziram a prática de cobrir parte dos jardins com areia branca, desenhada com padrões que imitavam águas onduladas.

O maior desses jardins hoje em dia fica na cidade de Kyoto, no Templo de Ryoan-ji, em Kyoto, também conhecido como o templo das 15 pedras.

Jardim Zen
O Jardim Zen é uma das mais fascinantes formas de lazer e decoração conhecidas. Ele é a reprodução do mais antigo jardim conhecido: o Ryoangi, na cidade de Kyoto, no Japão.

Ele é a recriação em pequenos espaços da paisagem e do Universo. Nos templos antigos, eram os monges e os nobres que desenhavam no Jardim.


Sua simplicidade expressa um grau de espiritualidade, recriam córregos, lagos e colinas artificiais.


O refazer do Jardim é um hábito e convida à prática da meditação.


A imaginação é infinita no Jardim, tudo é válido para se ter o efeito desejado: um sopro de areia, sulcos com os dedos, pequenas covas, o que importa é fazer o que se sente e reproduzir os seus sonhos.


Por esta razão o Jardim Zen é um elemento dinâmico, não estável, que pode ser restruturado e readequado de acordo com o estado de espirito ou um assomo de criatividade.
É deslumbrantemente belo! Acha complicado ou dificil ter um?
De todo! Basta um pequeno quintal ou terraço e no resto podemos ajudá-lo...

O consumo do Futuro

Fazer compras de produtos biológicos por grosso e em conjunto sai mais barato. É o que propõem os "grupos de compras solidárias" com enorme sucesso, nomeadamente na Alemanha, junto dos adeptos da "agricultura biológica".


Acabararm-se as idas semanais, solitárias, ao supermercado. Na Alemanha, o apreciador da boa comida adepto de produtos biológicos abandona, cada vez mais, as grandes superfícies em proveito das cooperativas alimentares, também chamadas "centrais de compras solidárias".

Os consumidores associam-se para efectuarem as compras de fruta e legumes. Como as cooperativas conseguem comprar produtos alimentares de agricultura ecológica em maiores quantidades, os agricultores e os revendedores de produtos alimentares, como as empresas Bioland ou Rapunzel, estão dispostos a baixar os preços. Resultado: os membros das cooperativas fazem economias e habituam-se a consumir "de forma alternativa".

Distributição ao domicílio
A organização das cooperativas alimentares baseia-se na boa vontade dos seus membros. Assim, Daniela, estudante de Etnologia em Münster, assume a sua quota de trabalho: recebe os produtos no seu apartamento. Reparte-os em seguida pelos membros, que passam por casa dela a levantar as suas encomendas.

A cooperativa de Münster desenvolveu o seu próprio sistema de encomendas por Internet. No seu site, pode-se não apenas encher o cesto, mas consultar igualmente as facturas. Cada membro começa por dar uma entrada e, depois, pode encomendar o que quiser. Cada um deduz os custos na sua conta, mas não há controlo. O sistema das cooperativas alimentares baseia-se na confiança mútua entre membros. Portanto, para entrar no grupo, é necessário não apenas apresentar-se em pessoa aos outros membros, mas também estar disposto a participar frequentemente nas reuniões e mostrar real interesse no projecto.

O que há no cesto de produtos biológicos da Daniela, neste mês de Setembro? Couve rábano, cogumelos e erva-doce, amoras e pão bretzel biológico… Não vale a pena procurar ananás, apesar de a presente "biomania” ir ao ponto de a simples aplicação de um rótulo “biológico” chegar a justificar a exportação de kiwis sul-africanos para a Europa. Para as cooperativas alimentares, a cultura de produtos alimentares deve respeitar os recursos naturais e proteger a natureza e o ambiente.

O que chega ao prato dos membros de uma central de compras solidárias deve ter sido cultivado sem produtos tóxicos e de acordo com critérios ecológicos. O sindicato federal das cooperativas alimentares (mais conhecido na Alemanha sob o nome de Foodcoop Bundes AG) bate-se para que os produtos sem pesticidas estejam disponíveis mesmo para lá das existências das cooperativas. Por isso, ajuda o consumidor vulgar a melhorar os seus hábitos de consumo. Os seus cavalos de batalha? Acabar com as embalagens, reduzir os transportes de produtos alimentares e escolher prioritariamente produtos regionais e da estação. Afinal, pode-se viver sem laranjas importadas de Espanha ou ananás do Brasil.

Mais ecológico que nas bio-lojas
 Foi nos anos 70 que os pioneiros do movimento das cooperativas alimentares começaram a concretizar o seu sonho de pôr alimentos biológicos ao alcance de todos, a um preço razoável. A ideia espalhou-se rapidamente através de toda a Europa. No entanto, se as novas cooperativas se multiplicaram na Alemanha e Inglaterra, em França, onde(apesar do relativo sucesso das AMAP) não representam ainda uma alternativa à oferta das cadeias de supermercados, continuam a ser relativamente raras. Em contrapartida, vê-se cada vez mais frequentemente os consumidores das zonas rurais fazerem compras directamente junto dos agricultores.

De uma maneira ou outra, o conceito subjacente é idêntico: os produtos biológicos são melhores para a saúde e para o ambiente, mas saem menos caros se forem comprados directamente ao produtor.


Para o porta-voz do sindicato federal, Tom Albrecht, as cooperativas alimentares reúnem pessoas "mais ricas em tempo do que em dinheiro". Os que ganham mais e se interessam por produtos biológicos compram geralmente nas lojas. "As cooperativas alimentares são a alternativa mais ecológica", sublinha Tom Albrecht, porque são as únicas a poder satisfazer precisamente a procura dos seus membros. Quanto mais o abastecimento for assegurado por produtores locais, mais os custos de transporte diminuem.

Assim, o agricultor ou o grossista que trabalha com uma cooperativa entrega em geral os produtos num único lugar, acessível a todos os membros. As lojas biológicas, por seu lado, são obrigadas a gerar lucros e a propor nas suas prateleiras alimentos que têm um menor escoamento.



Lukas Ley et Lilian Maria Phitan (Adaptação BioDiverCidades)

Como começar uma horta em casa

O principiante da horta-urbana

Horticultura Urbana


A horticultura urbana pode parecer uma tarefa monumental, mas pode ser um esforço bem sucedido e sobretudo bem recompensado na qualidade dos alimentos produzidos e também em alguma poupança no orçamento doméstico.

A agricultura urbana pode ser tão simples como ter um único tomateiro ou tão grande como o quintal inteiro. Alguns elementos-chave podem ajudar os iniciados como e por onde começar e como evoluem no aproveitamento de espaço para um objectivo produtivo da auto-suficiência. Esse movimento está a espalhar-se pelo mundo como um meio de economizar dinheiro e alimentar de forma mais saudável.

Horta Urbana-Que dimensão para começar?

O agricultor iniciado deve começar em pequeno, na sua própria varanda, quintal, marquise ou janelas. Aquele que tem alguma experiência de jardinagem poderá ser  mais  arrojado. A melhor maneira de começar esta empresa será em começar um planeamento. O agricultor urbano começa a planear a horta durante a época entre estações de cultura, quando o clima não é propício para adequar as condições de cultivo,  como seja, o que plantar e onde plantar dentro do ambiente urbano. O iniciado faria bem em começar com apenas três a cinco plantas da mesma espécie e na temporada seguinte adicionar  outras variedades e consequentemente, aumentando a área utilizada até que uma verdadeira horta produtiva possa ser estabelecida.

Com o aumento do conhecimento e segurança das principais técnicas e culturas de horticolas em geral, deve-se planear plantar mais variedades, assim como aumentar o número de plantas cultivadas. Mesmo com um vasto conhecimento de horticultura deve começar pequeno, porque o ambiente de horticultura urbana é geralmente diferente de outros ambientes mais adequados para a actividade. Isso não quer dizer que o cultivo de uma horta na cidade é difícil, mas tem desafios únicos, especialmente a falta de espaço.


Horta urbana- lidar com os desafios
Os desafios da horticultura urbana incluem a falta de espaço, condições de luz do sol, e a vida selvagem urbana. Vários métodos são usados para combater a falta de espaço. Estes métodos incluem crescimento vertical, utilizando canteiros, bem como o método de jardinagem em cama profunda. Muitas plantas que trepam, podem ser cultivadas verticalmente com êxito aproveitando as grades de varandas ou até estruturas simples de apoio na parede. Ervilhas, feijão, pepino, melão são exemplos de plantas a aproveitar o uso vertical para proporcionar mais espaço de terra para o plantio de outras variedades de legumes e frutas mais rasteiros.
Na verdade, as ervilhas e feijões necessitam de espaço vertical para maior desenvolvimento. Neste contexto e sendo cultivo de sementeira directa, deverá ser pensado o espaço tendo em conta estas caracteristicas. Plantas com menor crescimento são cultivadas para o sol, nas linhas da frente, e sucessivamente mais altas mais para trás num método de plantação em fileiras, para que cada planta possa receber a luz solar adequada. Isso geralmente é feito com as plantas mais altas encostadas ás paredes.


As camas levantadas podem ser uma utilização eficiente do espaço quando este é limitado para começar. Mais plantas podem ser cultivadas por metro quadrado numa cama levantada do que quando cultivadas recorrendo ao sistema de linha tradicional.
Condições de luz solar podem também ser um factor de desafio para horticultura urbana. A falta de luz solar pode levar as plantas a produzir menos quantidade, assim como afectar a sua saúde. Demasiada exposição solar pode queimar as plantas e matá-las.

Falta de luz solar pode ser compensada pela escolha das janelas ou varandas mais adequadas, ou colocando superfícies reflexivas no caso de quintais muito escondidos. Pintar uma parede ou muro em branco, por exemplo, pode melhorar as condições de luz solar adequada.


Muito sol,  pode ser compensado pela rega extra ou proporcionando sombra durante o período de luz solar mais intenso. Com postes e um lençol de algodão transparente pode fazer maravilhas para melhorar as condições para um exposição adequada ao sol. No caso de varandas ou marquises, pode ter sombra recorrendo a vasos grandes com árvores como pessegueiros, romãs, macieiras, etc, contando que percam a folha no inverno, quando será necessário optimizar a luz. Assim, além da horta passa a ter também um pomar.

A vida selvagem urbana pode ser um problema para muitos horticultores urbanos, uma vez que ao contrario do campo, o ecossistema artificial não dispõe de muitas espécies de animais selvagens que são auxiliares por consumirem insectos e auxiliarem o agricultor.
No entanto, muitos métodos existem para combater insectos e bichos que podem causar estragos num jardim de outra forma produtiva. O mais amplamente eficaz dissuasor de pragas e também mais fácil para um agricultor orgânico urbano, é um simples pulverizador de controle de pragas, com um preparado incluindo pimenta, sabão azul e branco e água. Em quintais, os métodos de barreira, como pedras ou bambu ou com fio de aves podem fazer muito para manter os roedores tais como ratos e coelhos fora do jardim. Algum espantalho criativo sobre as árvores de fruto, vinhas, e os arbustos podem controlar os danos dos pássaros de fruta.

No entanto e relativo a este ponto, existem também na cidade, de igual modo, muitas outras espécies de insectos e aves que são benéficos e normalmente designados como auxiliares, exactamente porque se alimentam ou afugentam, daqueles outros que são indesejados. Para isso também existem várias técnicas e formas de atrair estes simpáticos e altruistas ajudantes (Joaninhas, louva a deus, corujas, pequenas aves insectívoras e repteis em geral  que são grandes consumidores de insectos e ratos).


Brevemente faremos um artigo com indicação destas espécies auxiliares.

A horticultura urbana pode ser uma empreitada muito lucrativa e não só pelas colheitas mas por todo o processo como actividade em si, pois é altamente terapêutico, pedagógico e interessante. Verá quando começar a interligação dos vários fenómenos. Tudo esta ligado e em estreita relação. Compreender e superar os desafios podem dar óptimos resultados em direcção ao sucesso final. Começar pequeno é crucial para aqueles que desejam começar um jardim urbano. Como referido

 (Adaptado do texto de Elizabeth Rose 30 de Junho de 2010)

Mãos à obra e se tiver dúvidas, achar que não consegue, ou não tem tempo, mas quer muito ter na mesma, contacte-nos. Essa é a nossa missão e profissão.... 
 

O efeito da agricultura biológica nas Mudanças Climáticas

O efeito da agricultura biológica nas Mudanças Climáticas




Com o nosso modo de vida actual, pensar impedir a mudança do clima para um cenário devastador é quase impossível ou no minimo muito pouco realista.  Segundo relatos, 'Trezentas peças de cinquenta por milhão (350 ppm) é o limite recomendado de segurança para o dióxido de carbono na nossa atmosfera. Hoje, a 386 ppm, estamos bastante acima do limite. Esta é a razão pela qual até hoje, por exemplo, a já metade de Metro de Manila, uma cidade que acreditava ser impossível afundar, começaram a ficar submersos. Esta é também a razão das tempestades e intempéries (desde o excesso, escassez ou irregularidade de chuvas, calor, ventos, etc) que vêem devastando as explorações agrícolas no mundo inteiro, resultando em escassez de alimentos nalgumas regiões do planeta, avultados prejuízos, ou especulações de mercado noutros e no final, a sempre presente, quebra continua de qualidade dos produtos alimentares.

Isto no contexto da produção agricola, porque os problemas, estragos e prejuízos são muito mais vastos e transversais a muitos sectores e também factores, incluindo a crescente perda de vidas humanas (e muitas outras espécies vivas) com calamidades naturais.



 "Para evitar mais caos climático, com todas as inevitáveis perdas e possíveis mudanças drásticas anunciadas para a ordem de muitas coisas como as conhecemos, devemos implantar a tecnologia mais criativa e inovadora que esteja actualmente à disposição no planeta, para rapidamente retirar o dióxido de carbono da atmosfera.
 Se, no entanto, mudarmos o nosso estilo de vida, ainda pode haver alguma esperança. Uma maneira é através da agricultura respeitadora do ambiente. Tanto quanto possível, precisamos retirar mais carbono da atmosfera.  "A agricultura biológica poderia puxar quarenta por cento das emissões globais de nossa atmosfera a cada ano e 40% é uma grande ajuda no nosso ambiente. Os agricultores que estão construindo carbono orgânico a partir do solo (vulgo plantas) podem remover dióxido de carbono da atmosfera a taxas de 2 toneladas de CO2 por hectare."

Ao praticar uma agricultura sustentável, orgânica ou biodinâmica, podemos nutrir continuamente os nossos solos, com técnicas criativas, como rotação de culturas, cobertura de cultivo, fertilizantes orgânicos e imitar os métodos inovadores, mas suaves e regeneradores da Natureza. Ao contrário da agricultura convencional, onde empresas de produtos químicos queimam combustíveis fósseis para a produção de fertilizantes sintéticos, que por sua vez vão para o ar e consecutivamente perturbar ainda mais o nosso ambiente e clima.

" Segundo a Organic Farming poderíamos parar as alterações climáticas globais ". Os verdadeiros agricultores biológicos ajudam a construir solos verdadeiros, de estrutura natural, equilibrada e saudável. E solos bem tratados têm uma muito superior capacidade de reter mais carbono e segurar mais água. Solos naturais e saudáveis têm melhor desempenho, quer seja em situações de muito secas ou muito húmidas condições meteorológicas. Com boa terra, vamos construir uma Terra melhor, resiliente ao clima muito incerto que nos aguarda. E isso significa também alimentos mais saudáveis para o nosso mundo em crescimento ".

Ao invés de penalizados com taxas, fiscalizações e custos burocráticos acrescidos (que a agricultura "tóxica" não tem) que só encarecem o valor final dos produtos para o publico, os agricultores biológicos deveriam ser apoiados e incentivados a intensificarem as práticas culturais de fixação de carbono (incluindo nisto a gestão florestal sustentável, também de muito grande importância).

Seria melhor para nós, afim de tirar proveito da situação, enquanto o efeito ainda não se tenha instalado irreversivelmente . A mudança deve ser a nossa principal prioridade, se o que quisemos fazer seja manter o nosso futuro, conservar e conseguir um lugar melhor para os nossos filhos para viverem.  Se não, então tudo aquilo que defendemos, tudo o que nos é caro, e tudo que nós construímos e conquistámos será sentido e em grande parte perdido nos próximos anos.
 
Podemos pelo menos formar opinião, consciência e exigir que nos protejam, á nossa saúde, do nosso planeta, e o futuro das gerações vindouras.