Louva-a-Deus como auxiliar na horta

Louva-a-Deus como auxiliar na horta


Louva a Deus - Amigo ou inimigo?


Enquanto a fêmea pode, efectivamente, se alimentar do seu companheiro durante o acasalamento,  o louva-deus também tem outras características surpreendentes. É o único predador que é rápido o suficiente para capturar os mosquitos e moscas. É também o único insecto que pode virar a cabeça a toda a volta (180 graus).

Têm apetite voraz e comem uma variedade de insetos, inclusive pulgões, gafanhotos, moscas domésticas, traças e grilos. No entanto, além desses insectos, o louva-deus come também insetos benéficos como grupos de moscas e crisopídeos. Se você é um agricultor que tem a ajuda do louva a deus para controle de pragas, mantenha isso em mente.

A criação e introdução de louva a deus para a horta

A maioria dos louva-deus são vendidos em caixas de ovos, cada postura de ovos chocarão entre 5-20 ninfas jovens. Para melhor controle de pragas, uso de 3 para um jardim com 5.000 metros quadrados Recomendamos que você use o seu ovo imediatamente embora possam ser guardada na frigorifico por até uma semana após a sua recepção. Você pode pendurar o casulo do ovo fora e permitir as ninfas jovens escapar, ou pode montar um terrário.

Cuidados interior do Praying Mantis

Crie um terrário num tanque com peixes, aquário , o recipiente de iogurte, ou até mesmo um frasco. Independentemente do tipo de recipiente utilizado, uma vara ou ramo devem ser fornecidos para os insetos se pendurarem, assim como um pequeno prato de água no fundo para acrescentar humidade ao ambiente. Coloque e malha sobre a parte superior do recipiente para impedir os jovens de escapar, e também permitir que o ar e alimentos possa ser colocado dentro A temperatura deve ser mantida em cerca de 25-28 C .
Manter o recipiente protegido da luz solar direta e manter um ambiente húmido por nebulização todos os dias.

Alimentação Louva a Deus
As ninfas jovens vão eclodir para fora de seu casulo de ovos em aproximadamente 3 semanas. À medida que crescem mais, deve movê-las em um recipiente maior para que eles tenham espaço suficiente para alimentar e mover-se. Após a incubação, a mantis deve ter alimento vivo a cada 2-3 dias. Se não, eles devoram uns aos outros.

Insetos vivos, como moscas, pulgões, baratas, grilos, besouros, gafanhotos, aranhas, lagartas, mariposas, moscas domésticas e é um alimento favorito do mantis. Os menores e de corpo mais macio, são uma fonte de alimentação melhor para as ninfas jovens . Depois de ter concluído os seus estágios iniciais, eles podem ser alimentados com insectos maiores que os pulgões e moscas do vinagre, como mosquitos, moscas e baratas.

Se não forem libertados, cada adulto terá que ter a sua própria gaiola. Um mantis pode ser mantido como um animal de estimação e alimentados durante todo o ano.




A EDUCAÇÃO AMBIENTAL


A educação ambiental pressupõe uma actividade contínua e regular que pretende, como o próprio nome indica, educar e formar indivíduos, no sentido duma verdadeira e construtiva consciência global e ambiental, assumida como uma disciplina curricular num modelo pedagógico integral.



A sensibilização ambiental, por outro lado, através de actividades pontuais, pretende alertar e sensibilizar cada participante para um determinado tema, abrangendo contudo, uma informação mais vasta, genérica e superficial às várias questões referentes a esse mesmo tema, tendo como base o estímulo das afectividades, sensibilidade e criatividade.

É na abordagem destes modelos que Biosite.Com se propõe uma abordagem mais holística em que cada individuo tem algo de fundamental a oferecer para a "cura da Terra" e de si próprio. Partindo duma visão do mundo e do papel do homem sobre a Terra, reconhecendo a importância do espírito e do papel criador do ser humano. E sem essa componente, as nossas soluções para os problemas ambientais são muito limitadas.


É nesta abordagem que surge uma das principais linhas orientadoras do projecto Biosite.Com no seu todo. Entende-se o conhecimento e respectiva aprendizagem como uma grande rede de multidisciplinaridade, em que as coisas não são consideradas de forma estanque e compartimentada mas sim como realmente acontecem no universo real do dia-a-dia. Tudo está relacionado, de forma directa ou indirecta. As várias disciplinas, ciências, filosofias ou ofícios existem em estreita relação, e com base em princípios universais que as interligam de forma inevitável porque, e principalmente, assim é a vida e todas as coisas existentes.

Mas sublinhe-se que a intenção profunda é a de formar para a vida e não para uma actividade em especial, porque um indivíduo seguro da sua capacidade e objectivos, descobre por si próprio e ao longo da vida, o que fazer para se realizar ou qual a melhor forma de contribuir para o bem-estar geral da comunidade da forma que melhor entender. Estimular a auto-confiança, a auto-estima, a consciência, a abertura de espírito, o livre arbítrio, a criatividade, o engenho, mas acima de tudo, a alegria de viver, como ferramentas do dia-a-dia para uma melhor qualidade de vida e auto-afirmação.


Deste modo, as actividades,  foram concebidas sob a forma de ciclos que irão evoluindo, à medida que as próprias mentes e as consciências de cada um assim evoluem, tal como a Natureza se rege por ciclos e crescimentos. As coisas ligam-se e associam-se, basta que queiramos olhar de cima e não de baixo: criar ao invés de copiar. Compreender em oposição a saber. Apreciar ao invés de querer ter.

Isto é o que se procura na filosofia de concepção e execução para todas as actividades apresentadas.
 

Caracteristicas e Propriedades alimentares de alguns frutos

CITRINOS (Citrus spp.)

Os Citrinos são árvores folhosas, de folha persistente.
FAMÍLIA: Rutaceae
GÉNERO: Citrus
ORIGEM: Ásia
PROPRIEDADES: Por ter muita vitamina C, os citrinos tornam o organismo mais resistente às infecções e dão saúde às gengivas. Possui propriedades cicatrizantes, auxilia o organismo a absorver o ferro de outros alimentos, a combater stress e alergias, a diminuir as taxas de colesterol e o risco de alguns tipos de cancro.

PESSEGUEIRO (Prunus pérsica)

Os Pessegueiros são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Prunus
ORIGEM: China
PROPRIEDADES: Contem grande quantidade de vitamina A, que nos frutos, é útil para a protecção da vista, pele e auxiliar no crescimento. Rico em niacina, que é uma vitamina que actua na digestão, além de estimular o apetite.

AMEIXEIRAS (Prunus domestica)

As Ameixeiras são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Prunus
ORIGEM: Ásia menor.
PROPRIEDADES: As ameixas têm muito potássio e fósforo. Podem ser usadas em todas as dietas de doenças do aparelho circulatório, rins e fígado, na gota e no reumatismo.


NESPEREIRA (Eriobotrya japónica)


As Nespereiras são árvores folhosas, de folha persistente.
FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Eriobotrya
ORIGEM: China
PROPRIEDADES: A Nêspera tem alto teor de açúcar, acidez e pectina. Em calda, são usados na medicina tradicional chinesa como expectorante para a garganta. São úteis na limpeza dos rins e problemas no intestino. Auxiliam na cura de inflamações internas do organismo.


DIOSPIREIRO (Diospyrus kaki)


Os Diospireiros são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Ebenaceae
GÉNERO: Diospyrus
ORIGEM: China.
PROPRIEDADES: Tem poucas calorias e possui vitaminas A, B1, B2 e E, além de cálcio, ferro e proteínas. O Dióspiro auxilia no funcionamento intestinal devido ao tipo de fibras. É rico em betacaroteno, com acção sobre os dentes, pele, olhos, unhas, cabelos e na defesa do organismo.


FIGUEIRA (Ficus carica)


As Figueiras são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Moraceae
GÉNERO: Ficus
ORIGEM: Região Mediterrânica
PROPRIEDADES: O figo é útil na protecção e rejuvenescimento do organismo, para prisões de ventre, limpeza dos rins e na digestão. Também é indicado para pessoas com problemas dos brônquios, gripes e constipações. Na medicina caseira é usado para expulsar parasitas dos intestinos em crianças.

AVELEIRA (Corylus avellana)

As Aveleiras são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Betulaceae
GÉNERO: Corylus
ORIGEM: Europa, Ásia Menor e América do Norte.
PROPRIEDADES: As avelãs têm muita vitamina E. Útil como antioxidante, prevenção de doenças cardíacas e cancro nas veias e artérias, e também para reduzir o colesterol. As avelãs podem equilibrar a pressão sanguínea e são boas para o desenvolvimento dos ossos.


ABACATE (Persea americana)


Os Abacateiros são árvores folhosas, de folha persistente.
FAMÍLIA: Laureaceas
GÉNERO: Persea
ORIGEM: América do Sul.
PROPRIEDADES: Com varias características para a aplicação cosmética. É rica em açúcares e vitaminas, sendo das frutas que tem mais proteínas. É muito apreciado em saladas ou para confecção de molhos.

OLIVEIRA (Olea europaea)


As Oliveiras são árvores folhosas, de folha persistente.
FAMÍLIA: Oleaceae
GÉNERO: Olea
ORIGEM: Região mediterrânica.
PROPRIEDADES: O óleo era usado como para hidratação do corpo e cabelo, combustível e alimentação. A azeitona possui um óleo que é rico em ácidos gordos saudáveis, excelente para aumentar o bom colesterol. Também possui vitaminas: A, C, B1 e B2 e também sais minerais: fósforo, potássio, sódio e silício.


PEREIRAS (Pyrus communis)


As Pereiras são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Rosacea
GÉNERO: Pyrus
ORIGEM: Sul da Europa e médio Oriente.
VARIEDADES: Pera Água; Sela Linda; Beurre Hardy; Rocha.
PROPRIEDADES: A pêra tem grandes quantidades de vitaminas B1, B2 e B3, que regulam o sistema nervoso, o aparelho digestivo e fortifica o coração. É ideal para dietas, devido ao baixo valor calórico. Também útil em tratamentos do coração e na formação dos ossos, dentes e sangue. Ajudam no equilíbrio interno e vigor do sistema nervoso.


ROMÃZEIRA (Púnica granatum)


As Romãzeiras são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Lythraceae
GÉNERO: Punica
ORIGEM: Oriente central.
PROPRIEDADES: A romã tem uma alta concentração de anti-oxidantes, sendo uma das frutas mais nutritivas. Contém cálcio, potássio e ferro, que ajudam a proteger o corpo contra doenças cardíacas, diabetes, artrite reumatóide e cancro. A romã também retarda o processo de envelhecimento e ajuda a eliminar as gorduras na digestão.


AMENDOEIRA (Prunus dulcis)


As Amendoeiras são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Prunus
ORIGEM: Originária do médio Oriente.
PROPRIEDADES: É muito utilizada na indústria de cosméticos. É benéfica contra a acidez ou úlcera do estômago. Também indicada na diarreia das crianças, na bronquite, na pneumonia, nas inflamações das vias urinárias, nos cálculos renais e da vesícula.


MACIEIRAS (Malus domestica)

As Macieiras são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Rosacea
GÉNERO: Malus
ORIGEM: Europa e Médio Oriente.
PROPRIEDADES: O consumo regular de maçã é excelente para se prevenir e manter a taxa de colesterol em níveis aceitáveis, recomendada de uma por dia. Esse efeito é devido ao alto teor de pectina, encontrada na casca.

ALFARROBEIRA (Ceratonia siliqua)

As Alfarrobeiras são árvores folhosas, de folha persistente.

FAMÍLIA: Fabaceae
GÉNERO: Ceratonia
ORIGEM: Região mediterrânica.
PROPRIEDADES: Do fruto da alfarrobeira tudo pode ser aproveitado, Da semente extrai-se a goma, para aditivo alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética. A vagem é utilizada em varias preparações culinárias e também na alimentação animal pelo seu muito agradável sabor, semelhante ao cacau, além das altas qualidades nutritivas


NOGUEIRA (Juglans regia)

As Nogueiras são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Fagales
GÉNERO: Juglans
ORIGEM: Europa e Ásia
PROPRIEDADES: Muito tónicos, rico em taninos e altamente ricos em nutrientes, os frutos são especialmente apreciados e úteis quer pelo valor medicinal quer como alimento. A casca verde pode ser utilizada para tingir tecidos e os cabelos.



MARMELEIRO (Cydonia oblonga)

Os Marmeleiros são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Cydonia
ORIGEM: Ásia.
PROPRIEDADES: É uma árvore melífera. Muito apreciada para utilização no preparo de doces e compotas pelas grandes quantidades de pectina. Ácido e adstringente, é muito eficaz no tratamento de afecções dos intestinos e estômago.


CEREJEIRAS (Prunus avium)
As Cerejeiras são árvores folhosas, de folha caduca.
FAMÍLIA: Rosaceae
GÉNERO: Prunus
ORIGEM: Ásia.
VARIEDADES: Burlate; Super burlate.
PROPRIEDADES: As cerejas contem proteína, cálcio e ferro e vitaminas A, B e C. Ao natural, tem propriedades refrescantes, para limpeza dos rins e prisão de ventre. Deve ser evitado o consumo em excesso. O cultivo deve ser em regiões frias, pois necessitam de exposição ao frio para que possam produzir.



Autoria: Tito Lopes









Compostagem doméstica

Sabia que pode utilizar a parte orgânica do lixo que produz em casa para fazer composto e usar esse material no seu quintal ou jardim, melhorando a fertilidade do solo?

Vamos sugerir-lhe uma forma de aumentar a fertilidade do solo do seu jardim, resolvendo parcialmente o problema do lixo doméstico. Comece por colocar uma pilha de composto (inicialmente lixo) num canto menos utilizado do jardim. Escolha um local nivelado com aproximadamente 1 metro quadrado por cada caixa que queira fazer, preferencialmente fora do alcance da luz solar directa e com uma fonte de água próxima. Deve ainda ser um local protegido das vistas principais, por questões estéticas, e perto de casa para que não seja penoso utilizá-lo diariamente. Limpe o chão de folhas e de relva, pois vai aplicar a primeira camada directamente no chão que não pode ser impermeável (cimento, pedra, etc.). Ao construir a "caixa" de compostagem (biodigestor), com rede galinheira ou madeira, etc., esteja certo que deixa bastante espaço aberto para que o ar alcance a pilha. Um lado da "caixa" removível facilita o manuseamento da pilha com uma pá. O compostor para uma família de três a cinco pessoas deve ter uma capacidade de cerca de um metro cúbico: duas caixas com aquela dimensão cada, com a da figura, permitem fazer a viragem de uma para a outra e manter o composto numa delas por uns dias enquanto se começa a encher a outra.














Fig. Biodigestor para compostagem de lixo doméstico.




Todos os resíduos orgânicos, desde que não sejam tóxicos ou poluentes, podem ser transformados em composto. Na prática, a maior parte dos resíduos orgânicos produzidos numa cozinha e num jardim podem ser compostados, dividindo-se normalmente os materiais em dois tipos: materiais com maior teor de azoto (materiais N) e materiais com maior teor de carbono (materiais C). Os materiais N, tipicamente os restos produzidos na cozinha, são, por exemplo, as cascas e restos de batata e frutas, os legumes e hortaliça, as borras e filtros usados de café, as folhas e sacos de chá, o pão, o arroz e a massa, a casca de ovo esmagada, os restos de comida cozinhada (tapar com terra) e cereais. Os materiais C são sobretudo os produzidos nas limpezas do jardim, nomeadamente, aparas de relva e erva, folhas secas, ramos pequenos provenientes de podas ou limpezas do jardim, cabendo também nesta classificação feno e palha, aparas de madeira e serradura e pequenas quantidades de cinzas de madeira

Não se deve juntar nunca ao material a compostar a carne, peixe e ossos, pois podem atrair animais indesejáveis; os excrementos, pois podem conter microorganismos patogénicos passíveis de sobreviver ao processo de compostagem e resíduos de jardim com pesticidas, plantas com doenças e ervas daninhas com sementes, por razões óbvias A pilha que vai construir deverá ter a maior diversidade possível de resíduos, numa proporção semelhante de materiais C e materiais N. Deverão ser feitas camadas alternadas de um e de outro tipo de material. É importante notar que além de materia

is N e C, há materiais mais grossos e mais finos, mais secos e mais húmidos, devendo todos estes componentes estar presentes na pilha. Comece a pilha com uma camada de ramos partidos para facilitar o arejamento. Depois faça uma camada com 5 a 10 cm com materiais C, depois uma de igual espessura de materiais N e assim sucessivamente. A camada do topo deverá ser de material C. Logo que os resíduos orgânicos sejam colocados no recipiente de compostagem inicia-se o processo de decomposição através da acção de bactérias e fungos, sem termos que fazer nada. É um processo natural que se desenvolve por si. No entanto, para que corra bem e sem maus cheiros, é necessário que haja oxigénio suficiente, uma certa temperatura e que a humidade esteja dentro de certos limites.

 
A pilha deve ser virada de 15 em 15 dias, para que, dependendo das condições climáticas, o composto fique pronto em 3 ou 4 meses. Se virar a pilha raramente, o composto fica pronto num período de 6 meses a um ano.Quando se vira a pilha deve-se ter o cuidado de inverter as camadas (a inferior passa para cima e vice-versa). A pilha não deve estar exposta a ventos frios, demasiada chuva ou demasiado calor. O composto está pronto quando não se degrada mais mesmo sendo revirado, tem um aspecto relativamente homogéneo e granuloso onde os componentes originais não são reconhecíveis, tem cor escura e cheiro a terra rica em matéria orgânica. Há coisas que podem correr mal durante o processo de compostagem, mas que são normalmente passíveis de correcção. Quando o processo é lento, é possível que existam demasiados materiais C, sendo necessário adicionar materiais com maior teor de azoto e revirar a pilha. O cheiro a podre pode ter origem em excesso de humidade (o composto não deve estar a escorrer água nem alagado). Neste caso revire a pilha e adicione materiais secos e porosos como folhas secas, serradura, aparas de madeira ou palha. Outra causa possível para o cheiro a podre é o excesso de compactação; deve, neste caso, revirar a pilha ou diminuir o seu tamanho. O cheiro a amónia, tem normalmente origem em excesso de materiais N. Deve neste caso adicionar materiais C. A temperatura muito baixa: pode ter diversas causas: - Pilha pequena demais: aumente o tamanho da pilha ou isole-a lateralmente. - Humidade insuficiente: adicione água quando revirar ou cubra a parte superior da pilha ( o composto deve ter cerca de 50% de humidade). - Arejamento insuficiente: revire a pilha. Certifique-se que o recipiente tem aberturas laterais e que a primeira camada premite a passagem de ar. - Falta de materiais N (azoto): adicione este tipo de materiais. - Clima frio: aumente o tamanho da pilha ou isole-a com um materia que deixe passar o ar.

Quando a temperatura é muito elevada, ou a pilha é grande demais ou o arejamento é insuficiente. Há que diminuir o tamanho da pilha e revirá-la com maior frequência. Por último, a presença de pragas: pode ser devida à presença de restos de carne ou de restos de comida com gordura. Deve retirar este tipo de alimentos e cubrir a pilha com uma camada de solo ou folhas. Pode em alternativa usar um compostor que não permita a entrada às pragas. Depois de pronto, o composto deve repousar entre duas a quatro semanas antes de ser aplicado. Depois desta fase de maturação, pode ser aplicado em relvados, jardins, quintais, à volta das árvores ou mesmo para envasar plantas (neste caso deve juntar 1/3 de composto, 1/3 de areia e 1/3 de terra). O composto é geralmente aplicado uma vez por ano, na Primavera ou no Outono. Deve ser espalhado por cima da terra ou colocado numa camada com 2 ou 3 cm, misturado com aquela, mas nunca deve ser enterrado.

 


Texto extraido de Naturlink Por Antonio Barreto

Cultivar Biodiversidade



Cultivar Biodiversidade
O CONCEITO
O incentivo às práticas do desenvolvimento sustentado, assume cada vez mais um papel preponderante na continuidade e manutenção de práticas e atitudes que protejam o meio ambiente, natural e humano, mantendo paralelamente a capacidade de regeneração e enriquecimento dos recursos naturais.

Neste sentido convém salientar que o desenvolvimento sustentável é um caminho onde se procura equilibrar três grandes sistemas: o ecológico, o social e o económico. Assim, uma educação promotora dum tal desenvolvimento terá de abarcar o conhecimento, a reflexão e a prática que permitam equilibrar estes três componentes da vida humana no tempo. Neste contexto de designação convencional, permito-me aqui acrescentar o elemento humanista propriamente dito, pelo estímulo e valorização assumidos das características mais intrinsecamente humanas, dos afectos, das sensibilidades e da criatividade, designado aqui como Cultura.

Na verdade e ao contrário de um mote que tem sido repetido até a exaustão nos últimos anos e resultante das actuais ameaças ambientais, o grande desafio não é o de salvar o planeta, mas sim a própria humanidade e as conquistas que obteve em termos de assegurar a sobrevivência enquanto espécie e na melhoria das condições e qualidade de vida.

O planeta ao longo da sua já antiga existência, já passou por enormes convulsões, traumas e alterações, e de cada vez a vida sempre encontrou novas formas e mecanismos de se afirmar e diversificar e expandir. Por muito que façamos, o Planeta seguirá sempre o seu percurso evolutivo.

A grande questão é se o faz connosco ou sem nós, humanidade.

Ou mesmo que numa abordagem menos dramática se, todo o modo como vivemos, não se verá alterado de uma forma radical em consequência de não termos atingido em tempo útil a plataforma necessária de compromisso, entre utilização desregrada e o bom senso da sustentabilidade, baseada no conhecimento, sensibilidade e respeito consciente.

Esse é verdadeiramente o grande desafio, o paradigma que vivemos actualmente e numa corrida contra o tempo, os acontecimentos e respectivas consequências a médio e longo prazo, em que actualmente, já ninguém se atreve a negar ou duvidar, caso não se mude toda a atitude geral da humanidade na forma como gere e utiliza os recursos actuais do Planeta.

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Apesar do termo “Educação Ambiental” ter sido usado indevidamente em abordagens educativas que perderam de vista a razão e o propósito que a originou, o que lhe retirou alguma força e dignidade, cremos ser aquele que melhor se adequa para enquadrar a abordagem educativa que procuramos promover. Uma educação cívica e para a cidadania sobre o ambiente, para o ambiente e no ambiente, mas não dissociada das condições humanísticas essenciais.

A educação ambiental actual estrutura-se em torno do objectivo global da biodiversidade e sustentabilidade. Esse objectivo é a sua razão de ser, que jamais deverá ser esquecida. Os de encontrar novos caminhos na relação com os sistemas vivos (todos eles, incluindo o humano), que não comprometam a capacidade de sustentação da vida sobre a Terra.

O cidadão do mundo moderno, precisará de clareza de pensamento para perceber as raízes da actual encruzilhada ecológica e humana, e coragem para ir além das soluções superficiais, facilmente aceites pela maioria, porque seguem a maneira de pensar e os valores vigentes. Se não trabalharmos sobre a essência do problema, transformando as suas causas, a educação ambiental não passará duma operação cosmética sem reais consequências.

Cabe a cada um esta reflexão. Tornar-se cada vez mais consciente independentemente da imensa diversidade de formas que o caminho possa tomar. Ele passa certamente pelo resgate da nossa capacidade de pensarmos pelos nossos próprios meios, Trata-se, tão só, dum caminho de conquista da nossa própria individuação. Sermos indivíduos por inteiro, livres e conscientes. Informados, sensíveis e seguros das nossas opções, atitudes e escolhas.

È esse o pressuposto principal deste projecto. Proporcionar a cada indivíduo as ferramentas que necessite para fazer as suas próprias opções em consciência. Integrado e em equilíbrio, harmonia e respeito com tudo o que o rodeia, assumindo a sua própria participação de forma positiva, criativa e construtiva

Ensinar implica proporcionar situações de ensino-aprendizagem nas quais a pessoa entre em conflito e se veja obrigada a actualizar os seus esquemas mentais e afectivos e a explicitar os seus preconceitos, conseguindo construir novos esquemas, cada vez mais amplos e complexos, com maior quantidade e qualidade de interrelações e mais estruturados. Uma aprendizagem que proporciona um conhecimento que se "enlaça" com aquilo que já se sabe

Da Importância da Educação Ambiental no actual contexto sócio-económico-ambiental

Já lá vai o tempo em que a preparação das crianças para a vida em sociedade se baseava na imitação do modo de vida e do comportamento dos adultos. Hoje, perante a crise ecológica à escala global e a proliferação de diferentes formas de guerra entre os humanos, evidencia-se a necessidade de preparar as crianças e os jovens para serem capazes de participar na construção de novos paradigmas de relação com o outro e com o mundo.

O mundo em que vivemos está a mudar rapidamente e não dispomos de conhecimento científico suficiente para prever cabalmente as mudanças que se avizinham ao nível ecológico, sociológico ou económico. Não podemos, portanto, ensinar às crianças de hoje exactamente como se comportar amanhã, face aos desafios que aí vêm. O melhor que podemos fazer é ajudá-las a desenvolver o seu potencial como seres humanos para que, a seu tempo, possam criar as melhores soluções.

Em termos práticos, é consensual a importância de, numa abordagem inicial, fornecer o conhecimento e o estímulo das sensibilidades e afectividades para com o meio e elementos naturais e suas dinâmicas próprias, assim como nas práticas quotidianas, na sua mais directa e importante influência que por esta razão, deverá ser alvo de um cuidado e uma atenção especial, principalmente se tivermos em conta que na conjuntura actual do mundo, os ecossistemas e meios naturais de forma geral, já em muito poucos casos são encontrados nas formas originais e primárias.

Neste contexto, quando acompanhadas de conhecimento, consciência, respeito e sensibilidade, as actividades e atitudes quotidianas conscientes, tornam-se a forma mais eficaz de proteger o meio ambiente e a natureza, e sobretudo a dignidade e condição humana assim como a sua qualidade de vida. O incentivo às práticas do desenvolvimento sustentado, assumem cada vez mais um papel preponderante na continuidade e manutenção de práticas e atitudes que protejam o meio ambiente natural e humano, mantendo paralelamente a capacidade de regeneração e enriquecimento dos recursos naturais.

Mas sublinhe-se que a intenção profunda é a de formar para a vida e não para uma actividade em particular, porque um indivíduo seguro da sua capacidade e objectivos, descobre por si próprio e ao longo da vida, o que fazer para se realizar ou qual a melhor forma de contribuir para o bem-estar geral da comunidade da forma que melhor entender. Estimular a autoconfiança, a auto-estima, a consciência, a abertura de espírito, o livre arbítrio, a criatividade, o engenho, mas acima de tudo, a alegria de viver e o respeito por todas as coisas existentes.

OBJECTIVOS GERAIS

O desenvolvimento da sensibilidade para com o mundo vivo, decorrente da ligação ao mundo natural e sua valorização, é uma base fundamental do próprio desenvolvimento do ser humano. Sem ela, dificilmente os jovens terão vontade de o investigar e descobrir e, muito menos, de se empenharem na sua preservação.

Paralelamente, a conexão com as raízes históricas e culturais assumem de igualmente modo um papel fundamental no processo de ligação e envolvimento do individuo ao meio e comunidade que o rodeia.

É no modo de apresentação que se favorecem os factores pedagógico e didáctico desta relação, através de actividades que mesmo tendo um tema específico, apresentam conteúdos numa base geral de multidisciplinaridade transversal. Também sendo privilegiado o estímulo e contacto sensorial e afectivo, altamente enriquecedor ao nível da imaginação e da consciência e compreensão das coisas, tão fundamental e característica da condição humana.

Fornecer ao público algo que os livros e a tecnologia não podem oferecer - aprendizagem experiencial. Se nós podemos projectar as maneiras para que crianças e os adultos conectem directamente com a natureza e os sistemas vivos, integrando essa experiência na atitude, estaremos a educar a geração seguinte, que verão ambientes sustentáveis mais como um ponto de partida do que uma mera possibilidade.

Informar, ensinar, partilhar e participar, parece-nos um factor essencial e é sobretudo nesta perspectiva que é pensado este projecto, envolvendo a comunidade, quer de forma participativa ou construtiva, pois este é mais que um projecto pontual de actividades, mas sim o disseminar de uma filosofia, um modo de estar na vida e sociedade,

Só a cada um de nós compete escolher a atitude a ter perante a vida e os seus fenómenos e maravilhas (a nossa e toda a restante), mas no plano existencial, a estimulação ou diversificação das escolhas é fundamental para um rumo maioritário e positivo, e é esta a principal escolha, ser positivo e sensível, construtivo e consciente ou negativo, insensível e desinteressado e semi-apático ao que se passa à sua volta.

Cultivar Biodivercidade I


PROJECTO Cultivar Biodivercidade






Actualmente, a inter-relação do homem com a natureza assume na exploração dos recursos naturais a sua mais directa e importante influência.







Quando acompanhada de respeito, sensibilidade, dedicação e arte, as actividades desta índole tornam-se a forma mais eficaz de proteger o meio ambiente e a natureza, as culturas das sociedades rurais e as pessoas que as mantêm vivas.
O incentivo às práticas do desenvolvimento sustentado assume cada vez mais um papel preponderante na continuidade e manutenção de práticas e atitudes que protejam o meio ambiente natural e humano, mantendo paralelamente a capacidade de regeneração e enriquecimento dos recursos naturais.


A educação ambiental actual estrutura-se em torno do objectivo global da biodiversidade e sustentabilidade. Esse objectivo é a sua razão de ser, que jamais deverá ser esquecida. O encontrar novos caminhos de relação com os sistemas vivos, que não comprometa a capacidade de sustentação da vida sobre a Terra



Neste sentido convém salientar que o desenvolvimento sustentável é um caminho onde se procura equilibrar três grandes sistemas: o ecológico, o social e o económico. Assim, uma educação promotora dum tal desenvolvimento terá de abarcar o conhecimento, a reflexão e a prática que permitam equilibrar estes três componentes da vida humana no tempo. Neste contexto de designação convencional, permito-me aqui acrescentar o elemento humanista propriamente dito, pelo estímulo e valorização assumidos das características mais intrinsecamente humanas, dos afectos, das sensibilidades e da criatividade.

Num contexto de uma grande cidade, em que os referidos ecossistemas naturais se encontram a razoáveis distâncias de deslocação, os jardins assumem um contexto de relevância fundamental para o contacto directo da população com as dinâmicas e valores naturais no seu quotidiano comum.

Nesta abordagem, os jardins históricos e botânicos, tanto pelas suas dimensões, antiguidade e diversidade floristica, são um meio especialmente privilegiado para a sensibilização e divulgação da reaproximação da natureza as pessoas.

Pode-se ainda acrescentar que tendo em conta o elemento sensorial e de estimulação das afectividades, a cuidada beleza que esses jardins apresentam, é uma relevante mais-valia para a prossecução dos objectivos.


OBJECTIVOS GERAIS

A missão dos jardins históricos e botânicos nas grandes cidades nunca foi mais importante do que hoje. O grande desafio para o século XXI é aproveitar o conhecimento da diversidade biológica da terra e como dá forma aos sistemas do ambiente global de que toda a vida depende. Este conhecimento é crítico à ciência e à sociedade - para controlar recursos naturais, para sustentar a saúde humana, para assegurar a estabilidade económica, e para melhorar a qualidade da vida humana.



A necessidade urgente para este conhecimento diário aumenta na proporção que a conversão de sistemas naturais aos sistemas humano-controlados acelera o declínio da diversidade biológica. Na taxa actual de extinção das espécies, a ciência da biodiversidade tem aproximadamente 20 anos ou menos para responder a este desafio.


Fornecer ao público algo que os livros e a tecnologia não podem oferecer - aprendizagem experiencial. Se nós podemos projectar as maneiras para que crianças e os adultos conectem directamente com a natureza e os sistemas vivos, integrando essa experiência na atitude, estaremos a educar a geração seguinte, que verão ambientes sustentáveis mais como um ponto de partida do que uma mera possibilidade.

O jardim de águas vivas

O Jardim de Água Viva


Água, a união de duas moléculas de hidrogénio com uma molécula de oxigénio, facilita a 99% das transformações químicas na terra. Quando a vida surgiu da água, foi o equivalente biológico da teoria do Big Bang para a origem do universo. Simplificando, a vida não pode existir sem água. Em Portugal, num estado limpo e saudável, a água pura é cada vez mais difícil de encontrar. Urge mudar de atitude para assegurar o futuro, não da água, em termos muito pragmáticos, mas sim o nosso.


O Jardim Água Viva pode ter duas formas ou vertentes principais


No primeiro contexto e de uma forma mais abrangente, é um parque sobre a temática da  água, desde a qualidade da água com os processos naturais e artificiais para alcançar este fim, até da vida, na e da água. O Jardim de agua é como  um laboratório natural grande, que alimenta a cidade e ensina os cidadãos através da sua concepção e finalidade.

O parque é projectado para limpar a água. Não a água do esgoto, mas a da poluição química, criada pela vida de uma grande cidade industrial. Essa poluição é mais invisível e persistente do que as águas residuais. É esse tipo de poluição que, lenta e subtilmente contamina a nossa qualidade de água.

Essa poluição  espalha-se a partir da cidade para o resto do país ou em directo para o  mar ou o Mundo em geral . A natureza tem muitas maneiras e processos de cuidar da água. A água é naturalmente limpa  o tempo todo. É um dos aspectos maravilhosos da natureza, que está organizada para criar e sustentar a vida. Esta organização é complexa, por vezes invisível, mudando constantemente e constantemente trabalhando. Para entender como isso funciona é preciso observar a natureza demoradamente, uma oportunidade pouco possível às pessoas que têm que viver na cidade. O Jardim de Água Viva é organizado para sustentar a vida. Ele é apresentado de forma a mostrar a natureza e a água em trabalho conjunto para a qualidade da mesma. Revela a verdade sobre a nossa relação com a água.

Como funciona o Jardim Água Viva?

LAGOAS
Primeiro, a água é retirada do rio correndo para uma lagoa de decantação. Em seguida, na bacia de sedimentação, os materiais maiores e mais pesados depositam-se  no fundo, Micro organismos serão injectados na lagoa para trazer de volta a vida que pode comer os elementos contaminantes.

A boa água  contém minerais e micro-organismos e estes organismos comem a poluição. A água da lagoa de decantação é então passada sobre uma área pedregosa para arejar. As bactérias precisam de oxigénio para sobreviver. O ar permite que a água se limpe com estas bactérias.

Em seguida a água é tratada por muitas plantas especificas que absorvem as diferentes substâncias químicas contaminantes . As lagoas são muito grandes e é necessário que a água possa ali ficar  durante muitas horas para dar tempo às plantas que absorvam a maior quantidade possível das referidas substâncias.

FLUXO DE FORMAS

Então irá passar através de estruturas que ora sob a forma de esculturas ou longas pequenas cascatas mais ou menos estilizadas,  e que são chamados de fluxo  de formas (imagem seguinte) . Esse processo também ajuda a limpar a água, imitando a natureza com muita precisão.


A água move-se sempre, formando e reformando vórtices. Estes vórtices são as bases para mais formas de vida. Este movimento é o movimento que também limpa a água. A água não se move em linha recta. Quando a água percorre um caminho através de um tubo longo, ou através de linhas rectas, perde algumas das suas propriedades geradoras de vida.

 Depois de passar através do fluxo de formas, irá para outras lagoas. Neste ponto, a água pode sustentar a vida e nestas lagoas existem já muitas plantas, peixes e outros seres aquáticos. Estas plantas e animais continuam o processo de limpeza da água. No final destas lagoas existe um outro percurso de fluxo e depois da água sair  desse fluxo final já está muito mais limpa. Neste lugar no parque, existem áreas para as crianças brincarem na água.

No Jardim de Água Viva, pode ser visto esse sistema com estações de monitorização da água e informação explicando os processos ao longo do caminho. Isto implica um centro de educação ambiental completo, em que não só este processo como muitos outros sistemas naturais relacionados,  são apresentados, explicados e sempre que possível, demonstrados.

 A água limpa, limpa neste sistema,  vai voltar para o rio. Claro que isso não é suficiente para limpar o rio. Esta limpeza é um símbolo e um aprendizado. O parque vai ensinar os cidadãos .

Em 1992, do Instituto Scripps de Oceanografia descobriu que quantidades minúsculas de cloro na água potável aumenta fortemente o risco de cancro, especialmente cancro de próstata. Contagens de espermatozóides em mamíferos de grande porte, incluindo os humanos, têm vindo a diminuir e defeitos de nascimento têm aumentado devido aos resíduos de pesticidas que circulam no planeta.

Na Cidade, a água potável que consumimos é praticamente morta, são eliminados todos os elementos patogénicos e prejudiciais mas resulta num elemento que não contém a vida, que tem o papel de ir fornecendo paralelamente, os organismos que nos ajudam a absorver os nutrientes.

Por outro lado e apesar das iniciativas para limpeza e despoluição, a qualidade das águas dos rios continua a descer de uma forma geral e em todo o planeta.

As pessoas têm desistido de esperar que os rios, ribeiros e lagos sejam suficientemente limpos para nadar ou pescar .

Onde os rios atravessam  cidades, os cidadãos deram as costas para os rios e não têm nenhum relacionamento real com eles. E onde não existe uma relação não há cuidar.
Uma coisa é dar um passeio ao longo do Rio Tejo, o que é agradável e alegra-nos pela sua presença majestosa e bonita, mas algo completamente diferente é o pensar em entrar em contacto directo. Banharmos com os nossos filhos, passear de barco ou canoa, olhar para a água (o que não fazemos! olhamos lá para o fundo e vemos como é bonita a luz do céu azul reflectida naquela imensidão aquosa, mas se olharmos para baixo vemos os esgotos as correr com as Tainhas a alimentar dos nossos próprios dejectos).
Isto não é uma relação de cuidar, de preocupar, mas sim de alienar e desligamento.

Pensa-se importante ter a consciência e compreensão da importância que tem um público necessitar de ser confrontado, informado e sensibilizado para uma profunda compreensão da conexão entre a água e a vida e talvez posteriormente não irá continuar a tolerar a contínua degradação da qualidade da água.

Tal entendimento só pode ser promovido através da interacção directa com obras e apresentações com base na dinâmica da água. É a diferença entre ler um livro com uma história e vivê-la.

Para isso, foi originado o conceito de parques públicos de água viva, ou jardins onde as pessoas podem experimentar como funciona a água. Como  é limpa e em primeira mão.
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Estes parques são uma combinação única de acesso ao tratamento de água através de dinâmicas e plantas especificas, em sistemas naturais, baseadas nas iniciativas para a comunidade, projectos de arte pública, centros de educação ambiental, laboratórios, e de oportunidades recreativas.


Quando as pessoas saem dos seus círculos habituais, as possibilidades de crescer acontecem muito mais rápidas. Este processo participativo e de esperança tem repercussões amplas, acelerando o trabalho individual dos grupos ambientalistas locais, artistas, público, cientistas e comunidade oficial. É um modelo de desenvolvimento sustentável e de tratamento de água no mundo inteiro. 


Os jardins de água

Agora e no segundo contexto referido no inicio deste texto temos a possibilidade de numa pequena escala, a do nosso quintal ou jardim, instalar um sistema semelhante para dar qualidade às águas mortas que saem das nossa torneiras.


Neste processo pode ser utilizado o fluxo de formas, que ioniza, oxigena e fornece alguns dos benéficos micro-organismos à agua.

Numa segunda abordagem é um elemento decorativo altamente estético e de grande harmonia para um jardim.

Numa terceira abordagem e mais complexa, para quem tenha uma quinta, pode com este sistema, adaptado à escala, fazer um sistema de tratamento das suas próprias águas residuais

Muito Complexo ou trabalhoso? Nós fazemos para si, é essa a nossa missão